Declínio

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,657 para venda, em retração de 0,54%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,760, em baixa de 0,56%. Trata-se do terceiro dia consecutivo de queda nas cotações da moeda americana.

Expectativa
O mercado operou sob expectativa do detalhamento do fundo soberano, anunciado previamente segunda-feira pelo ministro Guido Mantega (Fazenda). Analistas apontavam como um dos temores correntes no mercado a possibilidade de que o governo usasse esse fundo para influenciar a formação das taxas cambiais.

Paralelo
Por outro lado, profissionais de corretoras apontam que a tendência para a trajetória dos preços ainda é declinante, devido à diferença entre juros brasileiros (11,75% ao ano) e americanos (2,25%). Em paralelo, continuam a circular especulações em torno de uma possível promoção do rating brasileiro (nota de risco de crédito), desta vez, pela agência Fitch.

Leilão
Em seu leilão de câmbio habitual, o BC aceitou ofertas por R$ 1,6630 (taxa de corte). Até segunda-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 197,690 bilhões.

Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o mercado futuro de juros, mais uma vez, seguiu a tendência do câmbio, e as taxas para 2009, 2010 e 2011 cederam. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 13,03% ao ano para 13,02%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 14,22% para 14,20%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada retraiu de 14,19% para 14,18%.

Em alta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumulou seu sexto recorde consecutivo no pregão de ontem, impulsionada pelo desempenho positivo das ações da Petrobras. Segunda-feira à noite, a estatal petrolífera surpreendeu o mercado com o anúncio de um lucro acima do esperado.

Termômetro
O Ibovespa, termômetro dos negócios, teve ganho modesto de 0,12%, para o nível histórico dos 70.503 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,26 bilhões. Somente neste ano, a Bolsa acumula ganho de 10,36%. Em maio, o avanço é de 3,88%. A ação preferencial da Petrobras, que movimentou R$ 1,35 bilhão, ganhou 2,62%, para R$ 46,95, neste pregão. A taxa de risco-país atinge 208 pontos, número 3,25% inferior à pontuação final de ontem.

Crescimento
Entre as principais notícias do dia, o SPI (Sinalizador da Produção Industrial), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), indicou que o crescimento na produção industrial em São Paulo deverá ser de 0,5% em abril, na comparação com março.

Lucros
Segunda-feira à noite, a Petrobras anunciou lucro de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, um incremento de 68% sobre o ganho contabilizado em idêntico período de 2007. O mercado tinha expectativas de um resultado em torno dos R$ 5,6 bilhões.

Destaques
Analistas destacaram como pontos positivos o impacto relativamente baixo da valorização do real e a redução de algumas despesas. Por outro lado, analistas apontam que o balanço já começa a ficar impacto do não repasse da alta do petróleo para os combustíveis.

Surpresas
''Nós fomos positivamente surpreendidos por esses números do balanço, ainda que a Petrobras tenha persistentemente desapontando na parte de controle de custos e despesas'', avaliou o Citigroup, em relatório preliminar sobre os resultados.

Entendimento
A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), subsidiária da Bovespa Holding, e a Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC), de Nova York, anunciariam ontem a assinatura de um memorando de entendimento. Pelo acordo, as instituições vão promover encontros de seus profissionais, a troca de informações atualizadas sobre modelos operacionais de negócio e dos mercados em que atuam.

Relações
A CBLC e a DTCC mantém relações comerciais desde novembro de 1997. Por meio da manutenção de uma conta na DTCC, a CBLC aceita títulos do governo americano dos investidores internacionais para garantir suas operações no Brasil.

Depositária
Com seus serviços de depositária, a DTCC guarda aproximadamente 3,5 milhões de títulos emitidos nos Estados Unidos, em mais 110 países e territórios, avaliados em US$ 39 trilhões. No ano passado, liquidou mais de US$ 1,8 quatrilhão em transações.

Guarda
A CBLC, da Bovespa, atua como central depositária de ativos para os mercados de ações, debêntures, cotas de fundos imobiliários e fundos de direito creditórios, realizando a guarda centralizada de mais de 2,1 trilhões de ativos totalizando aproximadamente US$ 634,6 bilhões.

Europa
A CBLC e a Euroclear AS/NV também anunciariam ontem a assinatura de um acordo, para desenvolver assuntos relacionados à compensação e à liquidação de operações. O acordo promoverá o desenvolvimento dos mercados financeiro e de capitais brasileiro bem como dos mercados atendidos pelo grupo Euroclear, que inclui Bélgica, França, Irlanda, Holanda, Reino Unido e demais mercados internacionais atendidos pelo Euroclear Bank.

Das agências

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