MERCADO FINANCEIRO
Leve
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,662 para venda, com avanço de 0,24%, nas operações finais registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760, estável sobre a taxa de segunda-feira.
Intervenções
O Banco Central entrou mais uma vez no mercado de câmbio e promoveu um leilão, aceitando ofertas por R$ 1,6579 por volta das 15h30. A autoridade monetária tem realizado intervenções pontuais, como mostra a oscilação das reservas internacionais: entre os dias 7 de abril e 5 de maio, o total das reservas saltou de US$ 194,361 bilhões para US$ 195,849 bilhões.
Comparação
Como termo de comparação, entre o dia 7 de fevereiro e 5 de março, o nível das reservas havia crescido de US$ 188,030 bilhões para US$ 192,971 bilhões. A agência de avaliação de ''rating'' Moody's jogou um balde de água fria no mercado ao manter a nota de risco de crédito brasileira em ''Ba1'', aquém da classificação de grau de investimento, voltada para países com chancela de bom pagador.
Comentários
Profissionais de mercado, autoridades governamentais e representantes do setor exportador têm comentado sobre a possibilidade de uma ''enxurrada de dólares'' com a promoção do Brasil a grau de investimento pela Standard & Poor's. Corretores, no entanto, afirmam que um fluxo significativo de novos recursos deve vir somente com a confirmação do novo ''status'' brasileiro por uma segunda agência de rating.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), os investidores voltaram a elevar as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 12,80% ao ano para 12,89%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 13,68% para 13,92%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 13,60% mantida em 13,85%.
Recordes
O sistema Home Broker da Bolsa de Valores de São Paulo, com negociações de ações via internet, registrou seis recordes no mês de abril, segundo comunicado emitido pela Bovespa. Os recordes foram de volume total, volume médio diário, valor médio por negócio, total de negócios realizados e média diária, além de participação no volume financeiro da Bolsa. O número de usuários pessoas físicas, contudo, recuou.
Volume
O volume total foi de R$ 27,87 bilhões, 15,59% maior que o do mês anterior. A média diária foi de R$ 1,33 bilhão. O valor médio por negócio no sistema Home Broker aumentou 3,65% em abril na comparação com março, para R$ 10.524,77. O total de negócios realizados foi de 2,65 bilhões, ou 11,81% maior no período, e a média diária chegou a 126.086 negócios. A participação do Home Broker no volume financeiro da bolsa aumentou de 11,39% em março para 11,96% em abril.
Queda
Por outro lado o número de investidores pessoas físicas diminuiu 1,28% no período, para 479.724 contas ao final de abril, segundo a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).
Negociações
O movimento financeiro total da Bovespa - que inclui, além das negociações do Home Broker, também as dos sistemas tradicionais da Bolsa - em abril foi de R$ 130,90 bilhões, contra R$ 111,31 bilhões em março. As ações mais negociadas foram Petrobras PN (R$ 22,75 bilhões), Vale PNA (R$ 13,04 bilhões) e Usiminas PNA (R$ 3,76 bilhões).
Empresas
O valor de mercado (capitalização bursátil) das 400 empresas que têm suas ações negociadas na Bovespa foi de R$ 2,45 trilhões o final de abril, ou 7,9% maior que o apurado no mês precedente. As 161 companhias que fazem parte dos níveis diferenciados de governança corporativa (nível 1, nível 2 e Novo Mercado)representaram 58,41% da capitalização bursátil e 64,22% do volume financeiro no final de abril.
Investidores
Em abril os estrangeiros mantiveram sua liderança na movimentação financeira da Bovespa, com uma fatia de 33,41%, embora menor que os 36,31% apurados no mês anterior. Os investidores institucionais ficaram com o segundo posto e aumentaram sua participação de 27,07% em março para 28,78% em abril.
Em baixa
As bolsas européias fecharam ontem em baixa, com as perdas anunciadas pelo banco suíço UBS e pela resseguradora Swiss Re, ambas afetadas pela crise financeira causada pelos problemas no mercado imobiliário americano.
Movimentação
A Bolsa de Paris encerrou o dia em baixa de 0,44%, com 5.040,92 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve queda de 0,50%, ficando com 7.017,10 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 0,41%, ficando com 26.057 pontos; a Bolsa de Zurique caiu 1,50%, para 7.543,67 pontos; e a Bolsa de Amsterdã caiu 0,15%, para 480,66 pontos. A exceção foi a Bolsa de Londres, que fechou sem variação, com 6.215,20 pontos.
Índice
O índice FTSEurofirst 300 - que reúne as ações das principais empresas européias - fechou em baixa de 0,5%, com 1.351,76 pontos, depois de chegar a recuar 1,1% durante o dia. As ações do UBS caíram 5,2%, exercendo o maior peso sobre o resultado negativo de ontem.
Das agências





