MERCADO FINANCEIRO
Lucro
O HSBC Bank Brasil registrou lucro líquido de R$ 1,24 bilhão em 2007, o maior resultado desde início de suas operações no país em março de 1997, informou a empresa ontem. O resultado foi 31% maior em relação a 2006, impulsionado pelo crescimento de 33% na carteira de crédito, que atingiu R$ 33,4 bilhões. Os ativos totais avançaram 21%, passando de R$ 58,26 bilhões para R$ 70,75 bilhões. O retorno sobre patrimônio foi de 26,95% em 2007.
Prejuízos
O Banco Popular do Brasil, subsidiária do Banco do Brasil especializada em microcrédito, fechou 2007 com prejuízo líquido de R$ 16,217 milhões, valor 60% inferior aos R$ 40,476 milhões apurados no exercício anterior. As receitas de intermediação financeira caíram 4,3% no intervalo, de R$ 23,392 milhões para R$ 22,392 milhões. O resultado bruto de intermediação financeira, que tinha sido negativo em R$ 15,603 milhões em 2006, fechou o ano de 2007 positivo em R$ 7,135 milhões.
Crédito de carbono I
A liquidação financeira do primeiro leilão de venda de crédito de carbono de propriedade da prefeitura de São Paulo ocorreu na última quinta-feira. O leilão foi realizado no dia 26 de setembro do ano passado na plataforma eletrônica da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Foram 808,45 mil toneladas de gás carbônico, geradas pelo Projeto Bandeirantes de Gás de Aterro e Geração de Energia, nos termos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Crédito de carbono II
Os papéis foram disputados por 14 participantes e o vencedor foi o banco europeu Fortis Bank, com um lance de 16,20 euros por tonelada, totalizando 13,09 milhões de euros. Conforme comunicado da BM&F, a liquidação física da operação (isto é, entrega dos créditos de carbono vendidos) ocorreu na conta do comprador no Sistema de Registro do MDL, administrado pelo Secretariado da ONU, na Alemanha.
Confiança
Os economistas do setor privado estão perdendo a confiança no tratamento da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), em meio aos riscos tanto para o crescimento econômico do país quanto para a inflação americana, conforme pesquisa divulgada ontem pela National Association for Business Economics (Nabe). Dos 259 membros entrevistados pela Nabe, apenas 48% julgam que a política monetária do Fed está ''quase certa'', fortemente abaixo dos 72% vistos no fim de agosto e 81% há um ano.
Crise
Desde a última pesquisa semestral da Nabe, em agosto de 2007, o Fed baixou a taxa de juros em 2,25 pontos porcentuais para conter os efeitos da crise imobiliária e de crédito. Atualmente, o juro básico nos EUA está em 3% ao ano. No entanto, a inflação vem subindo nesse meio tempo, complicando a tarefa do Fed. Para 34% dos entrevistados, a política monetária é ''muito estimulante'', praticamente o triplo do que em agosto.
Atividade industrial
O índice de atividade do setor industrial dos Estados Unidos, calculado pelo (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês), recuou de 50,7% em janeiro para 48,3% em fevereiro. Trata-se da menor porcentagem desde abril de 2003. Um índice inferior a 50% no índice sugere uma retração na atividade industrial. Apesar da queda, o dado pode ser visto positivamente pelo mercado. Os analistas do setor esperavam que o índice ficasse em 48% no mês.
Preocupações
As principais Bolsas européias fecharam em baixa ontem, pela quarta sessão seguida, com as preocupações dos investidores sobre a possibilidade de uma recessão nos EUA. Dados do setor bancário também influenciaram os pregões. A Bolsa de Londres fechou com um retrocesso de 1,12% em seu principal indicador, o Footsie 100, que ficou em 5.818,60 pontos. Frankfurt também fechou em queda, de 0,86%, com o Dax nos 6.689,95 pontos. Paris fechou no vermelho de 1%, com o CAC 40 em 4.742,66 pontos.
Papéis
Já o índice FTSEurofirst 300 , que agrupa os principais papéis do continente, fechou em queda 1,36%, a 1.297 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 1,2%, a 25.381 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 desvalorizou de 2,34%, para 12.862 pontos. Segundo dados divulgados ontem, o setor manufatureiro nos Estados Unidos contraiu no mês passado, mas não tanto quanto se esperava, o que ajudou o mercado a recuperar um pouco das perdas do dia.
Perdas
A Bolsa de Tóquio fechou abaixo dos 13 mil pontos pela primeira vez desde 23 de janeiro. O índice Nikkei caiu 4,49%, para 12,992,18 pontos. O Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, caiu 4,01%, para 1.271,15 pontos. O motivo das quedas também foram as perdas em Wall Street na semana passada que afetaram a confiança dos investidores ainda mais sobre a economia dos EUA.
Lucros
A valorização do iene diante do dólar também afetou o rumo dos negócios ontem: a moeda americana foi cotada a 103,17 ienes, contra 103,96 ienes na cotação final em Nova York na sexta-feira. O recuo do dólar diante do iene prejudica as exportações japonesas - os produtos japoneses se tornam mais caros nos mercados externos e perdem competitividade, afetando os lucros das empresas. Entre as ações que mais caíram estiveram as da Honda Motor (-5,8%), Fanuc (-8,7%) e da TDK (-6,5%).





