Atrações


  O presidente do conselho de administração da Bolsa de Londres (LSE), Chris Gibson-Smith, afirmou que tem ‘‘fortes expectativas’’ para a entrada de empresas brasileiras no pregão londrino. ‘‘O Brasil está passando por um maravilhoso ressurgimento econômico’’, disse. ‘‘Queremos fazer parte desse processo’’. A América Latina é um dos focos da estratégia internacional da LSE, que tem como objetivo atrair cada vez mais empresas estrangeiras e consolidar Londres como centro financeiro mundial.


Fusão

  Para Gibson, a fusão entre a Bovespa e a BM&F, que recentemente criou a terceira maior bolsa de valores do mundo, não é um problema para os planos da LSE. ‘‘Há boas razões para levantar recursos tanto na praça local como na internacional. O que queremos ver é o fortalecimento do mercado de ações.’’


Complementos


  A presidente da LSE, Clara Furse, acredita que Londres possui características que podem complementar os mercados locais, tanto para o Brasil como para outros países. Uma delas é funcionar como porta para a zona do euro, no caso de companhias interessadas em acessar e crescer nesse mercado.


Na praça


  Atualmente, não há nenhuma empresa com sede no Brasil negociada na praça londrina. Existem algumas companhias com atuação no País listadas no mercado de acesso, o Alternative Investment Market (AIM). A relação inclui nomes como Itacaré Capital Investments (resorts), Clean Energy Brazil, Infinity Bio-Energy (energia limpa), Brazil Diamonds, River Diamonds e Hidefiled Gold (que opera na Argentina também).


Presença


  Outros países da América Latina têm presença maior. No mercado principal, estão duas chilenas (Antofagasta e Banco do Chile), três argentinas (Yamana Gold, Mirgor e Grupo Clarin), uma peruana (Hochschild Mining), além da mexicana Fresnillo, que estreou neste mês com um IPO de US$ 900 milhões.

Estrangeiros


  No ano passado, quase metade dos recursos levantados na Bolsa de Londres vieram de empresas estrangeiras. Segundo Clara, a LSE registrou mais IPOs de companhias com sede em outros países do que a Dow Jones, Nasdaq e a bolsa alemã juntas, considerados os últimos 12 meses encerrados em março. ‘‘O nosso perfil internacional tem gerado receitas adicionais’’.

Confortável

  Sobre o processo de consolidação mundial das bolsas em curso atualmente, Clara afirmou que fusões e aquisições seguem no foco da LSE, mas no momento a praça londrina está digerindo a compra da bolsa italiana, realizada em abril de 2006 e concluída no ano passado. Mas há fôlego financeiro, já que a relação entre dívida e Ebitda está atualmente em 1,25 vez, indicador considerado confortável.


Resultados


  Os executivos anunciaram ontem o resultado da Bolsa de Londres nos últimos 12 meses encerrados em março. O lucro líquido somou 174 milhões de libras, crescimento de quase 60%. A receita teve alta de 56%, para 546,4 milhões de libras, refletindo a absorção da bolsa italiana.


Oferta


  O banco suíço UBS anunciou ontem os termos de um aumento de capital no valor de 15,97 bilhões de francos suíços (US$ 15,50 bilhões), com um elevado desconto em relação ao preço atual de suas ações. O desconto reflete a dificuldade da instituição para se vender aos investidores por causa de suas posições no mercado de crédito lastreado por hipotecas subprime.


Abaixo


  O banco disse que venderá as novas ações a 21 francos suíços, 31% abaixo do preço de fechamento da quarta-feira, de 30,64 francos suíços. Para cada 20 ações do UBS em carteira, os investidores poderão comprar sete novas ações. O UBS garantiu o recebimento de novos recursos com a subscrição da oferta por parte de quatro grandes bancos de investimento - Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Morgan Stanley e BNP Paribas.


Bolsas


  As principais bolsas asiáticas, com exceção para a japonesa, fecharam ontem em baixa, puxadas pelos temores sobre o aumento dos preços do petróleo e da crise de crédito nos Estados Unidos.


Movimentação


  O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, avançou 0,37%, aos 13.978 pontos. O Shangai Composite, de Xangai (China), perdeu 1,65%, a 3.485 unidades. Em Cingapura, o indicador Straits Times recuou 1,13%, a 3.160 pontos, e o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou com baixa de 1,64% e fechou a 25.043 unidades. Por fim, a Bolsa de Seul teve o indicador Kospi com perda de 0,65%, a 1.835 pontos.


Preocupações

  O preço do petróleo, que chegou a atingir US$ 135 no mercado asiático, trouxe preocupações devido ao impacto que ela pode ter nos mercados locais e no mercado americano. O temor maior é por causa da inflação, já forte devido à alta do preço dos alimentos.

Enfraquecimento


  Um dos maiores motivos para os níveis recordes do petróleo é o enfraquecimento do dólar ante outras moedas mais fortes. Essa mudança na cotação da moeda americana prejudica os exportadores, fazendo com que as ações de grandes empresas asiáticas sejam penalizadas.
(Das agências)

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