Retração


O dólar comercial foi trocado por R$ 1,660 na venda, em retração de 0,59%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo fechou cotado R$ 1,760, em baixa de 0,56%. O Banco Central promoveu leilão de câmbio entre 15h e 15h10 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6575 (taxa de corte). Até sexta-feira, o nível das reservas internacionais era de US$ 194,559 bilhões.

Atribuições

Profissionais de corretoras atribuem a derrocada das taxas à diferença, que deve se tornar cada vez maior, entre os juros brasileiros (11,75% ao ano) e americanos (2,25% ao ano), o que tende a atrair capital especulativo para o País. Desde a semana passada, quando a taxa Selic foi ajustada para 11,75% ao ano, corretores contavam com um ingresso significativo de recursos já a partir de ontem.

Notícias

Entre as principais notícias do dia, o governo revelou que a balança comercial teve saldo positivo de US$ 4,258 bilhões no acumulado deste ano. O número é 63,7% inferior ao superávit comercial registrado no mesmo período em 2007 e reflete a disparada (mais de 40%) do volume de importações.

Revisões

A pesquisa Focus, preparada pelo Banco Central, mostra que a maioria dos analistas do setor financeiro revisou para baixo - pela quinta vez - o saldo da balança comercial previsto para este ano em 2008: de US$ 25,30 bilhões para US$ 25 bilhões.

Juros futuros

Os negociadores de contratos futuros de juros ajustaram para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011 na sessão de ontem na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,65% ao ano para 12,69%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,49% para 13,73%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 13,59% para 13,91%.

Leitura

A Fundação Getúlio Vargas informou que o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) subiu 0,37% na segunda leitura prévia do mês de março, contra 0,78% na mesma leitura no mês anterior.

Bolsas européias

As bolsas européias não sustentaram os ganhos que exibiam no início do dia e encerraram em queda ontem, num dia de novos recordes de alta para o petróleo e para o euro. A queda de 2% nas vendas de imóveis residenciais usados nos EUA, em março, e a oferta de US$ 23,8 bilhões do Royal Bank of Scotland (RBS) também pressionaram as ações européias, especialmente as do setor bancário. Dentre as principais bolsas da Europa, só Lisboa fechou no azul.

Recuo

Em Londres, o índice FT-100 caiu 18,30 pontos (-0,30%), a 6.034,70 pontos. As ações do RBS recuaram 3,89%. O banco captará US$ 23,8 bilhões para compensar perdas relativas à crise de crédito. Ainda no setor bancário, Barclays cedeu 3,66% e Lloyds TSB declinou 0,62%. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em baixa de 37,71 pontos (-0,77%), em 4.872,64 pontos. As ações de energia, contudo, avançaram na esteira dos novos recordes do petróleo. EdF subiu 3,06%.

Imóveis

As vendas de casas usadas caíram mais um pouco nos Estados Unidos em março na comparação com fevereiro, informou ontem a NAR (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, na sigla em inglês). No mesmo período, o estoque de casas à venda cresceu e o preço médio caiu.

Comparação

Em março, as vendas anualizadas de casas residenciais, condomínios e apartamentos foram de 5,03 milhões de unidades, 2% a menos do que em fevereiro e 19,3% menor do que no mesmo mês de 2007. O estoque de casas à venda subiu 1% em março, para 4,06 milhões de unidades. Já o preço médio da casa caiu 7,7% ao longo dos últimos doze meses, para US$ 207 mil.

Créditos

''Ainda que as taxas de juros hipotecários estejam em níveis historicamente baixos, os financiadores estão usando práticas restritivas de concessão de crédito'', disse o economista-chefe da NAR, Lawrence Yun. De acordo com a empresa hipotecária Freddie Mac, a taxa de juros média para hipotecas do tipo fico para 30 anos está em 5,97% em março, contra 5,92% em fevereiro e 6,16% em março do ano anterior.

Lucros

A companhia telefônica AT&T, a líder do setor nos Estados Unidos, anunciou ontem que obteve lucro de US$ 3,46 bilhões no primeiro trimestre de 2007, ou US$ 0,57 por ação, com alta de 21,5% sobre o mesmo período do ano passado. Já o faturamento da empresa foi de US$ 30,744 bilhões, 6,1% a mais do que no primeiro trimestre de 2007. Os resultados ficaram dentro das previsões dos analistas. Segundo a empresa, o principal motivo para o bom resultado trimestral foi o forte desenvolvimento de seus negócios de telefonia móvel.

Em alta

Os mercados asiáticos fecharam sem tendência definida. Influenciada por Xangai, a Bolsa de Hong Kong fechou no positivo e o mercado chinês também se recuperou com as compras de papéis em oferta. Já as demais bolsas da região -à exceção de Cingapura e Bangcoc - fecharam em baixa, basicamente por conta de realizações de lucros.

Das agências

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