Em alta

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,688 para venda, em alta de 1,56%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780, com avanço de 1,13% sobre a taxa final de terça-feira.

Passado
Para corretores e demais profissionais do mercado, passou a ''euforia'' com o anúncio da promoção do Brasil a ''grau de investimento'' pela agência Standard & Poor's. Terça-feira, a agência Moody's jogou um ''balde de água fria'' ao avaliar com um viés menos favorável a economia brasileira e o tamanho da dívida pública.

Revisão
Investidores contavam com uma ''enxurrada de dólares'' com a revisão do rating brasileiro, mas principalmente após a confirmação da nota por uma segunda agência, influente, de classificação de risco, como a própria Moody's ou a Fitch.

Especulações
Os agentes do mercado financeiro também especulam sobre possíveis medidas do governo que podem ter impacto, direto ou indireto, sobre a formação das taxas de câmbio. O assunto do momento é a constituição de um ''fundo soberano'' (que usa como recurso as reservas internacionais), que pode chegar a US$ 20 bilhões.

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Entre as principais notícias do dia, o governo anunciou a captação de US$ 500 milhões no mercado internacional, por meio do lançamento de títulos com vencimento em 2018.

Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), os investidores ajustaram para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 12,92% ao ano para 13%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 13,92% para 14,07%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,86% mantida em 14,09%.

Positivo
O Banco Central informou ontem que o fluxo cambial em abril ficou positivo em US$ 6,723 bilhões. Em abril de 2007, o resultado havia sido positivo em US$ 10,728 bilhões. Com o resultado, no acumulado do ano até o mês passado, o fluxo cambial registra resultado positivo de US$ 15,663 bilhões, ante US$ 28,122 bilhões apurados em igual período do ano passado.

Fluxo
O resultado do mês passado foi gerado pela contribuição positiva do fluxo comercial, que ficou positivo em US$ 8,427 bilhões, resultado de exportações de US$ 19,683 bilhões e importações de US$ 11,256 bilhões. Na conta financeira, abril registrou fluxo negativo de US$ 1,704 bilhão, gerado pela compra de US$ 30,529 bilhões e venda de US$ 32,233 bilhões.

Acumulado
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a contribuição do fluxo comercial foi positiva em US$ 21,928 bilhões, enquanto a conta financeira teve uma contribuição negativa de US$ 6,265 bilhões.

Mercado cambial
Os bancos reforçaram a posição comprada (credora) no mercado cambial em abril. Dados divulgados terça-feira pelo Banco Central mostram que essas instituições encerraram o mês passado compradas em US$ 12,196 bilhões ante US$ 9,782 bilhões em março. Em abril de 2007, a posição dos bancos era vendida em US$ 7,516 bilhões. Abril foi o nono mês seguido em que bancos mantêm posição comprada em câmbio.

Lucro
A petroquímica Braskem registrou lucro líquido de R$ 82,751 milhões no primeiro trimestre de 2008, uma queda de 22,56% sobre o lucro de R$ 106,860 milhões obtido em igual período de 2007. A receita líquida totalizou R$ 4,41 bilhões, um aumento de 34,02%, e o resultado bruto caiu 3,74%, para R$ 650,281 milhões.

Consolidado
Esses números são consolidados e correspondem aos dados enviados pela empresa à Bolsa de Valores de São Paulo. O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 583 milhões, com queda de 32%. A margem Ebitda passou de 19,3% para 13,2%.

Afetadas
O bom desempenho de Wall Street e a alta das commodities não foram suficientes para impulsionar os principais mercados asiáticos, onde as principais bolsas fecharam em queda. A escalada recorde dos preços do petróleo, a realização de lucros e fatores internos de cada país foram as principais influências.

Peso
A realização de lucros, que pesou nas ações de primeira linha (blue chips), e a queda da PetroChina, após ter sua classificação reduzida por dois bancos de investimentos, fizeram a Bolsa de Hong Kong fechar em baixa, com moderado volume de negociações. O índice Hang Seng perdeu 651,92 pontos, ou 2,5%, e fechou aos 25.610,21 pontos. O índice tinha subido cerca de 7% nas três últimas semanas. Somente três dos 43 subíndices que constituem a bolsa tiveram alta.

Acentuado
Preocupações com a disparada da inflação, que poderia resultar em novo aumento da taxa de juros, fizeram as Bolsas da China fechar em acentuada queda. O índice Xangai Composto caiu 4,1% e encerrou aos 3.579,15 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 4,4% e finalizou aos 1.073,81 pontos.

Das agências

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