Dólar
O dólar ganhou mais um dia de vida com a continuada liquidação nas commodities nesta quinta-feira, que alimentou a forte recuperação da moeda norte-americana frente suas principais rivais, incluindo o euro, segundo analistas. O movimento de alta do dólar começou a ganhar impulso na quarta-feira, quando os preços do petróleo e ouro despencaram dos níveis recordes que tinham estabelecido no início da semana, o que levou os investidores a reverterem as massivas apostas que tinham acumulado contra a moeda norte-americana.
Bolsa
O feriado da Páscoa e a alta firme nas bolsas norte-americanas impediram a Bovespa de registrar o segundo dia consecutivo de baixas, estimulada pela queda generalizada nos preços das commodities. A melhora no desempenho dos papéis da Vale e da Petrobras ao longo da sessão abriram caminho para o Ibovespa inverter o sinal e fechar a quinta-feira em alta.
O índice encerrou a sessão aos 58.987,3 pontos, em elevação de 0,27%. Oscilou entre a mínima de 1,71%, aos 57.824 pontos, e a máxima de 0,58%, aos 59.170 pontos. Na semana, acumula perdas de 4,84%, no mês, de 7,09%, e no ano, de 7,67%. O volume financeiro totalizou R$ 4,912 bilhões, o segundo menor de março (atrás do dia 10, de R$ 4,899 bilhões).
Avanço
Mesmo com a divulgação de dados sobre a economia não tão animadores, as Bolsas americanas fecharam em alta de mais de 2% ontem. O Dow Jones Industrial Average – principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York – avançou 2,16%, aos 12.361,32 pontos, enquanto que o ampliado S&P 500 subiu 2,39%, a 1.329,51 unidades. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o Nasdaq Composite apurou ganhos de 2,18%, a 2.258,11 pontos.
Seguro
  Apesar dos ganhos na sessão de ontem, as negociações nos EUA, no entanto, operaram em meio a notícias negativas em relação à crise econômica americana. Os pedidos semanais de seguro-desemprego, por exemplo, tiveram a maior alta em dois meses ao registrar mais 22 mil solicitações. O maior número de desempregados é um sinal real de que a economia americana está em desaceleração, o que pode fazer os investidores voltarem a recuar.
Mau desempenho
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem, descoladas do mercado americano, pressionadas pelo mau desempenho das ações dos setores petrolífero e de mineração. A bolsa de Londres fechou com uma queda em seu índice FSTE-110 de 0,91%, a 5.595,20 pontos. Paris fechou em baixa com o índice CAC 40 perdendo 0,49%, a 4.533,72 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, registrou queda de 0,65%, a 6.319,99 pontos. Com a manutenção da queda dos preços das commodities, as empresas que negociam estes produtos acabam sofrendo recuo. São os casos,
por exemplo, das petrolíferas anglo-holandesa Shell
(-2,44%) e da mineradora Anglo American (-8,11%).

Óleo
A queda das commodities é um dos efeitos que a crise do ‘‘subprime’’ traz à ‘‘economia real’’. A iminência de uma recessão nos EUA faz com que aumentem os temores de uma queda no consumo do óleo no país, o que deixaria petróleo sobrando no mercado, aliviando a pressão da demanda e os preços. E como eles estavam supervalorizadas, puxados pelo crescimento econômico mundial dos últimos anos, tendem agora a recuar fortemente. O petróleo, por exemplo, recua pouco mais de 1%, a US$ 100,92 o barril, em Nova York. Durante a sessão, a commodity chegou a ser negociada abaixo dos US$ 100. O mercado financeiro, por outro lado, teve avanço ontem – dando um respiro temporário na crise do crédito imobiliário de alto risco (‘‘subprime’’). Ações do Barclays e do RBS, por exemplo, subiram porque o Banco da Inglaterra colocará à disposição dos bancos 5 bilhões de libras adicionais em cada semana, até a sua próxima reunião entidade.
Ásia
Em um dia de muitos feriados nos mercados de ações da Ásia – não houve negociações no Japão, Indonésia, Filipinas e Malásia –, as bolsas de valores apresentaram resultados divergentes nesta quinta-feira. A maioria delas foi influenciada pela severa queda dos preços das matérias-primas (commodities), com destaque para a baixa em Hong Kong. A realização de lucros nas companhias imobiliárias, por causa da redução da taxa de juros nos EUA que foi seguida por bancos locais, e a queda nas empresas de exploração de commodities, em virtude de preocupações de que a desaceleração da economia norte-americana irá prejudicar a demanda por matérias-primas, fizeram a Bolsa de Hong Kong fechar em forte baixa, antes do feriado prolongado de Páscoa. O índice Hang Seng perdeu 758,72 pontos, ou 3,5%, e encerrou aos 21.108,22 pontos, com moderado volume de negociações.
Perdas
As subsidiárias da Eletrobrás, especialmente Furnas, registraram pesadas perdas no mercado livre de energia elétrica em 2007, conforme o relatório ‘‘Informe aos Investidores’’ divulgado ontem pela holding estatal de energia elétrica, juntamente com as demonstrações financeiras. As perdas de Furnas atingiram R$ 1,173 bilhão na comercialização, enquanto a Eletronorte perdeu R$ 276 milhões. A Chesf, outra controlada da Eletrobrás, não detalhou as suas atividades de comercialização de energia elétrica em 2007. Nos outros segmentos do mercado, como geração e transmissão, as controladas da Eletrobrás registraram lucros.
Das Agências

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