Em alta

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,650 na venda, em alta de 0,48%, nas últimas operações registradas de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760 (venda), com avanço de 0,57%. O Banco Central promoveu o seu habitual leilão de câmbio às 11h17 e aceitou ofertas dos dealers (bancos autorizados) por R$ 1,6468 (taxa de corte).

Desconfiança
Corretores atribuíram o repique de ontem à desconfiança do mercado financeiro em relação à ''demora'' do anúncio de uma nova promoção do rating brasileiro para grau de investimento, desta vez pela agência Fitch. Na semana passada, houve uma especulação forte de que essa agência confirmaria a iniciativa da Standard & Poor's, o que poderia atrair uma nova leva de recursos externos para o mercado doméstico. Até o momento, no entanto, esse rumor não se tornou realidade.

Longo prazo
''O mercado começou a achar que o anúncio da Fitch já deveria ter ocorrido. E como não aconteceu nada, já começaram a trabalhar com uma perspectiva de mais longo prazo. Na semana passada, houve muita euforia com essa notícia'', comenta Mauro Araújo, diretor da corretora Vision. ''O fato da semana ser mais curta também contribuiu, porque na sexta-feira, embora tenha negócios, vai ser um dia mais fraco'', acrescenta.

Subida
Quando a agência Standard & Poor's anunciou, de forma inesperada, a revisão do rating brasileiro para o nível de ''bom pagador'', a taxa de câmbio recuou mais de 3% em dois dias. Sem novidades, profissionais do mercado já contam que o preço da moeda americana suba ainda mais - possivelmente de volta para R$ 1,66 - nos próximos dias.

Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,04% ao ano para 13,09%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,18% para 14,27%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,11% para 14,22%.

Previsão
O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro já espera uma inflação acima de 5% neste ano. Pela oitava semana consecutiva, a previsão para o IPCA foi revista para mais -de 4,96% para 5,12%. O centro da meta de inflação é de 4,5%.

Fundo
A Falcon Real State e a Knightsbridge Partners querem ''aproveitar as oportunidades'' criadas no mercado imobiliário dos Estados Unidos, diante da crise do crédito de risco subprime, e da Argentina, que enfrenta turbulência política. As empresas lançaram ontem, em Londres, The Americas Real State Opportunity Fund, com o objetivo de aplicar US$ 1 bilhão nesses países, além de Brasil e Colômbia.

Possibilidades
O presidente da Falcon, Jack Miller, afirmou que a queda dos preços dos imóveis nos EUA abriu possibilidades de ganhos, especialmente no setor comercial. ''Somos um fundo de oportunidades'', disse, ao justificar a decisão de aplicar no mercado norte-americano neste momento. ''Nossa carteira é de longo prazo (cinco anos) e, nesse período, a economia vai se recuperar.''

Potenciais
A situação da Argentina foi questionada por potenciais investidores durante o evento de ontem. Daniel Melhem, sócio da Knightsbridge, avalia que a crise presenciada pelo país atualmente é ''política, e não econômica''. No entanto, acredita que o governo precisa mudar de postura para que o cenário melhore. ''Ou a política muda agora ou o próximo governo que chegar daqui a quatro anos terá de fazer isso.''

China
As bolsas chinesas fecharam em baixa ontem, com um movimento fraco durante o dia. Os investidores observam o luto oficial decretado pelo governo chinês pelos mortos no terremoto que atingiu o país na semana passada. A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,5% no índice Shanghai Composite, que ficou com 3.604,76 pontos. A Bolsa de Shenzhen fechou em baixa de 0,4% no índice Shenzhen Composite, que chegou ao fim da sessão com 1.120,24 pontos.

Bolsas européias
As bolsas de valores européias encerraram o dia de ontem em terreno positivo, em sessão de alta das commodities e consequente valorização dos papéis de mineração e siderurgia. O sentimento de que o pior da crise de crédito já passou também voltou a ser citado ontem, uma vez que a temporada de balanços trimestrais está praticamente encerrada e que ''foram poucas as surpresas negativas''.

Movimentação
O índice FT-100, da bolsa de Londres, subiu 72,20 pontos (+1,15%), para 6.376,50 pontos. Em Paris, o CAC-40 encerrou com ganho de 64,06 pontos (+1,26%), em 5.142,10 pontos. Ações do setor de energia destacaram-se: Eletricité de France (+3,7%), Total (+3,1%) e Suez (também +3,1%). O DAX-30, da bolsa de Frankfurt, fechou com alta de 69,39 pontos (+0,97%), em 7.225,94 pontos. Na bolsa de Madri, o destaque foram os papéis do setor de construção. Ferrovial avançou 3,8% e Sacyr ganhou 3%. O índice Ibex-35 encerrou com elevação de 122,80 pontos (+0,87%), em 14.247,60 pontos.

Das agências

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