MERCADO FINANCEIRO
Em queda
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,630 na venda, em declínio de 0,18%, nos últimos negócios registrados ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,730, em retração de 0,57%. O Banco Central promoveu um leilão de câmbio próximo do encerramento das operações e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6295 (taxa de corte).
Projeções
Profissionais de corretoras afirmaram que muitos no mercado já trabalhavam com um aumento drástico da taxa básica de juros, de 11,75% para 12,50%, como resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que começou ontem e termina hoje. ''O consenso deixou de existir se a elevação será de 0,50% ou 0,75%'', afirmou Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO, em seu relatório diário de câmbio.
Sinais
E ontem, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, sinalizou que a autoridade monetária dos EUA deve manter os juros básicos americanos em 2% ao ano, também mostrando preocupação sobre a inflação local.
Diferenças
Analistas lembram que a diferença de juros americanos e brasileiros deve continuar atrativa, ainda mais com o fato do país ter sido promovido, pela segunda vez, a devedor grau de investimento (classificação das agências internacionais para países ou empresas com menor risco de inadimplência).
Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros acompanhou o câmbio e rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,12% ao ano para 13,10%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 14,27% para 14,18%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 14,29% para 14,13%.
Forte
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) quase perdeu o patamar histórico de 70 mil pontos no pregão de ontem, em meio à tensão dos investidores com a reunião do Copom. Na véspera do anúncio da nova taxa básica, o mercado está praticamente dividido entre um ajuste de 0,50 e 0,75 ponto percentual da taxa básica (11,75% ao ano).
Significativo
As ações da Petrobras, os papéis mais movimentados do mercado acionário, despencaram ontem, em meio ao recuo significativo do barril de petróleo para US$ 124,31 em Nova York. Analistas citaram a valorização do dólar como um dos motivos, sob efeito das declarações dadas ontem pelo presidente do BC americano, Ben Bernanke.
Ibovespa
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, cedeu 2,62% no fechamento, para os 70.011 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,60 bilhões. A ação preferencial da Petrobras despencou 4,69%, para R$ 47,45; a ação ordinária amargou perdas de 5,04%, para R$ 55,49. A ação preferencial da Vale do Rio Doce cedeu 3,53%, para R$ 52,45. A taxa de risco-país atinge 179 pontos, em alta de 0,56%.
Na Europa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram o expediente com ganhos, a exemplo de Londres (0,83%) e Frankfurt (0,14%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York recuou 0,81%.
Fatores
''Eu vejo dois fatores principais agindo hoje (ontem) na Bolsa. Primeiro, a expectativa do que pode ocorrer amanhã (hoje) na reunião do Copom, e o impacto que pode ocorrer no crédito. Segundo, nós temos que lembrar que a Bolsa subiu muito fortemente - quase 14% no mês - e tem muita gordura para queimar'', afirmou César Alberto Lopes, gerente operacional Bovespa, da corretora SLW.
Remédio
A corretora SLW é um dos participantes do mercado que espera um ajuste de 0,75 ponto percentual. Para esse grupo, a autoridade monetária precisa elevar ainda mais a dose do ''remédio'' (juros altos) para conseguir domar as expectativas de inflação, que se afastaram da meta deste ano (4,5%).
Convencional
Entre aqueles que esperam um ajuste de 0,50 ponto, a inflação ainda não deteriorou tanto e pode ser domada com a dose convencional do remédio. ''Entendemos que, apesar da significativa deterioração da inflação corrente, a perspectiva para a inflação de longo prazo não foi tão negativamente impactada, não havendo, portanto, justificativa para a aceleração do passo da política monetária'', afirmaram Arthur Carvalho e Marcos Farinatti, economistas da corretora Ativa, em relatório sobre o Copom.
Notícias
Entre as principais notícias do dia, o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, sinalizou que a autoridade monetária deve manter a atual taxa básica de juros (2% ao ano). O colegiado do Fed volta a se reunir no final deste mês. ''Por enquanto, a política - monetária - parece bem posicionada para promover crescimento moderado e estabilidade dos preços'', afirmou.
Avanço
Ainda sobre a economia americana, o Departamento de Comércio dos EUA informou que os pedidos às indústrias registraram um aumento de 1,1% em abril, contrariando as expectativas dos economistas, que previam um avanço de apenas 0,1%.
Das agências





