Câmbio

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,656 para venda, em retração de 0,42%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,770 (venda), com avanço de 0,56%.

Sinais
O mercado mostrou sinais de ter posto de lado, pelo menos por enquanto, um certo nervosismo com a constituição do fundo soberano, anunciado terça-feira pelo ministro Guido Mantega (Fazenda). Esse fundo, segundo adiantou o ministro, seria formado, em parte, por dólares adquiridos no mercado à vista. Essas compras, sob responsabilidade do Tesouro (o gestor do fundo) serviriam, como o próprio ministro admitiu, para evitar uma queda ainda maior da taxa cambial.

Chances
Além das críticas ao custo financeiro do fundo soberano, economistas viram poucas chances dessa iniciativa conseguir deter, de forma significativa, o recuo dos preços da moeda americana. O mercado foi agitado, em parte, por rumores de que a agência Fitch poderia promover ainda ontem o rating brasileiro (nota de risco de crédito), uma especulação frequente nas últimas semanas.

Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros compensou as altas ''exageradas'' de ontem e acompanhou o câmbio, revisando (para baixo) as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 13,12% ao ano para 13,09%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,42% para 14,34%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 14,40% para 14,29%.

Recorde
A especulação sobre uma possível nova promoção do rating brasileiro empurrou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o seu sétimo recorde neste ano. De janeiro até ontem, a Bolsa já acumulava ganho de quase 12%.

Rumores
No início da tarde de ontem, o mercado foi tomado por rumores de que a agência Fitch anunciaria ainda ontem a revisão do rating soberano para o nível grau de investimento (exclusivo para países ou empresas considerados considerados bons devedores).

Forte
''O mercado nunca deixou de trabalhar com esse tipo de rumor, só que hoje (ontem) ficou mais forte. Parecia que o pessoal (da Fitch) estava na porta com o papel (o comunicado oficial) na mão'', comentou o Expedito Araújo, operador da corretora Alpes, sintetizando, em tom de brincadeira, a euforia que tomou o mercado.

Termômetro
O Ibovespa, termômetro dos negócios, valorizou 2,09%, para os 71.492 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,01 bilhões. A ação preferencial da Petrobras valorizou 1,74%, para R$ 47,11, enquanto a ação da Vale do Rio Doce teve ganho de 2,87%, para R$ 56,84, ontem.

Ignorado
''Quando o mercado está num momento bom, notícia ruim é ignorada e qualquer coisa ajuda a subir. O que aconteceu hoje (ontem) é que somente a possibilidade uma promoção do rating já acelerou a Bolsa. Todo mundo se lembrou de quanto subiu quando saiu o anúncio da Standard & Poor's e fez as contas'', comentou José Costa Gonçalves, diretor da corretora Indusval. ''Foi um puro efeito manada'', acrescenta.

Índices
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,656 na venda, em declínio de 0,42%. A taxa de risco-país atinge 210 pontos, com avanço de 0,47%. Na Europa, as ações do setor farmacêutico e de empresas vinculadas às commodities contribuíram para as principais Bolsas concluírem o expediente com resultado positivo. A Bolsa londrina registrou ganho de 0,57%, enquanto o mercado de Frankfurt teve leve queda de 0,03%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou com valorização de 0,73%.

Notícias
Entre as principais notícias do dia, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que houve um crescimento de 6.000 solicitações no total de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, para 371 mil. O mercado contava com um decréscimo de 5.000 pedidos.

Comparação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou que as vendas do comércio varejista do País cresceram 1,8% em março, na comparação com o mês anterior. A inflação medida pelo IGP-10 teve variação de 1,52%, em maio - mais que o triplo do registrado em abril (0,45%), segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Força
A economia da zona do euro se recuperou nos primeiros três meses do ano, mesmo com a crise de crédito global, a alta do petróleo e a valorização da moeda. Segundo dados da Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) nos 15 países que compreendem a zona do euro cresceu 0,7% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2007 e avançou 2,2% sobre o mesmo período do ano passado.

Superior
Economistas esperavam crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e de 1,9% na comparação anual. No último trimestre do ano passado, a zona do euro cresceu apenas 0,4% em relação ao trimestre anterior. A recuperação da zona do euro foi impulsionada pela forte performance da economia da Alemanha, bem como pelo crescimento maior que o previsto da França.

Das agências

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