MERCADO FINANCEIRO
Em alta
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,658 para venda, em alta de 0,48%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido a R$ 1,760, estável sobre a taxa final de terça-feira.
Sem novidades
Sem novidades sobre o esperado ''grau de investimento'', desta vez pela agência Fitch, a taxa de câmbio voltou a rondar o nível dos R$ 1,66, expectativa já comentada por alguns operadores de câmbio, com a frustração dessa expectativa. Com a proximidade de um feriado prolongado - já que a sexta-feira tende a ser um dia ''morno'' - o fluxo de recursos caiu, e a saída de dólares tem sido o principal motivo para justificar o repique das cotações.
Relutante
A ata do Federal Reserve (banco central americano), divulgada ontem, revelou que a autoridade monetária dos EUA está ''relutante'' em voltar a reduzir os juros básicos (hoje em 2,25% ao ano) e que já conta com um recuperação, ainda que modesta, para o segundo semestre.
Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros acompanhou o câmbio e elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 13,10% ao ano para 13,15%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 14,26% para 14,35%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,19% para 14,30%.
Fluxo cambial
O fluxo cambial encerrou as três primeiras semanas de maio com resultado positivo de US$ 1,563 bilhão. De acordo com dados do Banco Central, divulgados ontem, a entrada de recursos estrangeiros este mês até a sexta-feira da semana passada, dia 16, foi liderada pelo fluxo comercial, que trouxe US$ 2,564 bilhões ao Brasil. O valor foi gerado pela diferença de exportações de US$ 8,566 bilhões e importações de US$ 6,002 bilhões. Em igual período do ano passado, o fluxo cambial estava positivo em US$ 3,067 bilhões.
Financeiro
No fluxo financeiro, o período teve saída de US$ 1,001 bilhão, resultado gerado pela diferença entre a saída de U$ 19,816 bilhões e a entrada de US$ 18,815 bilhões.
Acumulado
No acumulado do ano até o dia 16 de maio, o fluxo cambial está positivo em US$ 17,226 bilhões, com contribuição positiva de US$ 24,492 bilhões do fluxo comercial e participação negativa de US$ 7,266 bilhões do financeiro. Em igual período de 2007, o fluxo cambial estava positivo em US$ 31,198 bilhões.
Bolsas chinesas
As bolsas chinesas fecharam em alta ontem. Os investidores procuraram principalmente ações de refinarias, com a expectativa de que o governo chinês vá adotar medidas para ajudar as empresas do setor petrolífero. A informação reverteu as perdas observadas logo após a abertura. A Bolsa de Xangai subiu 2,9%, fechando com 3.544,19 pontos no índice Shanghai Composite. Já a de Shenzhen subiu 2,1%, indo para 1.079,55 pontos no índice Shenzhen Composite.
Subidas
Entre as ações que mais subiram estiveram as da China Petroleum & Chemical (que teve a valorização de 10% estipulada como limite pelas autoridades reguladoras chinesas para um dia de negociação) e da PetroChina (+6,6%). Segundo analistas, o governo chinês irá permitir uma elevação no preço dos combustíveis - as refinarias não vêm conseguindo elevar seus preços devido aos controles impostos pelo governo como forma de controlar a inflação.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio caiu com a elevação das preocupações sobre a inflação em razão do aumento dos preços do petróleo. Os investidores venderam papéis em quase todos os setores, exceto de poucas empresas do setor petrolífero. O índice Nikkei 225 recuou 233,79 pontos, ou 1,7%, e fechou aos 13.926,30 pontos.
Divididas
O novo recorde do preço do petróleo, atingido ontem, fez com que as Bolsas européias seguissem caminhos divididos. Os temores de que a alta da commodity pressione a inflação deixou os investidores preocupados, devido ao efeito que isso possa vir a ter sobre os lucros das empresas.
Movimentação
A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,10%, com 6.198,10 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve ligeira variação positiva de 0,07%, indo para 487,62 pontos; e a Bolsa de Milão teve variação positiva de 0,02%, fechando com 25.508 pontos. Na contramão fecharam as Bolsas de Paris (baixa de 0,54%, indo para 5.027,55 pontos), Frankfurt (queda de 1,09%, para 7.040,83 pontos), e Zurique (baixa de 0,69%, para 7.574,27 pontos).
Queda
O índice FTSEurofirst 300 - que reúne as ações das principais empresas européias - caiu 0,7%, para 1.340,63 pontos (menor fechamento desde o dia 1º deste mês). O petróleo disparou ontem, chegando a US$ 132,70, recorde na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). As ações de gigantes do setor, como BP e Royal Dutch Shell foram o que evitou que o índice FTSE 100, da Bolsa londrina, fechasse no vermelho.
Das agências





