Receita


A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 646 milhões no primeiro trimestre de 2008, uma alta de 1% sobre os R$ 642 milhões de igual período de 2007. A receita líquida aumentou 7%, para R$ 3,554 bilhões, e o lucro bruto cresceu 8%, para R$ 1,233 bilhão. O lucro operacional totalizou R$ 1,012 bilhão, com alta de 5%, e o resultado financeiro saiu de positivo em R$ 9 milhões para negativo em R$ 30 milhões.

Lucro

A empresa teve lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,254 bilhão, com alta de 6%, com margem Ebitda se mantendo em 35,3%.

Líquido

A Gol Linhas Aéreas registrou um prejuízo líquido de R$ 74,098 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra um lucro de R$ 91,578 milhões no primeiro trimestre do ano passado.

Análise

O CASK (custo por ASK, que é o número de assentos disponíveis multiplicado pelo número de quilômetros percorridos), excluindo despesas com combustível, aumentou 10,2%, para R$ 0,872 centavos (R$ 0,820 centavos sem VRG, que opera a marca Varig), devido à menor utilização das aeronaves, aumento nas despesas com pessoal, depreciação, custos comerciais e de publicidade, prestação de serviços e arrendamento de aeronaves.

Ocupação

A taxa de ocupação no primeiro trimestre foi afetada pela manutenção das malhas de alta temporada da Gol e da VRG até o dia 24 de março, um mês e meio após o fim da temporada de férias, o que foi motivado por novas regulamentações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Recorde

O crescimento das receitas do governo federal foi o principal fator responsável pelo superávit recorde nas contas do setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) no primeiro trimestre deste ano. As receitas do governo federal de janeiro a março superaram em R$ 22,2 bilhões o volume arrecadado no primeiro trimestre do ano passado, destacou ontem o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes. Por outro lado, as despesas cresceram em volume bem menor: R$ 4,8 bilhões.

Contribuição

O aumento da arrecadação dos governos regionais (Estados e municípios), ressaltou Lopes, também contribuiu para o superávit recorde. O superávit das contas dos governos regionais no primeiro trimestre também é recorde. O resultado registrado no primeiro trimestre assegurou um superávit primário no período acumulado de 12 meses até março de 4,46% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior desde outubro de 2005 e bem acima da meta de 3,8% do PIB.

Redução

O Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) reduziu ontem sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano. Trata-se do sétimo corte consecutivo desde setembro do ano passado. A atual série de cortes começou como parte dos esforços do governo americano para tentar evitar que o país caísse em recessão, devido à crise no mercado de hipotecas de risco, deflagrada no ano passado.

Recuperação

Como se viu no resultado do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) referente ao primeiro trimestre divulgado segunda-feira, a economia ainda não se recuperou do golpe sobre o mercado imobiliário: a expansão da economia americana foi de apenas 0,6% - mesmo percentual visto no último trimestre do ano passado.

Na Ásia

Os mercados de ações da Ásia apresentaram sinais variados ontem. Os bons resultados do primeiro trimestre de grandes corporações influenciaram fortemente as Bolsas da China. Já Hong Kong sofreu com a realização de lucros. A maioria dos mercados, contudo, aguardava os dados econômicos dos EUA (PIB trimestral) que seriam anunciados ontem. Também apostavam em uma queda de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros norte-americana.

Hong Kong

A realização de lucros, após três pregões seguidos de alta, fez a Bolsa de Hong Kong fechar em baixa. O índice Hang Seng perdeu 158,80 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 25.755,35 pontos. O mercado estava na expectativa da decisão do Fed. ''Estamos preocupados que os vendedores irão reaparecer depois do anúncio da taxa de juros norte-americana. O mercado dos EUA é vulnerável a notícias desfavoráveis, tais como os índices de moradia e de mercado de trabalho que não têm melhorado'', afirmou o analista Ernie Hon, da ICEA Securities.

China

Os fortes balanços do primeiro trimestre de grandes corporações e as expectativas de maior apoio governamental para o mercado acionário fizeram as Bolsas da China fechar em forte alta, no segundo pregão seguido de ganhos. O índice Xangai Composto subiu 4,8% e fechou aos 3.693,11 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 4% e encerrou aos 1.097,76 pontos.

Bolsa de Tóquio

O principal índice da Bolsa de Tóquio fechou em queda por conta das perdas no setor de commodities e fortes vendas de empresas imobiliárias, apesar do bom desempenho das ações do setor financeiro e do lucro da Matsushita Electric Industrial. O índice Nikkei 225 caiu 44,38 pontos, baixa de 0,3%, e fechou aos 13.849,99 pontos.

Das agências

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