MERCADO FINANCEIRO
Em declínio
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,689 para venda, em declínio de 0,41%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,790, número 0,55% inferior à taxa de terça-feira. Em sua menor cotação do dia, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 1,684. Na máxima, a R$ 1,701. O mercado de câmbio foi surpreendido pela alta do IPCA, índice oficial de preços, acima do esperado por economistas do setor financeiro.
Inflacionada
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,48% em março ante 0,49% verificados em fevereiro. Trata-se da maior taxa para um mês de março desde 2005. O mercado financeiro trabalhava com projeções entre 0,36% e 0,38%.
Aperto
''A alta do IPCA de março de 0,48% reforça o argumento do Banco Central, que vem sinalizando a necessidade de aperto monetário como uma medida preventiva para desacelerar o ritmo de crescimento da demanda doméstica, com o objetivo de minimizar os riscos de desvios significativos da inflação em relação ao centro da meta'', disse o economista da corretora Concórdia, Elson Teles.
Atrativos
Profissionais das mesas de câmbio destacam que o diferencial entre os juros americanos (2,25% ao ano) e brasileiros tende a atrair capitais externos, o que contribui para derrubar a cotação da moeda americana no mercado doméstico.
Juros futuros
A expectativa de uma elevação da taxa Selic se refletiu nos negócios com os contratos futuros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,35% ao ano para 12,46%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 13,15% para 13,27%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,26% para 13,32%.
Sem conclusão
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou ontem, mas não concluiu, por causa de um pedido de vistas, o julgamento do impacto concorrencial da aquisição da empresa Del Valle México, fabricante dos Sucos del Valle, pela Coca-Cola e pela Femsa (engarrafadora da Coca-Cola). A operação, realizada no final de 2006, recebeu ontem um voto pela sua aprovação, mas com algumas restrições, que foi dado pelo relator do processo, conselheiro Luís Fernando Rigato.
Sem riscos
Segundo o relator, considerando o mercado de venda de sucos prontos para beber e refrescos, que poderia ser impactado com a operação, o negócio não colocará em risco a concorrência do setor, seguindo, nesse ponto, o entendimento das secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae) e de Direito Econômico (SDE). O relator, no entanto, votou pela imposição de restrições às empresas como o ajuste da cláusula de não concorrência (entre os proprietários das compradoras e da vendedora) para que ela se restrinja ao mercado de sucos prontos para beber pelo prazo máximo de cinco anos.
Informações
A presidente do conselho, Elizabeth Farina, no entanto, pediu vista e disse que pedirá informações complementares às empresas sobre esse mercado. ''Gostaria de uma instrução complementar porque não me sinto confortável em votar hoje pela imposição ou não de restrições sem dados mais precisos que apenas depoimentos'', afirmou Farina, se referindo às informações prestadas às secretarias durante a instrução por outras empresas que exploram esse segmento.
Detalhes
Elizabeth Farina citou como exemplos de dados que pedirá a evolução de preços médios finais cobrados aos consumidores, nos últimos três anos, pelas marcas de sucos prontos para beber; a estrutura mais detalhada de venda e de distribuição dos produtos e a diferença entre preços do varejo e do atacado. A retomada do julgamento desse caso não tem data marcada.
Bolsas européias
As principais bolsas de valores européias fecharam em queda ontem - a exceção foi Lisboa -, em dia de fraco volume negociado. Além de adotarem cautela antes das decisões de política monetária do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu (BCE), que saem hoje, os investidores também demonstraram preocupação com a elevação dos preços do petróleo e com a ata pessimista divulgada terça-feira pelo Fed. No documento, a autoridade monetária norte-americana afirmou que as perspectivas de crescimento e de inflação se deterioram no curto prazo.
Movimentação
Em Londres, o índice FT-100 encerrou em baixa de 6,30 pontos (-0,11%), em 5.983,90 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX-30 caiu 50,62 pontos (-0,75%), a 6.721,26 pontos. As ações do Commerzbank declinaram 3,4% e as do Deutsche Postbank cederam 4%. Na bolsa de Milão, o índice S&PMib declinou 26 pontos (-0,08%), a 34.139,00 pontos. A bolsa de Lisboa fechou na contramão das parceiras européias e encerrou com alta de 24,29 pontos (+0,22%), em 11.010,61 pontos. As ações da companhia de energia Galp avançaram 2,2% e as da tele Portugal Telecom subiram 0,8%.
Das agências





