Estabilidade


O dólar comercial foi trocado por R$ 1,659 para venda, em leve retração de 0,06%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760, estável sobre o preço de ontem. O Banco Central entrou no mercado de câmbio às 15h43 e aceitou ofertas por R$ 1,6589 (taxa de corte). Há quase 12 dias consecutivos, a taxa de câmbio emenda quedas, mantendo-se em seu menor nível desde maio de 1999.

Expectativa

Profissionais de corretoras destacaram ontem a expectativa pela ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que vai esclarecer, com riqueza de detalhes, os motivos do ajuste da taxa Selic para 11,75%, acima das expectativas de boa parte do mercado financeiro.

Ciclo

Na semana passada, logo após a reunião do Copom, analistas de bancos e corretoras já comentavam sobre a possibilidade da autoridade monetária fazer um ciclo de altas da Selic. Na visão de alguns economistas, esse ciclo teria fôlego curto, de modo a forçar a cumprimento das metas inflacionárias deste ano - uma tese vai ser posta à prova com o texto da ata divulgado hoje.

Juros futuros

Os negociadores de contratos futuros de juros rebaixaram as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011 na sessão de ontem na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 12,69% ao ano para 12,66%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,73% para 13,57%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 13,91% para 13,72%.

Lucros

A Boeing registrou um aumento de 38% no lucro do primeiro trimestre, puxado por forte crescimento nos negócios com aviões e redução de custos. A gigante aeroespacial registrou lucro líquido de US$ 1,21 bilhão, ou US$ 1,62 por ação, acima dos US$ 877 milhões, ou US$ 1,13 por ação, obtidos entre janeiro e março de 2007. A receita aumentou 4,1%, para US$ 15,99 bilhões.

Perspectivas

''Saímos de um bom começo do que esperamos ser outro ano forte para o desempenho financeiro da Boeing'', declarou o presidente e executivo-chefe da fabricante americana de aviões, Jim McNerney. A margem operacional subiu de 8,5% para 11,3%. O faturamento da produção de aeronaves comerciais cresceu 8%, enquanto os lucros dispararam 39%, em meio ao crescimento do volume de entregas e de serviços e à redução dos gastos com pesquisa e desenvolvimento.

Expansão

A companhia recebeu um total bruto de 289 pedidos no trimestre, elevando sua carteira contratual para US$ 271 bilhões. A carteira total aumentou para US$ 346 bilhões, uma expansão de 32%, enquanto as entregas aumentaram 8,5%, para 115 aeronaves. Na área de defesa, o faturamento caiu 1,8%, mas os lucros aumentaram 9,7%.

Demanda

O mercado brasileiro de aviação civil deverá demandar 330 aviões comerciais de passageiros acima de 120 lugares nos próximos 20 anos, o que representa um valor financeiro de US$ 32 bilhões. A previsão é da fabricante européia de jatos Airbus.

Tráfego

Segundo a empresa, a demanda crescente no País é consequência do aumento no tráfego aéreo, que mais que dobrou desde 1990. Nos últimos dez anos, a companhia diz que o tráfego aéreo doméstico aumentou 77%. A projeção da Airbus é que as viagens aéreas na América Latina cresçam a uma taxa de 5,3% ao ano nos próximos 20 anos, acima da média mundial, estimada em 4,9%.

Em alta

As bolsas européias fecharam em alta ontem. As notícias sobre resultados de empresas fora do setor financeiro ajudaram a ofuscar a preocupação dos investidores quanto aos efeitos da crise imobiliária e de crédito nos EUA sobre bancos e outras empresas financeiras.

Movimentação

A Bolsa de Londres subiu 0,81%, para 6,083.60 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 1,48%, fechando com 4.944,65 pontos; a Bolsa de Frankfurt subiu 0,12%, ficando com 6.795,03 pontos; e a Bolsa de Amsterdã teve alta de 1,11%, fechando com 471,24 pontos. As exceções foram as Bolsas de Zurique - que fechou com ligeira variação negativa de 0,06%, com 7.324,50 pontos - e de Milão - baixa de 0,09%, com 25.367 pontos.

Cortes

A China vai reduzir a tributação para negociação de ações, a partir de hoje, com o intuito de estimular o mercado acionário, após o índice referencial do pregão ter cedido mais de 35% neste ano e 49% desde o seu recorde de outubro de 2007. Segundo comunicado publicado na página do governo central na internet nesta quarta-feira, o imposto local para transações com ações foi reduzido de 0,3% para 0,1%. O governo chinês, normalmente, usa o imposto local para estimular as transações em momentos de declínio de movimento ou desencorajar a negociação de ações em situações de euforia.

Forte

Ontem, as expectativas de que Pequim lançaria mais políticas de suporte ao mercado acionário, após a fracassada tentativa feita no domingo, levaram as Bolsas da China a fechar em forte alta. O índice Xangai Composto subiu 4,2% e encerrou aos 3.278,33 pontos, a terceira alta seguida. Já o Shenzhen Composto ganhou 4,9% e terminou aos 960,21 pontos.

Das agências

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