MERCADO FINANCEIRO
Declínio
O mercado sinaliza que não quer ser pego ''de surpresa'' desta vez e procura antecipar a possível promoção do rating brasileiro para o nível grau de investimento, desta vez pela agência Fitch. Embalado nessa expectativa, a cotação do dólar comercial caiu para R$ 1,642, um declínio de 0,84% no dia, nas últimas operações de ontem.
Menor
Trata-se da menor cotação desde janeiro de 1999 e representa um decréscimo de 7,6% neste ano. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,750 (venda), em retração de 1,12%. Profissionais do mercado de câmbio salientaram a ansiedade dos agentes financeiros com a possível promoção do rating brasileiro.
Promoção
''O mercado espera a qualquer momento que a agência Fitch anuncie a promoção do Brasil a bom pagador - grau de investimento. O volume de negócios está alto e já atingiu US$ 2,9 bilhões no interbancário. Ontem (quinta-feira) também foi alto, em torno de US$ 2,8 bilhões, quando a média está em US$ 2 bilhões'', afirma Roberto Moraes, gerente da mesa de câmbio da corretora Advanced (ex-Action).
Expectativa
''Hoje (ontem) a única explicação parece ser a expectativa pela Fitch, porque nós vimos saídas de recursos grandes hoje (ontem). O mercado, aparentemente, tenta antecipar o anúncio da Fitch'', comenta Luiz Fernando Moreira, operador da corretora Dascam.
Reflexo
Na semana retrasada, a agência Standard & Poor's surpreendeu o mercado financeiro ao anunciar a promoção do rating brasileiro para o nível grau de investimento, o que fez a Bolsa de Valores disparar (6,3%) e a taxa de câmbio derreter (2,4%).
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros rebaixou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,09% ao ano para 13,04%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 14,34% para 14,18%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada retraiu de 14,29% para 14,11%.
Em alta
A expectativa pela promoção do Brasil para grau de investimento, desta vez, pela agência Fitch, empurrou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o seu oitavo recorde neste ano, ignorando o dia negativo das Bolsas americanas. O Ibovespa, principal índice de ações, teve avanço de 1,78%, para os 72.766 pontos, nível recorde. O giro financeiro foi de R$ 6,86 bilhões. Em 2008, até o pregão de ontem, a Bolsa acumulava ganho de 13,9%. A taxa de risco-país atinge 201 pontos, uma retração de 4,20%.
Na Europa
Na Europa, as principais Bolsas de Valores concluíram os negócios com valorização, puxadas pelas ações do setor petrolífero. Em Londres, o índice FTSE avançou 0,84%, o índice alemão Dax subiu 1,07% enquanto o francês Cac teve alta de 0,41%. Nos EUA, o índice Dow Jones registrou leve queda 00,05%.
Notícias
Entre as principais notícias do dia, o Departamento do Comércio dos EUA revelou que a construção de imóveis residenciais aumentou 8,2% em abril, para 1,03 milhão de unidades, acima das expectativas de 940 mil unidades projetada por analistas do setor financeiro.
Desconfiança
Sondagem da Universidade de Michigan revelou que a confiança do consumidor americano na economia do país atingiu o menor nível desde junho de 1980. O índice de opinião pública, preparado pela universidade, caiu para 59,5 pontos neste mês, contra 62,6 no mês passado. O resultado ficou abaixo das previsões dos analistas, que estimavam o índice em 61 pontos.
Positivo
Quinta-feira à noite, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou como positiva a criação do fundo soberano e comunicou ter expectativas de que ''pelo menos mais uma'' agência internacional de classificação de risco conceda o grau de investimento para o país ainda esse ano.
Desconfiança II
A confiança do consumidor no Japão piorou em abril, em comparação com março, de acordo com dados divulgados pelo governo ontem. O índice de confiança do consumidor, baseado em uma pesquisa realizada pelo gabinete japonês sobre as estimativas dos consumidores para os próximos seis meses, recuou 1,5 ponto, para 35,2 em abril. O índice foi de 36,7 em março, e de 36,1 em fevereiro.
Esperança
A pesquisa também apontou que 86,2% dos entrevistados esperam que os preços dos bens no país aumentem nos próximos 12 meses, representando uma alta de 0,5 ponto porcentual em comparação com 85,7% em março. As informações são da Dow Jones
Indústria
A produção industrial do Japão caiu 3,4% em março, em números revisados, pior que o declínio de 3,1% anunciado há duas semanas, segundo o governo japonês. A produção industrial caiu 3,5% em comparação com o mês anterior. Os dados revisados do Ministério da Economia, Comércio e Indústria também mostraram que os embarques recuaram 3,9% no mês, enquanto que os estoques aumentaram 0,1%. A produção industrial caiu 3,5% ante o mês anterior. As informações são Dow Jones.
Das agências





