MERCADO FINANCEIRO
Calmaria
O dólar comercial fechou ontem em baixa, aproveitando o dia calmo, sem a divulgação de grandes indicadores, nos mercados internacionais. A moeda americana recuou 0,53% e foi cotada a R$ 1,675 para a venda, nas últimas negociações do dia. O dólar turismo cedeu 1,10%, e fechou a R$ 1,790. Já a Bovespa seguiu com ganhos, em linha com o desempenho positivo das Bolsas americanas.
Reflexos
A alta nas Bolsas mundiais é reflexo do anúncio, divulgado terça-feira, da ação coordenada do Fed (Federal Reserve, o BC americano) com outros bancos centrais para injetar US$ 200 bilhões em dinheiro para instituições financeiras em dificuldade devido à crise do crédito imobiliário de alto risco (''subprime''). Como a agenda de indicadores nos Estados Unidos é fraca ontem, o mercado mantém o bom humor mostrado com a medida do Fed. Assim, consegue recuperar parte das perdas ocorridas nos pregões anteriores.
Euro
O Euro superou ontem pela primeira vez o marco de 1,55 dólar, empurrada pelos dados econômicos da zona euro que indicam que a produção industrial subiu mais que o esperado e pelas perspectivas pessimistas da economia americana. A moeda européia disparou, alcançando durante a tarde a cotação de 1,5559 dólares pela primeira vez na história, após a publicação dos dados que indicam que a produção industrial na zona euro subiu em janeiro 0.9% em relação ao mês anterior.
PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) por habitante no País cresceu 4%, já descontada a inflação, e chegou a R$ 13.515, em 2007, segundo o IBGE. Em 2007, as exportações cresceram 6,6% e as importações, 20,7%. Foi o segundo ano consecutivo em que as importações aumentaram mais do que as exportações. A necessidade de financiamento do Brasil em 2007 foi de R$ 4,5 bilhões, o que significa um déficit do País com o exterior.
IGP-M
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) registrou alta de 0,34% na primeira prévia deste mês, uma desaceleração contra o 0,42% registrado na primeira prévia de fevereiro. Os preços ao consumidor, que registraram deflação no período, contribuíram para a desaceleração. A primeira prévia do IGP-M de março compreende o intervalo entre os dias 21 e 29 do mês de fevereiro.
Deflação
Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve deflação de 0,17%, na primeira prévia de março, contra 0,16% um mês antes, com a redução nos preços no grupo Alimentação (de 0,03% para -0,70%). Os destaques foram frutas (0,38% para -3,49%), carnes bovinas (-1,11% para -2,29%) e arroz e feijão (3,20% para 0,08%).
Impostos
A arrecadação de impostos sobre produtos teve expansão recorde em 2007, com elevação de 9,1% em relação a 2006. Esse valor somou uma contribuição de R$ 367,9 bilhões para o resultado do PIB. O incremento recorde anterior fora constatado em 2000. Naquele ano, a arrecadação de impostos sobre produtos crescera 7,4%. Em 2004, quando o PIB teve o maior crescimento desde 1996, esse índice aumentou 6,4%.
Euforia
As Bolsas européias fecharam em alta ontem. Os investidores seguiram animados ao longo do pregão, pelo segundo dia consecutivo, com a decisão de o Federal Reserve (Fed, o BC americano), de atuar em coordenação com outros bancos centrais, para aliviar os efeitos da atual crise de crédito. A Bolsa de Londres subiu 1,51%, para 5.776,40 pontos; a Bolsa de Paris subiu 1,50%, para 4.697,10 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 1,15%, ficando em 6.
Alta
As bolsas de Tóquio e Hong Kong fecharam em alta ontem, com o otimismo dos investidores quanto à ação anunciada pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) na terça-feira, de oferecer US$ 200 bilhões a instituições financeiras para aliviar os efeitos da crise de crédito que abala os mercados mundiais. O índice Nikkei 225, da bolsa japonesa, fechou em alta de 1,6%, encerrando o pregão com 12.861,13 pontos - mas durante o dia chegou a subir 3,2%. Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong subiu 1,9%, fechando o dia com 23.422,76 pontos.
Déficit
O governo federal dos EUA registrou um déficit orçamentário de US$ 175,56 bilhões em fevereiro, um recorde para qualquer mês do ano, segundo informou o Departamento do Tesouro. O déficit orçamentário de fevereiro ficou 46% acima do déficit de US$ 119,99 bilhões registrado em igual mês de 2007. Em janeiro, o governo registrou um superávit orçamentário de US$ 17,84 bilhões, dado que não foi revisado. Em fevereiro, as despesas somaram US$ 281,29 bilhões, um aumento de 17% em comparação com igual mês de 2007.
Recorde
O preço do petróleo bruto ultrapassou pela primeira vez o teto de US$ 110 o barril ontem em Nova York, batendo um novo recorde histórico. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril ''light sweet'' para entrega em abril terminou a sessão perto deste teto simbólico de US$ 110. Em relação à véspera, ganhou 1,17 dólar, fechando em 109,92 dólares. O mercado do petróleo bateu mais uma vez seus próprios recordes, tanto em Nova York quanto em Londres, paralelamente a uma nova queda do dólar, que empurra os investidores para os mercados das matérias-primas.
(Das Agências)





