Leve baixa

O dólar fechou em leve baixa ontem, depois de acompanhar a instabilidade do mercado internacional. A moeda norte-americana caiu 0,12%, para R$ 1,603. No meio da sessão, a autoridade monetária realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte R$ 1,5972.

Véspera
Na terça-feira, o dólar havia subido 0,50% em meio a um cenário externo bastante negativo que só melhorou no final do pregão com dados acima do esperado sobre as vendas da GM. ''Hoje (ontem) o dólar estava recuando depois da alta de terça-feira. É um ajuste normal'', disse Sergio Falcão, consultor da SLW Corretora.

Tendência
Segundo Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro, o dólar continua com tendência de queda. Na mínima da sessão de ontem, a moeda norte-americana chegou a recuar 0,75%, mas acabou reduzindo a baixa diante da piora das principais bolsas de valores.

Saída
O fluxo cambial do País, que mede a entrada de capital estrangeiro no comércio e na área financeira, ficou negativo em US$ 877 milhões em junho, segundo dados do Banco Central. No mesmo período do ano passado, o saldo estava positivo em US$ 16,5 bilhões.

Déficit
Esse é o segundo pior resultado do ano, atrás apenas do déficit de US$ 2,357 bilhões registrado em janeiro, e foi causado pela saída de dólares nas operações financeiras, como em bolsa de valores.

Positivo
No comércio exterior, o saldo de junho foi positivo em US$ 4,7 bilhões (diferença entre exportações e importações). Na área financeira, o resultado ficou negativo (US$ 5,578 bilhões), ou seja, houve mais saída do que entrada de dólares. O saldo no semestre ficou positivo em US$ 14,934 bilhões, mas abaixo do registrado no mesmo período de 2007 (US$ 51,6 bilhões).

Líquido
O resultado comercial registrou entrada líquida de dólares de US$ 29,551 bilhões, e o saldo da conta financeira ficou negativo em US$ 14,617 bilhões nos seis primeiros meses do ano. No primeiro semestre do ano passado, o saldo comercial estava em US$ 45,916 bilhões e o financeiro em US$ 5,7 bilhões, ambos positivos.

Zona do euro
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) na zona do euro registrou em maio a maior alta anual dos últimos 18 anos, elevando as razões para as apostas de aumento do juro básico pelo Banco Central Europeu (BCE). O PPI, que é a inflação no atacado, avançou para 7,1% ante maio de 2007 e para 1,2% ante abril, segundo dados da Eurostat, bem acima das expectativas de alta de 6,6% e 0,8%, respectivamente.

Revisões
Os números de abril foram revisados para cima, para um aumento de 0,9% ante março e de 6,2% na comparação anual. A alta do PPI em maio na comparação anual foi a maior desde o início dos registros, em janeiro de 1990. Já o aumento em termos mensais se compara ao ganho de 1,2% em janeiro de 2006.

Reflexos
Boa parte da elevação dos preços foi impulsionada pelos custos de energia, que subiram 4,1% em maio ante abril e 18,2% frente a maio de 2007. A zona do euro é composta por 15 países da Europa que compartilham o euro como unidade monetária.

Derrubada
O temor com a inflação e os efeitos da alta do petróleo continuaram afetando os mercados acionários em geral, e na Ásia não foi diferente ontem. Com apenas uma exceção (China), as bolsas da região fecharam com perdas, quase todas pelos mesmos motivos. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,8% e fechou aos 21,704.45 pontos. No setor aéreo as perdas foram fortes: Air China caiu 3,6%, China Eastern perdeu 4,1% e China Southern caiu 4,8%.

Inverso
As Bolsas da China tiveram desempenho inverso ao dos demais mercados asiáticos. Mas preocupações com uma desaceleração econômica anularam os efeitos dos comentários positivos sobre o mercado acionário, feitos pela agência oficial de notícias Xinhua. Na noite de terça-feira, a agência disse que os fundamentos econômicos positivos do país irão ajudar no desenvolvimento firme e saudável do mercado acionário. O índice Shanghai Composto ficou estável e fechou aos 2.651,73 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 1,1% e encerrou aos 784,89 pontos.

Na Europa
As bolsas européias fecharam em baixa ontem, afetadas pelo dado negativo em uma pesquisa sobre o mercado de trabalho nos EUA. O setor bancário europeu teve desempenho favorável, mas não impediu os fechamentos negativos nos mercados de ações.

Movimentação
A Bolsa de Londres caiu 0,98%, para 5.426,30 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 1,03%, ficando com 4.296,48 pontos; a Bolsa de Amsterdã perdeu 1,48%, fechando com 408,40 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 0,17%; encerrando o dia com 6.305,42 pontos; e a Bolsa de Zurique teve ligeira variação negativa de 0,09%, ficando com 6.843,75 pontos. A exceção do dia foi a Bolsa de Milão, que subiu 0,49%, para 22.403 pontos.

Das agências

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