De leve

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,633 na venda, avanço de 0,30%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,740, em alta de 0,57%.

Reflexo
Profissionais de câmbio atribuíram a alta de ontem ao baixo volume de negócios, considerado normal para um primeiro dia útil do mês. Com poucos negócios, a formação da taxa fica mais sensível a poucas operações, justamente num dia em que a Bolsa de Valores caiu durante a maior parte do pregão.

Expectativa
O mercado operou sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia amanhã a nova taxa básica de juros do País. A maioria dos analistas conta com um ajuste de 0,50 ponto percentual, de 11,75% ao ano para 12,25%, apontando que as expectativas de inflação superam a meta do governo para este ano (4,5%).

Tendência
Desde a segunda promoção do Brasil a grau de investimento, a taxa de câmbio passou a ''rodar'' em torno de R$ 1,63. ''A tendência predominante ainda é de declínio, principalmente se vier um novo aumento dos juros nesta semana. A moeda chegou a cair R$ 1,628 na cotação mínima do dia, e o BC até entrou novamente no mercado para deter essa queda, mas acho que sem muito efeito'' comentou Cristiano Zanuzo, diretor de câmbio da corretora Renova.

Crenças
Uma corrente de economistas acredita ser factível um ajuste ainda maior - de 0,75 ponto percentual - acreditando que a autoridade monetária terá que tomar atitudes mais drásticas contra a inflação. ''Eu acredito que pode vir um aumento de 0,75 ponto ou mesmo uma alta de 0,50 ponto, com viés de alta. A inflação assusta muito, principalmente num ano eleitoral. Mas eu sei que minha posição é minoritária'', acrescenta Zanuzo.

Projeções
O boletim Focus revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro, mais uma vez, revisaram para cima suas projeções de juros e inflação para este ano. A previsão para o IPCA subiu pela 10 semana consecutiva, de 5,24% para 5,48%. A estimativa para a taxa Selic passou de 13,05% para 13,75%.

Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 13,06% ao ano para 13,12%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,16% para 14,27%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 14,13% para 14,29%.

Em queda
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) estreou o mês de junho com perdas, acompanhando o dia negativo dos mercados externos. Profissionais de corretoras também apontaram para alguma tensão com a espera pela reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia amanhã a nova taxa Selic (11,75%).

Movimentação
O Ibovespa, termômetro dos negócios, retrocedeu 0,96%, para os 71.897 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6 bilhões. Apesar de uma boa parcela dos analistas apostarem em um aumento da taxa básica em 0,50 ponto percentual, começou a ganhar adeptos a corrente de economistas que crê em um aumento ainda maior: 0,75 ponto percentual.

Decepção
''Os dados sobre inflação vieram muito decepcionantes e, nos próximos dias, pode aumentar o número de pessoas que falam em 0,75 ponto percentual'', afirmou Rodrigo Silveira, gerente de operações da corretora e.um, a ''extensão eletrônica'' da corretora Umuarama. ''Essa incerteza, a perspectiva de juros mais altos, tudo isso faz mal à Bolsa'', acrescenta. A taxa de risco-país atinge 178 pontos, número 0,55% inferior à pontuação final da semana passada.

Na Europa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram o expediente com perdas, a exemplo de Londres (baixa de 0,75%) e Frankfurt (queda de 1,24%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York recuou 1,06%.

Balança
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial teve saldo positivo de US$ 4,077 bilhões no mês passado, em seu melhor resultado deste ano. Nos cinco meses, o superávit comercial também é positivo, em US$ 8,655 bilhões, o que representa uma média diária de US$ 84,8 milhões - resultado 47,3% menor ao registrado no mesmo período do ano passado.

Manufatura
O índice ISM, do nível de atividade do setor manufatureiro americano, apontou leitura de 49,6 pontos em maio ante 48,6 em abril. O consenso do mercado financeiro estimava um patamar de 48,7 pontos para este mês. Apesar da leitura melhor do que o esperado, uma leitura abaixo de 50 pontos sinaliza que o setor está em contração.

Negócios
A Embraer assinou ontem contrato para a venda de dois jatos Embraer 190 ao governo brasileiro, para o transporte de autoridades, mas não revelou os valores envolvidos na transação. A cotação do barril de petróleo encerrou o dia a US$ 127,76, em alta de 0,32%, na Nymex (New York Mercantile Exchange). A ação ordinária sofreu baixa de 4,97%, para R$ 14,53, ontem.

Das agências

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