MERCADO FINANCEIRO
Bolsa de Londres subiu
Derrubada
A forte alta da Bolsa de Valores contribuiu para derrubar o preço da moeda americana para seus menores níveis desde janeiro de 1999. O dólar comercial foi trocado por R$ 1,608 na venda, em baixa de 1,10%, nas últimas operações de ontem. A taxa oscilou entre o valor mínimo de R$ 1,607 e a máxima de R$ 1,622. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,730 (venda), em retração de 0,57%.
Tendência
Profissionais de mercado sublinham que a tendência predominante é de queda da moeda, principalmente após o País ter sido promovido, por duas vezes, a grau de investimento.
Inércia
''A taxa caiu quase que por inércia hoje (ontem). Quando o dólar sobe, não encontra suporte, e quando vai para baixo, não tem piso. Esse suposto piso de R$ 1,60 estava muito ''mal-acabado', não ia resistir muito'', comentou Reginaldo Galhardo, gerente da mesa de câmbio da corretora Treviso.
Gradual
Galhardo e outros profissionais de corretoras estimam que a taxa pode cair abaixo de R$ 1,60, mas de forma gradual. Grandes agentes financeiros aplicaram em dólar no auge da crise americana e precisam se desfazer da moeda de forma administrada, para minorar as perdas. E hoje, um dos poucos compradores do mercado tem sido o Banco Central, com seu leilão diário.
Reservas
Ontem, o BC entrou no mercado às 12h26 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6123 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais estava em US$ 197,615 bilhões.
Projeções
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou ontem uma série de projeções econômicas, feitas com os integrantes da entidade. A pesquisa revela que os bancos contam que a taxa Selic suba mais 2 pontos percentuais até o final do ano, passando dos atuais 12,25% para 14,25%. O sistema bancário também estima uma taxa de câmbio de R$ 1,69 para dezembro.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,24% ao ano para 13,23%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada retraiu de 14,92% para 14,85%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 15,13% para 15,02%.
Europa
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem, com os investidores ignorando a possibilidade de novo aumento global das taxas de juro e beneficiadas pelo recuo nos preços do petróleo e alta das ações das grandes montadoras. Entre os destaques, a alemã Daimler anunciou um plano de recompra de ações.
Movimentação
Em Londres, o índice FT-100 subiu 67,30 pontos (1,16%) e fechou com 5.861,90 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 28,59 pontos (0,61%) e fechou com 4.686,33 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 66,28 pontos (0,98%) e fechou com 6.796,16 pontos.
Sinal
As notícias de que o Federal Reserve provavelmente vai deixar sua taxa de juro básica de curto prazo inalterada, seguida de um sinal similar do Banco da Inglaterra (BoE), ajudaram a reduzir as preocupações dos participantes do mercado relacionadas com a inflação.
Temporária
No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI) saltou 3,3% em maio em comparação com maio do ano passado, resultado que ficou bem acima da meta do BoE de 2%. No entanto, em uma carta para o ministro de Finanças britânico, Alistair Darling, o presidente do BOE, Mervyn King, confirmou que o banco central considera a alta da inflação como temporária e espera evitar um aumento no juro.
Setores
''O fundamental é que o banco declarou que a desaceleração já começou... (nos parece) que é como se o Banco da Inglaterra tivesse esperança de poder evitar uma política de aperto (monetário)'', disse Dominic Bryant, economista do BNP Paribas em Londres. Entre os setores industriais, as ações das montadores - cujas vendas dependem sobre a disponibilidade de crédito ao consumidor - subiram inspirados pela esperança de taxas de juro estáveis, assim como por causa do recuo do preços do petróleo dos níveis recordes.
China
A alta do petróleo, as preocupações com a inflação e as expectativas de que o banco central irá manter a política de aperto monetário até o fim do ano levaram as Bolsas da China a cair ao menor nível em quase 16 meses. O índice Xangai Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 2.794,75 pontos, o pior fechamento desde 27 de fevereiro de 2007. Já o Shenzhen Composto desabou 4,5% e terminou aos 801,97 pontos.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável, com os investidores aguardando os resultados do segundo trimestre das instituições financeiras norte-americanas. O índice Nikkei 225 caiu 6 pontos, ou 0,04%, e fechou aos 14.348,37 pontos.
Das agências





