Declínio
  O dólar comercial foi vendido por R$ 1,627 nas operações finais de ontem, o que representa um declínio de 0,42% sobre a cotação de sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,780 (venda), um avanço de 2,29%. No habitual leilão de câmbio, o Banco Central aceitou ofertas por R$ 1,6239 (taxa de corte). Até sexta-feira, as reservas internacionais estavam em US$ 199,649 bilhões.
Comentários
  Na semana passada, profissionais de mercado comentavam sobre a expectativa de um forte fluxo de recursos nos próximos dias, com o ingresso de dólares por grandes operações de exportação. A perspectiva de que os juros subam, ampliando a diferença em relação aos juros americanos, também favorece a baixa das cotações
Superávit
  Entre as principais notícias do dia, o governo informou um superávit de US$ 384 milhões na primeira semana de junho. No acumulado deste ano, o saldo comercial é de US$ 9,039 bilhões, 48,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado na comparação entre as médias diárias.
Juros futuros
  Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros ajustou para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. A inflação acima das expectativas leva os agentes financeiros a reconsiderarem a intensidade do aperto monetário previsto para este ano. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,12% ao ano para 13,16%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,58% para 14,76%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,66% para 14,88%.
Perdas
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amargou o seu quinto pregão de perdas somente neste mês, acumulando baixa de 4,56% em junho. As ações da Vale e da Petrobras, que somadas corresponderam a mais de R$ 1 bilhão em negócios, puxaram a derrocada de ontem.
Explicações
  O mau humor dos investidores domésticos pode ser explicado pela escalada dos índices de inflação, o que sinaliza, na opinião de alguns analistas do setor financeiro, a necessidade de um aperto monetário ainda maior. Em sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa Selic de 11,75% para 12,25%. O colegiado divulga nesta quinta-feira a ata relativa a essa reunião.
Movimento
  O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, cedeu 0,72%, para os 69.281 pontos no fechamento. O giro financeiro foi de R$ 5,03 bilhões. A ação preferencial da Vale caiu 1,74%, para R$ 50,70; a ação preferencial da Petrobras sofreu baixa de 0,23%, para R$ 47,48. O dólar comercial foi trocado por R$ 1,627 na venda, em declínio de 0,42%. A taxa de risco-país atinge 189 pontos, número 1,04% inferior à pontuação da semana passada.

Nova York
  O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes ontem, o Dow Jones em alta e o Nasdaq em queda. O índice Dow Jones fechou em alta de 70,51 pontos (0,58%), em 12.280,32 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 15,10 pontos (0,61%), em 2.459,46 pontos.
Reação
  As ações do setor financeiro voltaram a cair, em reação ao informe de resultados do banco de investimentos Lehman Brothers; a instituição informou que teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, quatro vezes maior do que os analistas previam, e anunciou o plano de levantar US$ 6 bilhões em capital.
Medidas
  ‘‘Acho que eles estão adotando as medidas que precisam adotar para evitar uma situação do tipo do Bear Stearns. Eles estão fazendo o que Wall Street pediu que eles fizessem: levantar capital e desalavancar. Mas será suficiente?’’, comentou o trader Peter McCorry, da Keefe Bruyette & Woods.
Giro
  As ações do Lehman Brothers caíram 8,70%, influenciando outras ações do setor financeiro (JPMorgan Chase -6,44%, Bank of America -2,92%, Citigroup -2,29%). As da provedora de crédito hipotecário Washington Mutual caíram 16,99%, depois de um analista do UBS dizer que as perdas da instituição com hipotecas ‘‘subprime’’ serão maiores do que se previa.
Europa
  As bolsas européias fecharam em direções opostas ontem: Londres, Madri e Lisboa recuaram, enquanto Frankfurt e Paris encerraram em alta. De um modo geral, o setor financeiro declinou, pressionado pelo anúncio de que a corretora norte-americana Lehman Brothers deve ter prejuízo de US$ 2,8 bilhões no segundo trimestre. Além disso, a corretora também levantará US$ 6 bilhões em capital.
Londres
  O índice londrino FT-100 fechou com queda de 29,20 pontos (-0,49%), em 5.877,60 pontos. As ações do Royal Bank of Scotland (RBS) caíram 4,79%. Ontem, o banco anunciou ter concluído a maior emissão de direitos de sua história, no valor de 12 bilhões de libras (US$ 23,69 bilhões). Apontado como o próximo a levantar capital, Barclays recuou 5,70%. E os papéis da financiadora de hipotecas HBOS declinaram 7,18%.
Das agências

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