Em baixa

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,604 na venda, queda de 0,18%, nas operações finais de ontem. Trata-se da menor cotação desde janeiro de 1999. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,720 (venda), estável sobre a cotação de ontem.

Piso
O mercado de câmbio chegou perto de romper o ''piso'' de R$ 1,60, em sua quarta jornada consecutiva de perdas no preço da moeda americana. A cotação oscilou entre o valor mínimo de R$ 1,600 e o máximo de R$ 1,610 ontem. Operadores avaliam que a moeda deve chegar a R$ 1,59 ainda hoje.

Preocupação
O foco da preocupação dos agentes financeiros continua a ser a inflação. Profissionais de mercado relataram que o mercado ficou um pouco tenso, na expectativa do índice de preços que deve ser divulgado hoje, o IGP-M (a segunda prévia), para o qual o consenso aponta uma variação de 1,90%, ante 1,54% no mês anterior.

Mercado
''O mercado continua preocupado com as grandes questões internacionais, como a alta do preço do petróleo. Agora, o dólar já vem há muito tempo com uma tendência de queda, e nesta semana, o fluxo de entrada de recursos está muito forte. E nas agências internacionais têm aparecido avaliações positivas do Brasil'', disse Roberto Moraes, gerente da mesa de câmbio da corretora Advanced (ex-Action).

Reservas
O Banco Central promoveu às 12h06 o seu habitual leilão de câmbio e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6063 (taxa de corte). Até quarta-feira, o nível das reservas internacionais estava em US$ 198,118 bilhões.

Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros revisou para baixo as taxas projetadas para 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,19% ao ano para 13,21%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada retraiu de 14,75% para 14,72%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,89% para 14,84%.

Perdas
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuou para o seu menor nível (em pontos) desde 29 de abril. Nesses dois últimos pregões, a Bolsa acumula perdas de quase 3%. Ontem, a Bolsa foi arrastada pelas fortes quedas nas ações da Petrobras.

Vítimas
Segundo profissionais de mercado, os papéis da petrolífera foram vítimas da retração nas cotações da commodity, bem como do clima de pessimismo dos investidores com a economia global: nos EUA, o setor financeiro continua frágil, enquanto vários dos principais bancos centrais do mundo acenam com uma onda de aperto monetário (alta dos juros básicos de uma economia), o que não é favorável para os mercados acionários. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril da commodity foi cotado a US$ US$ 131,92 - baixa de 3,47% ontem.

Movimentação
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, cedeu 0,75%, para os 66.590 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,65 bilhões. A ação preferencial da Petrobras, com giro de R$ 1,16 bilhão, retraiu 3,19%, para R$ 43,95, enquanto a ordinária, com movimento de R$ 174 milhões, perdeu 3,25%, para R$ 53,50.

Reflexo
Fábio Arazaki, orientador de investimentos da corretora Petra, também atribuiu às perdas da Bolsa à notícia de que pelo menos dois grandes bancos de investimentos rebaixaram suas recomendações às ações brasileiras, dada a perspectiva de crescimento reduzido das economias emergentes.

Porta de saída
''Foi um acúmulo de fatores que levaram à queda dessas ações (da Petrobras). A recomendação de ''Brasil' foi rebaixada para 'neutro', e o fato de que o preço do barril caiu muito também ajudou'', afirma. Para grandes investidores, as ações da petrolífera, devido a sua liquidez, são uma costumeira ''porta de saída'' em momentos de maior aversão ao risco.

Desemprego
Entre as principais notícias do dia, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 5.000 na semana encerrada no último dia 14, ficando em 381 mil solicitações iniciais do benefício. Economistas do setor financeiro projetavam uma queda maior, indo a 375 mil solicitações para o período.

Metas
No front doméstico, o destaque ficou por conta da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a equipe econômica para discutir novas medidas contra a alta dos preços. Perto do encerramento dos negócios, o ministro Guido Mantega (Fazenda) não revelou novidades sobre as possíveis decisões do governo para deter a inflação, mas reforçou o compromisso da equipe econômico em atingir as metas para este ano.

Boatos
O mercado local também foi afetado ontem por boatos de que a Vale do Rio Doce pode fazer uma proposta pela concorrente Anglo American. A empresa já desmentiu a informação.

Das agências

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