Avanço
O nervosismo do mercado financeiro com a economia americana repercutiu com força nos negócios domésticos de câmbio, puxando o preço da moeda dos EUA de volta ao patamar de R$ 1,70. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 1,706 na venda, com avanço de 1,30%. E nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,810 (venda), com acréscimo de 1,11%.

Projeções
O mercado financeiro deixou praticamente estáveis as projeções para os principais indicadores econômicos deste ano e do próximo. A previsão para o IPCA, índice usado pelo governo para medir a inflação, sofreu um ligeiro reajuste para cima, segundo o Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. A projeção do IPCA de 2008 passou de 4,41% para 4,42%. A meta de inflação para esse ano é de de 4,5%, com margem de tolerância dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Para o ano que vem, a projeção permaneceu em 4,30%.

Taxa Selic
A previsão para o IGP-DI foi mantida em 5,19% e a do IGP-M, em 5,22%. Para 2009, as projeções dos dois índices estão em, respectivamente, 4,20% e 4,35%. Em relação aos juros, os analistas mantiveram a previsão de que a Selic irá terminar o ano em 11,25% ao ano, mesmo valor de hoje. Para 2009, a aposta é que a Selic chegue a 10,50%. Os analistas esperam ainda que o PIB tenha uma expansão de 4,50% neste ano e que a produção industrial cresça 5,04%, ante 5% do levantamento anterior.

Investimentos
A projeção do PIB para o ano que vem foi reduzida de 4,03% para 4%. Para este ano, a expectativa é que US$ 29 bilhões em investimentos estrangeiros entrem no país. A expectativa para a balança comercial é que ela termine o ano com o saldo positivo em US$ 29 bilhões, US$ 1 bilhão a menos do que o registrado no levantamento anterior. Já o dólar, segundos os analistas, deve chegar a dezembro cotado a R$ 1,78, ante R$ 1,79 do levantamento anterior.

Balança comercial
A balança comercial registrou déficit de US$ 159 milhões na primeira semana de março, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. O resultado é a diferença entre exportações de US$ 3,228 bilhões e importações de US$ 3,387 bilhões. Na semana, as exportações brasileiras, com média diária de US$ 645,6 milhões, apresentaram alta de 10,2% sobre o desempenho do mês de março de 2007 (US$ 585,9 milhões), e queda de 4,2% sobre fevereiro (US$ 673,7 milhões).

Importações
Pelo mesmo critério, as importações (média diária de US$ 677,4 milhões) apresentaram alta de 55,5% sobre o desempenho em março do ano passado (US$ 435,6 milhões), e 8% em relação a fevereiro de 2008 (US$ 627,3 milhões). No ano, até a primeira semana de março (46 dias úteis), o saldo comercial é de US$ 1,667 bilhão, 73% abaixo sobre os US$ 5,634 bilhões acumulados no mesmo período de 2007.

Petrobras
A ExxonMobil teria retirado do pacote de seus ativos da América Latina, que negocia desde o ano passado, a venda dos negócios na Argentina. A informação é do site do jornal Ámbito Financiero e confirma as versões de que a Petrobras estaria negociando com a Esso a compra de alguns ativos, mas a Argentina ficaria de fora por causa da oposição do governo de Cristina Fernández de Kirchner à operação. A Petrobras teria que se contentar com os ativos da Esso no Brasil.

Recorde
O preço do barril de petróleo superou ontem a barreira dos US$ 108 em Nova York pela primeira vez na história, impulsionado pela desvalorização do dólar e a preocupação com a escassez da oferta, com um recorde absoluto de US$ 108,17 dólares. A marca anterior de US$ 106,54, foi registrada semana passada. O vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney pedirá na próxima semana à Arábia Saudita, membro importante da Opep, que pressione o cartel para que faça um esforço para conter a alta incontrolável do preço do petróleo.

Europa
As Bolsas européias fecharam em baixa ontem. As preocupações dos investidores quanto à economia dos EUA fez com que as ações das empresas ligadas ao setor de commodities caíssem. A alta nos preços do petróleo fez com que os temores sobre a pressão da inflação também ganhassem o primeiro plano. A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,24%, com 5.629,10 pontos; a Bolsa de Paris caiu 1,13%, para 4.566,99 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,01%, ficando com 6.448,08 pontos; a Bolsa de Amsterdã caiu 1,64%, para 427,96 pontos.

Inflação
As bolsas chinesas fecharam em baixa acentuada ontem, após a divulgação do índice de inflação no atacado na China referente a fevereiro. O índice geral da Bolsa de Xangai fechou em baixa de 3,6%, aos 4.146.30 pontos. Foi o menor valor para um encerramento desde 20 de julho (quando chegou a 4.058,85 pontos). O Índice de Preços por Atacado, que mede as mudanças nos preços dos bens vendidos quando saem da fábrica, aumentou 6,6% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2007, principalmente, devido à alta do preço do petróleo.

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