MERCADO FINANCEIRO
Estabilidade
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,650, estável, nos últimos negócios de ontem, estável sobre a cotação final de segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,760, sem variação sobre o preço de segunda-feira.
Volatilidade
Operadores destacaram a forte saída de recursos na jornada de ontem, antevéspera de um feriado prolongado, o que tende a aumentar a volatilidade dos negócios e estimular posições defensivas dos agentes financeiros. Nos últimos minutos de operações, o fluxo de saída perdeu força, o que permitiu a taxa ajustar praticamente sem variação sobre o preço de segunda-feira.
Inflação
A inflação foi o principal assunto do dia. A segunda prévia do IGP-M em maio (1,54%) foi mais que o quádruplo da inflação medida no mesmo período em abril, o que suscitou preocupação entre alguns analistas a respeito das medidas que o governo pode tomar.
Frustração
Em análises reveladas nos últimos dias, economistas de bancos e corretoras manifestaram frustração com a perspectiva do governo não elevar a meta de superávit para as contas públicas. O Banco Central entrou no mercado às 15h37 e comprou dólares por R$ 1,6509 (taxa de corte). Até segunda-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 198,028 bilhões.
Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros ajustou para baixo as taxas projetadas para 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,09% ao ano para 13,10%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,27% para 14,26%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,22% para 14,19%.
Valorização
A forte valorização dos papéis da Petrobras contribuiu para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) completar o décimo pregão deste ano com fechamento histórico, apesar da realização de lucros (venda de ações para embolsar ganhos) que dominou a maior parte da sessão.
Disparada
Em dia de nova disparada das cotações do petróleo - que chegou a US$ 129 - as ações da petrolífera responderam por mais de 25% do giro total da Bolsa. A ação preferencial, com negócios de R$ 1,36 bilhão, valorizou 3,32%, para R$ 51,66.
Termômetro
O Ibovespa, termômetro dos negócios, teve ganho de 0,11%, para os 73.516 pontos. O giro financeiro foi alto de R$ 7,05 bilhões, acima do volume diário médio (R$ 6,7 bilhões).
Saldo externo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou entrada de R$ 174,346 milhões em capital externo no pregão da quinta-feira da semana passada, dia 15. Com isso, o saldo positivo no mês passou para R$ 2,232 bilhões. No ano, o saldo de capital estrangeiro na Bovespa é positivo em R$ 2,458 bilhões.
Recorde
No pregão do dia 15, o índice Bovespa fechou em alta de 2,09%, a 71.492 pontos, no sétimo recorde de pontuação do ano. O volume financeiro total foi de R$ 5,993 bilhões. Em 30 de abril, o Brasil obteve a classificação de grau de investimento pela agência de avaliação de risco de crédito Standard & Poor's (S&P). Desde então, a Bolsa brasileira está registrando ingresso expressivo de recursos de investidores estrangeiros.
Em baixa
As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa ontem. A maioria deles sucumbiu à realização de lucros, mas também houve repercussão por conta de preocupações com a disparada do petróleo, além de fatores internos de cada país. A realização de lucros nas companhias de energia e os declínios nos mercados regionais, especialmente no Japão, Austrália e China, fizeram a Bolsa de Hong Kong fechar em baixa, após ganhar 679 pontos nas últimas cinco sessões. O índice Hang Seng perdeu 572,77 pontos, ou 2,2%, e fechou aos 25.169,46 pontos.
China
As Bolsas da China também sofreram com a realização de lucros no setor farmacêutico e a forte queda da PetroChina, cujos papéis representam quase 20% do capital do mercado de Xangai. O índice Xangai Composto caiu 4,5% e fechou aos 3.443,16 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 5,6% e encerrou aos 1.057,88 pontos.
Recuo
A Bolsa de Tóquio recuou com a realização de lucros em papéis dos setores imobiliário e bancário, em meio aos rumores de que o mercado está superaquecido. O índice Nikkei 225 perdeu 109,52 pontos, ou 0,8%, e fechou aos 14.160,09 pontos.
Expressivas
As bolsas européias fecharam em baixa ontem, num misto de realização de lucro, preocupações com inflação nos EUA e de temores com a nova escalada dos preços do petróleo. O índice FT-100, da bolsa de Londres, encerrou em queda de 184,90 pontos (-2,90%), em 6.191,60 pontos. Air France declinou 4,9%, uma das perdas mais expressivas do dia em Paris. O índice CAC-40 fechou com baixa de 87,22 pontos (-1,70%), em 5.054,88 pontos. Em Frankfurt, o DAx-30 recuou 107,44 pontos (-1,49%), para 7.118,50 pontos.
Das agências





