Em alta

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,614 na venda, em alta de 0,49%, nas operações finais de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,740 (venda), com avanço de 1,16%. O mercado de câmbio iniciou os negócios mais tarde, num dia de volatilidade bastante estreita: a cotação da moeda americana oscilou entre o valor máximo de R$ 1,617 e a mínima de R$ 1,611

Ansiedade

Investidores e analistas aguardam com ansiedade a chamada ''Super Quarta'', dia que concentra os eventos mais importantes da agenda econômica da semana e, provavelmente, do mês.

Doméstico

No front doméstico, será o dia da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, pelo Banco Central, bem como o IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação. O fundamental, no entanto, está na agenda externa: o Federal Reserve (banco central americano) revela a nova taxa básica de juros dos EUA - hoje em 2% - numa sinalização que pode ser seguida pelas demais autoridades monetárias do planeta.

Revisões

No front doméstico, o BC revisou para cima sua projeção para investimentos estrangeiros diretos - de US$ 32 bilhões neste ano para US$ 35 bilhões - sendo que a maior parte dos ingressos deve entrar no País no segundo semestre. O BC conta com esse incremento para enfrentar a piora dos números das contas externas. A previsão do déficit anual foi elevada de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões.

Fluxo

O BC também revelou ontem que o fluxo cambial do País em junho (até dia 19) está positivo em US$ 1,653 bilhão. O número é resultado, principalmente, do desempenho da balança comercial, com superávit de US$ 2,638 bilhões (diferença entre exportações e importações). Pelo lado financeiro, o resultado está negativo - um déficit de US$ 986 milhões.

Juros futuros

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros rebaixou mais uma vez as taxas projetadas para 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 13,24%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,87% para 14,84%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 15% para 14,95%.

Previsões

O Boletim Focus, preparado pelo BC, mostrou que a maioria dos analistas do setor financeiro já prevê inflação acima de 6% em 2008. Pela 13 semana consecutiva, o IPCA projetado subiu, desta vez de 5,80% para 6,08%. A projeção para o IPCA de 2009 também subiu: de 4,63% para 4,78%.

Modesta

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma modesta recuperação na jornada de negócios de ontem, após perder quase 4% na semana passada. A palavra de ordem desta sessão foi cautela, refletida no magro giro financeiro da Bolsa.

Termômetro

O Ibovespa, termômetro dos negócios, teve leve alta de 0,04%, para os 64.640 pontos. O volume de negócios foi de R$ 4,05 bilhões, bem abaixo da média diária do mês (R$ 6,63 bilhões). A ação preferencial da Petrobras, que sozinha movimentou R$ 570 milhões, valorizou 1,76%, para R$ 43,89.

Foco

O foco de investidores e analistas nesta semana é a reunião do Federal Reserve (banco central americano), que vai determinar a nova taxa básica de juros local. Boa parte dos analistas espera que a autoridade monetária americana interrompa o ciclo expansionista (redução das taxas) e mantenha a taxa de juros em 2%.


A sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Blanco, acompanha o consenso de mercado e espera ''observações ameaçadoras'' sobre a inflação no comunicado pós-reunião do Fed. ''Em condições normais, isso justificaria um aumento imediato dos juros. Mas, a recente convergência da taxa de desemprego para 5,5%, e a confiança do consumidor em seus níveis históricos mais baixos devem deixar o Fomc - colegiado de diretores do Fed - em compasso de espera por mais algum tempo'', afirmou ela.

Europa

As principais praças acionárias da Europa encerraram em alta ontem, com ganhos no setor de energia e em ações defensivas como as de saúde compensando as perdas em montadoras, bancos e seguradoras. As farmacêuticas foram destaque depois que o Goldman Sachs elevou a recomendação para a empresa Shire para ''compra''. O papel da companhia subiu 5,7%. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,83%, a Bolsa de Paris subiu 0,05% e a Bolsa de Frankfurt teve valorização de 0,17%.

Desacelerado

Segundo Heino Ruland, estrategista da consultoria financeira FrankfurtFinanz, investidores compraram ações defensivas e estão certos em ficar nervosos, dado que a economia está desacelerando mais rapidamente do que o imaginado e as pressões sobre os preços estão aumentando. ''A estagnação está se tornando cada vez mais provável'', disse ele.

Das agências

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