MERCADO FINANCEIRO
Acréscimos
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,694 para venda, com acréscimo de 0,35%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,790, com avanço de 0,56%. O Banco Central adiantou o horário habitual de seu leilão diário de câmbio e entrou no mercado por volta das 11h, aceitando ofertas dos dealers (bancos autorizados) por R$ 1,6902 (taxa de corte).
Demais
''Todo mundo achou que o grau de investimento ia ser a salvação da lavoura, e acredito que a euforia foi um pouco demais. E o mercado acabou empurrando o dólar muito para baixo. Agora, o que se comenta é que pode haver a tal enxurrada de dólares, mas no segundo semestre'', comenta Reginaldo Galhardo, gerente da mesa de câmbio da corretora Treviso.
Revisão
Na semana passada, a agência Standard & Poor's revisou para cima o rating concedido ao Brasil, melhorando a classificação geral para grau de investimento. Na terça-feira, no entanto, a também influente agência Moody's jogou um ''balde de água fria'', ao avaliar com um viés menos favorável a economia brasileira e manter o seu rating sobre Brasil aquém do grupo dos melhores classificados.
Menos
Profissionais de mercado também parecem menos otimistas sobre a rápida revisão do rating brasileiro pela agência Fitch, que confirmou nesta semana estar reavaliando a nota de risco de crédito do país.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), os investidores puxaram novamente as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 13% ao ano para 13,02%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,07% para 14,14%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 14,09% mantida em 14,17%.
Índice
Quarta-feira, a inflação medida pelo IGP-DI superou os dois dígitos pela primeira vez desde 2005, numa sequência de índices de preços que refletiram a pressão da alta internacional das commodities. Por esse motivo, os investidores estão ansiosos com a divulgação do IPCA, o índice oficial de inflação, hoje de manhã.
Em alta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os negócios em território positivo, com a recuperação das ações de Vale e Petrobras nas últimas operações de ontem. O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais movimentadas, subiu 1,02%, para os 69.722 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,28 bilhões, abaixo da média de R$ 8 bilhões nos primeiros dias deste mês, e do giro médio de R$ 6,2 bilhões/diários de abril.
Valorização
As ações preferenciais da Petrobras, que caíram durante todo o pregão, somente mostraram alguma recuperação nos últimos minutos, acompanhando novo patamar recorde dos preços do petróleo (US$ 123,69). A ação preferencial, com quase R$ 800 milhões de giro, valorizou 0,33%, para R$ 45, nesta sessão. A ação preferencial da Vale, com giro em torno de R$ 534 milhões, subiu 1,55%, para R$ 54,15.
Reflexo
Na Europa, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalterada a taxa básica de juros derrubou as principais Bolsas de Valores do continente, a exemplo de Paris (baixa de 0,38%) e Frankfurt (recuo de 0,06%). A Bolsa londrina (alta de 0,15%) foi a exceção do dia. Nos EUA, a Bolsa de Nova York valorizou 0,41%, favorecida pelo desempenho do setor varejista local.
Lucros
Entre as principais notícias do dia, o Unibanco anunciou lucro líquido de R$ 741 milhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A ''unit'' do banco recuou 0,95%, para R$ 24,88, ontem.
Crescimento
O lucro da fabricante de bebidas AmBev teve um crescimento de 15,2% no primeiro trimestre, ficando em R$ 743,8 milhões no período, contra R$ 645,9 milhões um ano antes. A ação preferencial retraiu 0,48%, para R$ 127,50, neste pregão.
Notícias
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a produção industrial subiu em oito das 14 regiões pesquisadas em março, na comparação com o mês anterior.
Redução
O governo americano reportou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 18 mil na semana encerrada no último dia 3, para um total de 365 mil solicitações. Analistas estimavam uma redução em 5 mil pedidos para o período.
Estável
O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juro em 4% ao ano, em linha com o esperado por todos os 50 economistas ouvidos pela Dow Jones. A autoridade monetária não forneceu motivos para a decisão. A expectativa do mercado é de que Trichet enfatize as pressões de preços, uma vez que os custos de energia e alimentos seguem em alta. O BCE mantém o juro em 4% ao ano na zona do euro desde junho de 2007. A zona do euro é composta por 15 países da Europa que têm em comum o euro como moeda.
Das agências





