Em alta

O dólar comercial foi trocado a R$ 1,634 na venda, em alta de 0,43%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,740 (venda), estável sobre a cotação final de quinta-feira.

Inverso
As fortes perdas registradas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteram a tendência de queda no câmbio. A disparada do petróleo, com seu impacto sobre a inflação mundial, a perspectiva de juros mais altos na Europa e os números frustrantes da economia americana azedaram o humor dos investidores nesta jornada.

Preocupações
''O mercado voltou a ficar preocupado com a economia americana'', notou o diretor de câmbio da corretora Pioneer.''Hoje (ontem), praticamente todas as moedas se valorizaram frente ao dólar. Além disso, o petróleo ameaça chegar a US$ 150 ainda no início de julho'', acrescenta.

Expectativa
Medeiros, no entanto, não descarta que a taxa cambial volte a cair com força nos próximos dias. ''Na próxima semana há expectativa de exportações bastante fortes. E se lá fora - no mercado externo - acalmar um pouco, não duvido que o dólar possa testar R$ 1,60'', avalia.

Disparado
A taxa de risco-país dispara 6,74%, para 190 pontos, nível anterior ao anúncio do grau de investimento para o Brasil pela agência Standard & Poor's. Em seu habitual leilão de câmbio, o Banco Central adquiriu dólares por R$ 1,6287 (taxa de corte). Até quinta-feira, o nível das reservas internacionais era de US$ US$ 198,992 bilhões.

Juros Futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros voltou a puxar as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. Os agentes financeiros ainda avaliam qual deve ser a duração do ciclo de alta da taxa Selic. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 13,08% ao ano para 13,12%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 14,39% para 14,58%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 14,40% para 14,66%.

Em queda
A disparada dos preços do petróleo, um dos principais insumos da economia global, derrubou as Bolsas de Valores, da Europa ao continente americano. Operadores notaram que as ações da Petrobras, sensíveis à oscilação do petróleo, restringiram as perdas da Bovespa, que já acumula decréscimo de 3,87% neste mês.

Decepção
Para piorar o quadro, o mercado recebeu uma bateria de números decepcionantes sobre a economia americana: a taxa de desemprego teve sua maior aceleração em mais de 20 anos, e o setor atacadista frustrou expectativas. O contexto já não estava favorável: o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, sinalizou nesta semana que deve parar de reduzir os juros básicos.

Termômetro
O Ibovespa, termômetro dos negócios da bolsa paulista, perdeu 2%, a segunda pior baixa nos últimos 30 dias, indo para os 69.785 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,86 bilhões.

De leve
Alvo de 25% dos negócios da Bovespa, a ação preferencial da Petrobras encerrou o pregão com leve alta de 0,06%, para R$ 47,59, em uma das poucas exceções numa sessão de queda generalizada. As piores baixas - no rol de ações do Ibovespa - foram vistas para as ações da JBS (queda de 7,2%); B2W (retração de 5,3%) e All American (perda de 5,2%).

Sem desespero
''O mercado brasileiro até que absorveu bem (o estresse externo). Acredito que a promoção do Brasil a grau de investimento, e os bons fundamentos (da economia), ajudaram para que o desespero não fosse tão grande. Em outros tempos, se o Dow Jones caísse mais de 3%, a Bolsa tranquilamente teria caído mais de 5%'', comentou Fábio Prandini, operador da corretora Elite.

Preferências
''Um dos fatores importantes para essa queda (no mês) é que o pessoal que prefere operar na ponta de venda entrou muito forte no mercado. Eles perderam muito nos últimos exercícios de opções e agora, com esse período de baixa, aproveitaram para fazer a festa'', acrescenta.

Dow Jones
O índice industrial da Bolsa de Nova York, o Dow Jones, despencou mais de 400 pontos ontem, após os preços do barril de petróleo chegarem perto dos US$ 140 pela primeira vez. A perspectiva de aumento ainda maior nos preços dos combustíveis fez com que os investidores sacassem o seu dinheiro do mercado acionário a um ritmo frenético, ante o temor de que os aumentos de preços afetem o consumo e piorem a situação da economia dos Estados Unidos.

Na Europa
As bolsas européias até tentaram subir ontem, mas não resistiram aos dados de emprego nos Estados Unidos e fecharam com quedas expressivas. Em maio, a taxa de desemprego norte-americana foi de 5,5%, quando o esperado era que ficasse em 5,1%. O dado ruim tirou força das bolsas e também do dólar. Outro fator negativo para as bolsas é o petróleo, que volta se aproximar do preço recorde de US$ 135,09 por barril atingido no mês passado. Em Londres, o FT-110 encerrou com queda de 88,50 pontos (-1,48%), em 5.906,80 pontos. O parisiense CAC-40 declinou 111,74 pontos (-2,28%), para 4.795,32 pontos.

Das agências

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