Desvalorização
O dólar fechou em queda pela quinta sessão consecutiva ontem. O recuo foi de 0,35%, cotada a R$ 1,704 para venda. Neste mês apenas a moeda já acumula desvalorização de 2,80%. Durante a sessão o dólar chegou a operar abaixo de R$ 1,70, atingindo o seu menor nível em quase três semanas. O Banco Central entrou no mercado somente perto do encerramento das operações e aceitou ofertas por R$ 1,7029 (taxa de corte). Até sexta-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 194,720 bilhões.

Juros futuros
Operadores destacam que a ampliação da diferença entre juros americanos e brasileiros tende a atrair capital externo para o país e justifica a baixa das cotações nos últimos dias. As taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011 subiram no mercado futuro de juros - que baliza as tesourarias dos bancos - da BM&F. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,29% ao ano para 12,36%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,09% para 13,18%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 13,16% para 13,26%.

Balança comercial
O saldo da balança comercial da primeira semana do mês de abril registrou superávit de US$ 842 milhões - melhor resultado semanal desde a última semana de dezembro de 2007, quando foi de US$ 1,322 bilhão. O montante é resultado de exportações no valor de US$ 2,634 bilhões e importações US$ 1,792 bilhão. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve variação positiva de 0,8% no saldo das operações, sendo que as importações registraram um ritmo de crescimento mais forte do que exportações, com 8,4% contra 5,8%, respectivamente.

Acumulado
No acumulado do ano o saldo está em US$ 3,679 bilhões, decorrentes de exportações que já somam US$ 41,324 bilhões (14,9% acima dos R$ 36,531 bilhões registrados em 2007) e importações de US$ 37,645 bilhões (número 41,8% maior que os US$ 26,951 bilhões do ano passado). No entanto, houve queda de 61% no saldo do acumulado - de janeiro a abril do ano passado, o saldo era de US$ 9,580 bilhões. O Ministério do Desenvolvimento tem uma meta de exportações de US$ 180 bilhões. Não há meta para o saldo comercial.

Expectativas
Os analistas de mercado elevaram novamente suas expectativas para a taxa de juros e para a inflação em 2008, revelou o boletim Focus, do Banco Central. Segundo as cem instituições financeiras ouvidas, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de 4,5%, ante previsão de 4,47% na semana passada. Com isso, a previsão fica igual à meta de inflação para o índice perseguida pelo Banco Central.

Taxa Selic
Devido a essa alta do IPCA, os analistas também elevaram a previsão de qual será a taxa básica de juros, a Selic, ao final do ano. Agora apostam que fechará 2008 a 12,5%, contra 12% da pesquisa anterior. O próprio BC já deu diversas indicações que deverá retomar as altas nos juros para evitar que o consumo se aqueça demais e amplie o quadro inflacionário. O mercado, inclusive, passou nesta semana a achar que a primeira alta virá já na reunião do Copom da próxima semana.

Dólar
O mercado manteve suas previsões para a cotação do dólar ante o real e para o PIB (Produto Interno Bruto). A moeda americana deve fechar o ano cotada a R$ 1,75 - hoje é negociada a R$ 1,70 - e o crescimento da economia brasileira deverá ser de 4,6%. Por sua vez, foi elevada a previsão para o crescimento da produção industrial (de 5,16% para 5,29%), e foram rebaixadas as expectativas para a relação dívida/PIB (de 41,6% para 41,55%) e do saldo da balança comercial (de US$ 28 bilhões para US$ 26,05 bilhões).

Impulso
As bolsas européias encerraram a segunda-feira em alta, impulsionadas pelo avanço dos preços das commodities. Em relatório, os analistas de mineração do banco Goldman Sachs afirmaram que ''na ausência de uma deterioração significativa, esperamos que os preços das commodities mantenham-se ao redor dos níveis atuais em 2008 e que subirão consideravelmente em 2009, em linha com nossas expectativas de recuperação econômica''. Além do relatório do Goldman, as altas do petróleo e do ouro também deram suporte às ações européias.

Ganhos
As bolsas asiáticas iniciaram a semana com ganhos, puxado por empresas de mineração e petrolíferas. A maior alta foi apresentada na Bolsa de Xangai, onde o Shangai Composite disparou 4,5%, a 3.599 unidades. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,18%, aos 13.450 pontos. O Kospi, de Seul, ganhou 0,4%, para 1.773 unidades. Já em Hong Kong, o indicador Hang Seng subiu 1,29%, a 24.578 pontos. O mercado foi movimentado pela venda de ações por investidores estrangeiros, seguido pela compra pelos investidores locais.

Corrida
Os preços do petróleo começaram a semana em forte alta ontem em Nova York, subindo mais de três dólares, em consequência de uma nova corrida dos investidores para as matérias-primas, que estão com cotações mais baixas devido à contínua deterioração da moeda norte-americana. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em maio fechou a 109,09 dólares, alta de 2,86 dólares em relação a sexta-feira. O preço do petróleo atingiu assim seu nível mais alto desde 18 de março.
(Com Agências)

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