Em alta

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,691 para venda, com avanço de 1,31%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,790 (venda), com acréscimo de 0,56%. No ano, o preço da moeda americana acumula decréscimo de 4,84%. No mês, de 3,97%.

Expectativas

Embora profissionais de mercado tenham reservas em assumir uma previsão de curto prazo para a taxa de câmbio, havia uma expectativa de que, após nove dias consecutivos de queda, o preço da moeda americana teria algum repique ontem. Quando o dólar caiu abaixo de R$ 1,70, profissionais de mercado já haviam notado o aumento da procura pela moeda.

Movimento
''É final de mês e muitos devem ter entrado no mercado por conta de remessas de lucros. O movimento dos negócios foi bastante normal, com um volume só um pouco abaixo da média. O Banco Central entrou, mas não fez nada diferente do habitual'', comentou João Carlos Reis, gerente de tesouraria da corretora Prime.

Ofertas
O BC promoveu leilão de câmbio às 15h39 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6894 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 191,541 bilhões.

Juros futuros
As taxas projetadas para 2008 e 2010 ficaram mais altas no mercado futuro de juros - que baliza as tesourarias dos bancos - da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 avançou de 11,11% ao ano para 11,12%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,77% para 11,76%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,41% para 12,44%.

Interrupção
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) interrompeu a sequência de sete pregões consecutivos de ganhos, com o derrocada das Bolsas americanas, e teve fortes perdas na jornada de ontem. No mês, a Bolsa acumula ganhos de 6,72% e, no ano, tem queda de 0,62%.

Normal
''Hoje (ontem) foi um dia de realização normal, que já era esperado. Lá fora estava caindo há dias e enquanto a Bolsa estava ''descolada'. Alguns papéis subiram mais de 3%, 5% na semana, e nesse momento, muita gente aproveita para realizar. Agora, nas últimas horas vimos muita gente aproveitando os preços para comprar novamente e colocar ações no bolso'', comentou Rogério Nunes, operador da corretora Walpires. O Ibovespa, ''termômetro'' dos negócios na Bolsa, finalizou o dia em queda de 3,15%, aos 63.489 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,5 bilhões.

Opções
Num dia de realização, os investidores optam justamente pelas ações de maior liquidez para sair do mercado, no caso, Petrobras e Vale do Rio Doce. O lucro recorde da mineradora, acima das expectativas dos analistas, não impediu que a ação preferencial despencasse 5,02%, para R$ 49,86. A ação da estatal petrolífera, por sua vez, retrocedeu 5,45%, para R$ 81,45 ontem.

Variação
Entre as principais notícias do dia, o governo americano informou que o índice de inflação PCE, o mais influente na política monetária dos EUA, teve variação de 0,4% em janeiro. O chamado núcleo do índice, que exclui preços de energia e alimentos, teve alta de 0,3%, ambos os números em linha com as expectativas dos analistas de bancos e corretoras.

Moderação
O mercado reagiu com moderação aos números sobre renda e gastos dos consumidores americanos, que mostraram desempenho um pouco melhor que o previsto por analistas: a renda cresceu 0,3%, ante estimativas de 0,2%, enquanto os gastos subiram 0,4%, ante projeções de 0,2%.

Bolsas européias
As principais bolsas de valores européias fecharam em baixa ontem, com os investidores nervosos com relação a saúde do setor financeiro e a extensão do declínio econômico global, segundo traders e analista. ''Até agora, os mercados de ações prosseguiam com uma alegria alheia ao crescente cenário de recessão em formação nos EUA. Mas os mercados agora receberam a mensagem que as coisas não estão tão róseas assim'', disseram os estrategistas de ações do Saxo Bank na Dinamarca.

Em Londres
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 81,4 pontos (1,36%), em 5.884,3 pontos. Na semana, o FT-100 acumulou uma queda de 0,07%. No mês de fevereiro, o índice acumulou uma alta de 0,07%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 74,57 pontos (1,53%), em 4.790,66 pontos. Na semana, o CAC acumulou uma queda de 0,70%. Em fevereiro, o índice acumulou uma queda de 1,62%.

Efeitos
Os fracos indicadores da zona do euro tiveram o efeito de moderar o mercado, incluindo o dado de sentimento da região, que mostrou um acentuado colapso na confiança no último ano. Além disso, a inflação de janeiro na zona do euro foi confirmada em 3,2%, em linha com a estimativa inicial divulgada no final do mês passado. ''Outra rodada de fracos números ressaltou mais a probabilidade de crescimento muito mais fraco do que o BCE (Banco Central Europeu) e outras projeções esperavam'', disse Ken Wattret, economista do BNP Paribas.

Das agências

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