MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O mercado de câmbio apontou o dólar comercial a R$ 1,656 (valor de venda), nos últimos negócios registrados ontem, em retração de 0,89%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780 (venda), estável.
Captação
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou ontem que o banco está captando US$ 1 bilhão em recursos no mercado externo. ''O bookbuilding (ofertas) está sendo fechado agora'', disse ele ao justificar que não informaria as condições de juros da captação hoje (ontem). O vencimento da operação será em 2018.
Fundo
Coutinho confirmou também a criação do fundo para a Amazônia, anunciado terça-feira pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e que será administrado pelo BNDES. Ele informou que o diretor do banco João Carlos Ferraz está em Oslo, na Noruega, por conta de uma doação de US$ 200 milhões daquele país para este fundo ambiental.
Investimento
O presidente do BNDES ainda informou que o banco aprovou terça-feira um investimento de R$ 27 milhões por meio de seu fundo Funtec para um laboratório de estruturas leves em São José dos Campos. ''Isso terá implicações importantes para Embraer, inclusive para satélites'', disse.
Negativo
As empresas estatais tiveram em abril o pior resultado primário em cinco anos. A informação foi dada pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Segundo ele, o déficit primário de R$ 608 milhões no mês passado é o menor desde abril de 2003, quando foi registrado resultado negativo de R$ 1,631 bilhão.
Federais
A mesma marca foi registrada entre as estatais federais, que tiveram déficit primário de R$ 853 milhões no mês passado, também a pior marca desde abril de 2003. Naquele mês, houve déficit primário de R$ 2,194 bilhões.
Sem informações
Questionado sobre os motivos que levaram à piora dos números, principalmente das estatais federais, Altamir Lopes disse que não há informações detalhadas sobre o motivo dessa participação menor. A única hipótese levantada é relacionada a eventuais investimentos dessas companhias. ''Pode ser coincidência de investimentos'', disse, ao comentar que o superávit primário das estatais, das federais inclusive, não tem sazonalidade e o seu comportamento não pode ser previsto.
Em alta
As bolsas européias fecharam em alta ontem, com o preço do petróleo, que recuou até encostar de novo no patamar de US$ 125, e com o dado sobre pedidos de bens duráveis nos EUA referente a abril.
Movimentação
A Bolsa de Londres subiu 0,18%, para 6.069,60 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 1,08%, fechando com 7.033,84 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve ganho de 1,65%, fechando com 481,66 pontos; a Bolsa de Paris avançou 1,08%, indo para 7.033,84 pontos; a Bolsa de Milão subiu 0,18%, indo para 25.275 pontos; e a Bolsa de Zurique subiu 0,76%, para 7.474,50 pontos.
Comercialização
O Departamento do Comércio informou ontem que os pedidos de bens duráveis nos EUA caíram 0,5% em abril, mas, excluído o segmento de transportes - que teve as maiores quedas -, houve um aumento de 2,5%, maior avanço em nove meses. As encomendas de bens de capital fora do setor de defesa, excluindo aviões, tiveram uma alta de 4,2%, maior crescimento desde dezembro de 2007.
Recuo
Os principais mercados de ações asiáticos fecharam em baixa, influenciados por fatores internos de cada país e pela retração do preço do petróleo. A exceção ficou por conta das Bolsas da China, que apresentaram alta expressiva devido às expectativas de que o governo irá adotar medidas para estimular o mercado.
De leve
A queda adicional nas ações da China Mobile, por temores de que a empresa perderá competitividade com o processo de reestruturação do setor de telecomunicações da China, e a baixa nos papéis da CNOOC, após retração nos preços do petróleo, fizeram a Bolsa de Hong Kong fechar em ligeira queda. O índice Hang Seng perdeu 32,53 pontos, ou 0,1%, e encerrou aos 24.249,51 pontos, com fraco volume de negociações.
China
As renovadas expectativas de lançamento de futuros de índices de ações na China estimularam a demanda por papéis do setor financeiro, o que puxou para cima as Bolsas do país. O índice Xangai Composto subiu 2,5% e fechou aos 3.459,03 pontos. O Shenzhen Composto também ganhou 2,5% e terminou aos 1.056,54 pontos.
Lançamentos
Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o vice-presidente da Comissão Regulatória de Títulos Mobiliários da China, Fan Fuchun, reiterou que o governo completou os preparativos para o lançamento de futuros de índices de ações após dois anos. Mas analistas advertem que o rali pode ter vida curta se não houver medida concreta do governo para impulsionar o mercado, já que as expectativas de novas medidas de aperto monetário e de redução da lucratividade das empresas continuam a pesar no sentimento dos investidores.
Das agências





