MERCADO FINANCEIRO
Declínio
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,592 na venda, em declínio de 0,68%, nas últimas operações de ontem. Trata-se da menor cotação desde 20 de janeiro de 1999, quando o preço da moeda americana atingiu R$ 1,59 no fechamento. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,710 (venda), estável sobre a taxa final de ontem. O Federal Reserve, o banco central americano, anunciou ontem a decisão de manter a taxa básica de juros dos EUA em 2% ao ano.
Rompimento
''Era somente uma questão de tempo para que o mercado rompesse esse patamar de R$ 1,60. Com a confirmação do Fed, deu mais força ainda para esse movimento e a taxa caiu bem. A questão é que o fluxo de recursos nesses dias está muito forte. Mesmo num período de saídas muito grande, em que várias empresas fazem remessas de lucros, o volume de entrada de dólares está alto'', comentou Mauro Araújo, diretor da corretora Vision.
Inflação
A inflação medida pelo IPCA-15 teve alta de 0,90% em junho ante 0,56% em maio. O consenso do mercado financeiro projetava variação de 0,78%. O IPCA-15 é visto como uma prévia do índice de preços (o IPCA) utilizado no regime de metas da equipe econômica.
Estimativas
O Banco Central revelou ontem que estima 25% de chances de que o IPCA (índice oficial de inflação, medido pelo IBGE) fique em 6,6% e 5,8% em 2008 e 2009. A meta de inflação para esses dois anos é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais. Há três meses, essa chance era estimada em apenas 4%.
Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros ajustou para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,20% ao ano para 13,22%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,75% para 14,80%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,89% para 14,94%.
Manutenção
O Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC) anunciou ontem a manutenção de sua taxa de juro de curto prazo pela primeira vez desde a metade do ano passado e expressou crescente preocupação com relação à inflação e as expectativas para a inflação.
Inalterada
Por 9 votos a favor e um contra, o Fed (Banco Central americano) manteve sua taxa dos Fed Funds inalterada em 2% e a taxa de redesconto em 2,25%. Apenas o presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, votou contra a manutenção do juro. Ele preferia a elevação da taxa.
Cenário
As autoridades monetárias não ofereceram indicações de um iminente aumento nas taxas, sugerindo que o cenário mais provável é um status quo desconfortável para muitos meses, enquanto o Fed enfrenta uma economia em dificuldade, combinado com uma pressão de preços em alta. ''Os riscos de alta para a inflação e as expectativas de inflação aumentaram'', segundo o comunicado do Fed. O próximo encontro do Fed está marcado para 5 de agosto.
Imóveis
As vendas de imóveis residenciais novos nos Estados Unidos caíram em maio pela quinta vez em seis meses, em 2,5%, para taxa sazonalmente ajustada de 512 mil, informou ontem o Departamento de Comércio norte-americano. As vendas de abril foram revisadas para alta de 4,8%, para 525 mil, ante dado original de avanço de 3,3% a 526 mil. Economistas esperavam em maio queda para 510 mil.
Comparação
Na comparação anual, as vendas de imóveis novos em maio deste ano ficaram 40,3% mais baixas que em maio de 2007. O preço mediano de uma residência nova nos EUA caiu 5,7%, para US$ 231 mil em maio, de US$ 245 mil em igual período do ano passado. O preço médio aumentou 0,5%, para US$ 311,3 mil, de US$ 309,7 mil um ano antes. Em abril, o preço mediano ficou em US$ 243,5 mil e o médio, US$ 321,2 mil.
Bolsas chinesas
As bolsas chinesas mantiveram ontem o ritmo de recuperação e fecharam em alta pelo segundo pregão consecutivo. Em Xangai, o índice Shanghai Composite subiu 3,64%, com 2.905,01, com pontos. Já a Bolsa de Shenzhen fechou em alta de 4,79% no índice Shenzhen Composite, com 839,70 pontos.
Conjunto
O volume de negócios conjunto foi de US$ 15,085 bilhões. Os investidores continuaram a procurar papéis a bons preços nos setores financeiro e imobiliário, bem como aos ligados ao setor de turismo, devido à proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim - que começam em agosto.
Tóquio
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechou ontem em baixa de 0,14%, com 13.829,92 pontos. O indicador Topix caiu 0,23%, para 1.346,08 pontos. A reunião do Fed e a preocupação dos investidores sobre a situação atual da economia americana mantiveram os investidores em ritmo de espera. Entre as ações que mais subiram estiveram as da fabricante de vidros Asahi (+1%); entre as quedas, a maior foi a registrada nos papéis do Mizuho Financial (-3%).
Das agências





