Fluxo cambial
O fluxo cambial está positivo em US$ 8,109 bilhões este mês, até o dia 19. O resultado preliminar é bastante superior ao registrado no mês de fevereiro, quando o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,246 bilhões. O resultado preliminar de março foi gerado pela contribuição positiva de US$ 3,367 bilhões do fluxo comercial, resultado de exportações de US$ 9,337 bilhões e importações de US$ 5,970 bilhões. O fluxo financeiro também deu contribuição positiva, de US$ 4,742 bilhões, gerada pela entrada de US$ 30,082 bilhões e saída de US$ 25,340 bilhões.
Investimento
O Banco Central informou que o ingresso de investimentos em carteira (títulos e ações) no Brasil já totalizou US$ 6,694 bilhões em março. Os valores incluem aplicações em rendas fixa e variável. O valor, em março, já é bem superior ao registrado no acumulado do primeiro bimestre deste ano, que foi de apenas US$ 456 milhões.
Inflação
Os analistas do mercado financeiro esperam uma inflação mais alta para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, foi feito um ajuste para cima em alguns dos indicadores de preços. A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) subiu de 5,20% para 5,42%. Já o do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) foi elevada de 5,36% para 5,43% Para 2009, as projeções dos dois índices estão em, respectivamente, 4,20% e 4,30%. Porém, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) -índice usado pelo governo para a meta de inflação- ficou inalterada em 4,44%. A meta de inflação para esse ano é de de 4,5%, com margem de tolerância dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Para o ano que vem, a projeção está em 4,30%.
Imóveis
A venda de casas usadas subiu nos Estados Unidos em fevereiro - o que não ocorria desde julho do ano passado. Segundo a NAR (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, na sigla em inglês), a alta sobre janeiro foi de 2,9%, com ritmo anual de 5,03 milhões de unidades. Porém, na comparação com fevereiro do ano passado, a retração é de 24%. O dado foi superior ao esperado pelos analistas, que era de 4,85 milhões de unidades. O preço médio das casas atingiu US$ 195,9 mil, com uma queda de 8,2% sobre os US$ 213,5 mil no mesmo mês de 2007. Trata-se, segundo a NAR, da maior desvalorização no acumulado de 12 meses já registrada. Já na comparação com janeiro, a queda foi de 1,9%.
Bear Stearns
Para evitar um conflito com os acionistas do Bear Stearns, o banco JPMorgan Chase aceitou ontem aumentar em cinco vezes sua oferta de compra da instituição em crise, pagando agora 10 dólares por ação, após assegurar o controle de 39,5% do seu capital. O aumento da oferta por parte do JPMorgan Chase acontece após os acionistas do Bear Stearns criticarem a oferta inicial de dois dólares por ação, equivalente a 236 milhões de dólares, pelo banco que estava à beira da falência. Nos últimos dias, esse preço foi cada vez mais contestado por alguns acionistas do Bear Stearns, que o consideravam baixo demais. O investidor Joseph Lewis, que detém 8,9% do capital, ameaçou procurar outros compradores. Ontem chegou-se a um novo acordo: o JP Morgan aceitou pagar cinco vezes mais, ou seja, 10 dólares por ação, o equivalente a 1,3 bilhão de dólares em títulos. O Bear Stearns, por sua vez, aceitou vender um pacote de 39,5% das ações que serão emitidas, sem precisar realizar um acordo com os atuais acionistas, graças à aplicação de uma cláusula de urgência. A operação deverá ser concluída em 8 de abril.
Bolsas na Ásia
Os mercados de ações da Ásia fecharam sem tendência definida, alguns deles sem referências externas devido ao feriado prolongado de Páscoa. Destaque negativo para China, que foi influenciada por fatores econômicos internos. Não houve negociações em Hong Kong e Austrália por ser feriado. Temores de aperto na liquidez e de um iminente aumento na taxa de juros levaram as Bolsas da China a encerrar o pregão em forte queda. O Xangai Composto caiu 4,5% e fechou aos 3.626,19 pontos, a menor pontuação de fechamento desde 5 de julho. Já o Shenzhen Composto perdeu 3,2% e terminou aos 1.135,16 pontos.
Tóquio
O principal índice da Bolsa de Tóquio iniciou a semana com leve queda, praticamente estável, em um pregão sem direção definida que registrou o volume de negociações mais baixo do ano. Segundo operadores, a quantidade de mercados fechados na sexta-feira e ontem deixou Tóquio sem exemplos nos quais se basear, mas as coisas devem melhorar com a abertura dos mercados dos EUA. O índice Nikkei 225 caiu 2,48 pontos, ou 0,02%, e fechou aos 12.480,09 pontos. O volume de negociações foi de 1,608 bilhão de ações.
Petróleo
O preço do barril de petróleo recuou nesta segunda-feira pela terceira vez consecutiva, dando continuidade ao movimento de correção iniciado na semana passada diante da tímida recuperação do dólar. No New York Mercantile Exchange (Nymex), a bolsa mercantil de Nova York, o barril de ''light sweet crude'' para entrega em maio perdeu 98 centavos para fechar em 100,86 dólares. Os preços do produto caíram agora mais de 10% em relação ao seu teto histórico de 111,80 dólares o barril, alcançado na segunda-feira passada. Em Londres, onde as operações eletrônicas são particularmente reduzidas devido ao feriado prolongado da Páscoa no Reino Unido, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em maio baixou 52 centavos, saindo da barreira simbólica dos 100 dólares, para 99,86. (Das Agências)

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