MERCADO FINANCEIRO
Leve alta
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,689 na venda, em alta de 1,31%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780, com avanço de 0,56% sobre a taxa anterior.
Fluxo
Profissionais de bancos relataram um forte fluxo de saída de recursos na jornada de ontem. Muitas empresas precisavam pagar dividendos e fazer outras remessas de capital e, devido ao período de liquidação do câmbio, ontem era a data limite para fazer as operações.
Leilão
Corretores também lembraram que o leilão que o Banco Central realizou próximo ao final das operações ajudou, em parte, a puxar as cotações. O BC realizou seu habitual leilão de compra às 15h18 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,681 (taxa de corte).
Preocupação
Outros analistas mencionaram com preocupação os últimos números das contas nacionais, que mostraram deterioração das transações correntes (conta que mede as principais operações do País com o exterior, que teve déficit de US$ 4,4 bilhões no mês passado). No trimestre, a conta acumula saldo negativo de US$ 10,76 bilhões.
Juros futuros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os investidores elevaram as taxas projetadas para 2009, mas rebaixaram para 2010 e 2011. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,71% ao ano para 12,79%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,67% para 13,83%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 13,75% para 13,93%.
Líquido
O lucro líquido apurado pelo Bradesco entre janeiro e março deste ano, de R$ 2,102 bilhões, é o maior já registrado por um banco privado no primeiro trimestre nos últimos 20 anos, segundo estudo da Economática. O recorde anterior de uma instituição privada era do Itaú, que no primeiro trimestre de 2007 apurou lucro líquido de R$ 1,991 bilhão.
Comparação
Considerando tanto bancos públicos quanto privados, o Banco do Brasil ainda é o líder, com o lucro de R$ 2,526 bilhões registrado nos primeiros três meses de 2006. Para o estudo, a Economática ajustou os valores pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até março de 2008 e levou em consideração apenas as instituições financeiras de capital aberto.
Déficit
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou ontem que o déficit de US$ 4,429 bilhões na conta corrente do balanço de pagamentos em março foi o mais alto para o mês na série histórica do BC, iniciada em 1947. Segundo ele, o déficit de US$ 10,757 bilhões no primeiro trimestre também foi o mais alto para o período.
Deterioração
Altamir reconheceu que há uma ''deterioração'' na conta corrente, refletindo a combinação de remessas de lucros e dividendos bem maiores por parte das empresas multinacionais com sede no Brasil e uma balança comercial com resultados considerados menos expressivos, em virtude do crescimento robusto das importações.
Sem descartes
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, não descarta a possibilidade de o barril de petróleo atingir US$ 200,00, segundo publicou em sua página na internet o jornal estatal argelino El Moudjahid. Khelil não deu um prazo. Ele disse ainda que ''os preços estão elevados em consequência da recessão nos EUA e da crise econômica que atinge muitos países, uma situação que influencia a queda do dólar''.
Estável
O banco espanhol Bilbao Vizcaya Argentaria SA disse ontem que o seu lucro líquido ficou estável no primeiro trimestre, à medida que os baixos ganhos provenientes de vendas de ativos reduziram o impacto da forte atividade de empréstimos no México e a robusta performance na Espanha.
Lucro
O lucro líquido do BBVA foi de 1,95 bilhão de euros (US$ 3,04 bilhões) nos três primeiros meses do ano, o mesmo valor registrado no primeiro trimestre de 2007. Os analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires estimaram um lucro de 1,99 bilhão de euros (US$ 3,1 bilhões).
Bolsas chinesas
A queda das ações de empresas refinadoras de petróleo, em virtude do fraco balanço trimestral divulgado pela Sinopec, e a preocupação de que a alta do petróleo irá trazer perdas adicionais para o setor fizeram as Bolsas da China fechar em baixa pelo segundo pregão seguido. O índice Xangai Composto caiu 2,3% e encerrou aos 3.474,72 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,3% e terminou aos 1.045,03 pontos.
Das agências





