Crescimento
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 5%. Esse patamar de aumento do PIB é o mesmo da previsão de dezembro. Por outro lado, a expectativa em relação ao consumo das famílias foi elevada. Os dados são do ''Informe Conjuntural'', divulgado ontem. O consumo das famílias deve crescer 7,5% na nova projeção, contra 6,2% previstos no levantamento anterior, divulgado em dezembro. Para a confederação, esse crescimento será maior entre as menores faixas de renda.

Emprego
Já a previsão para o crescimento do emprego formal, estimada pela CNI, teve uma revisão para baixo, de 9% para 8,4%. Já a expectativa para a inflação foi mantida em 4,1%. A CNI revisou ainda as projeções para exportações e importações. No caso das vendas, a entidade acredita que elas chegarão a US$ 190 bilhões e as compras, em US$ 165 bilhões, contra as previsões de, respectivamente, US$ 175 bilhões e US$ 140 bilhões.

Selic
A taxa básica de juros da economia deve sofrer uma elevação de 1,5 ponto porcentual ao longo de 2008, encerrando o ano em 12,75%. A projeção é do diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco Bradesco, Octavio de Barros. ''Na nossa visão essa é a melhor ação a ser tomada nesse momento'', declarou. Ele lembrou que o Banco Central já sinalizou um possível aumento da Selic, tanto na ata quanto no relatório de inflação, para a próxima reunião do Copom que acontece em abril.

Crescimento
Segundo Barros, os agentes do mercado acreditam que a reputação do BC ficará abalada se não houve aumento de juros. ''Há uma leitura geral também de que a atividade está muito aquecida e de que vai ser necessária essa ação preventiva do Banco Central'', acrescentou. O economista ponderou, no entanto, que a elevação da taxa não vai mudar a trajetória de crescimento econômico, como ocorreu em 2004 e 2005.

Lucro
A empresa aérea TAM informou ontem que encerrou 2007 com lucro líquido consolidado de R$ 128,896 milhões, queda de 78,93% na comparação com o lucro de 2006, que atingiu R$ 611,750 milhões. Segundo comunicado enviado ao mercado, a receita líquida da empresa foi de R$ 8,151 bilhões no ano passado, alta de 10,98% sobre 2006. O lucro bruto da companhia, por sua vez, caiu para R$ 2,292 bilhões no ano passado, após os R$ 2,613 bilhões registrados um ano antes. O lucro operacional caiu para R$ 212,695 milhões, redução de 77,05% ante 2006.

Desempenho
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em leve alta ONTEM, confirmando o pior desempenho de um trimestre em mais de cinco anos. Pesaram o desempenho de ações dos bancos e a redução da recomendação da Vodafone, cujos papéis caíram mais de 3%, além dos temores sobre a crise de crédito nos EUA. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,16%, a 5.702,10 pontos - no trimestre, o FTSE-100 acumulou queda de 13%. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,382%, a 6.534,97 pontos. Já em Paris, o CAC-40 teve alta de 0,24%, para 4.707,07 unidades.

Inflação
Ontem na Europa, a agência de estatísticas Eurostat informou que inflação na zona do euro alcançou a taxa de 3,5% em março, após subir 3,3% em fevereiro, um novo recorde desde a criação do bloco em 1999, de acordo com um cálculo preliminar. A inflação anunciada supera levemente as expectativas dos economistas, que previam 3,4%, de acordo com uma pesquisa da agência Thomson Financial. Por outr lado, a confiança dos agentes na economia mudou de tendência em março, com uma leve alta, mas continuou caindo na zona do euro, segundo a informação da Comissão Européia.

Temor
As principais Bolsas de Valores da Ásia fecharam em queda ontem, com o mercado preocupado com as perspectivas de consumo nos Estados Unidos. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão com baixa de 2,30%, a 12.525,54 unidades. O índice geral da Bolsa de Valores de Xangai fechou em baixa de 3%, aos 3.472,71 pontos. Segundo dados divulgados na sexta-feira nos EUA, o índice de confiança do consumidor caiu ao menor nível em 16 anos. A informação é importante porque um consumidor pessimista tende a gastar menos e o consumo é o principal motor da economia dos EUA, responsável por cerca de 70% do Produto Interno Bruto.

Regulamentação
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, apresentou oficialmente ontem um amplo projeto de reforma da regulamentação financeira, atribuindo missão muito maior ao banco central americano, o Fed - Federal Reserve, mas os críticos questionam o alcance real das medidas anunciadas. A regulamentação atual mistura textos compilados durante diversas crises atravessadas pelos Estados Unidos desde a Guerra da Secessão. No entanto, na opinião de Paulson estas medidas não estão adaptadas a um sistema financeiro complexo, globalizado e heterogêneo.

Reforma
O projeto de reforma, o mais ambicioso desde os anos 30, visa também a eliminar as redundâncias do sistema e a preencher suas faltas, com medidas escalonadas em curto, médio e longo prazo. O aspecto principal é, sem dúvida, a atribuição de uma missão consideravelmente maior ao Federal Reserve (Fed) no controle do sistema financeiro. No novo sistema o Fed poderá ''vigiar os riscos para o conjunto do setor financeiro'', incluindo os bancos de investimento, companhias de seguro e fundos de investimentos de risco.

(Com Agências)

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