Menor cotação
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,712 para venda, em declínio de 0,75%, nos últimos negócios de ontem. Trata-se da menor cotação desde 26 de maio de 1999. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,830 (venda), em retração de 1,61%. O Banco Central realizou leilão de câmbio logo pela manhã, às 11h20, e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,7090 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 188,225 bilhões.

Patamar
Para profissionais de corretoras, o preço da moeda dos EUA pode estabelecer um novo patamar em R$ 1,71 ou R$ 1,70 nesta semana, devido ao ingresso contínuo de dólares, não apenas para o mercado acionário. Outros nem preferem estabelecer um ''piso'' para a taxa de câmbio. O preço do dólar oscilou entre a cotação mínima de R$ 1,702 e a máxima de R$ 1,716 nos negócios de ontem.

Atrativos
Operadores apontam que o diferencial entre juros americanos e brasileiros é o maior atrativo para investidores estrangeiros, principalmente num período em que os EUA enfrentam o risco de uma recessão e podem rebaixar ainda mais a taxa básica de juros, hoje em 3% ao ano.

Credor
Entre as principais notícias do dia, o BC informou ontem que as reservas do País, pela primeira vez, ultrapassaram a dívida externa, tornando o Brasil um credor externo. Economistas, tanto do Brasil quanto do exterior, têm apontado os fundamentos econômicos como um dos principais motivos pelo qual o País tem sofrido relativamente pouco com os desdobramentos da crise americana.

Juros futuros
As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 voltaram a cair mercado futuro de juros - que baliza as tesourarias dos bancos - da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,13% ao ano para 11,12%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 11,71% para 11,68%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada baixou de 12,37% para 12,34%.

Amparos
O reajuste do preço do aço anunciado pela ArcelorMittal, a expectativa de que um investment grade pode sair ao Brasil antes do que se previa e a notícia de que o País virou credor líquido externo pela primeira vez na história ampararam a alta da Bolsa de Valores de São Paulo ontem, apesar de suas equivalentes nos Estados Unidos terem fechado com queda firme, depois de um indicador ruim divulgado pela unidade de Filadélfia do Federal Reserve.

Em alta
O comportamento das bolsas norte-americanas, juntamente com a queda do petróleo, no entanto, impediram a Bolsa paulista de manter até o fechamento o patamar de 64 mil pontos reconquistado logo no início da sessão. A Bolsa paulista encerrou a sessão praticamente estável, em alta de 0,07%, aos 63.792,2 pontos. Oscilou entre a mínima de 63.620 pontos (-0,20%) e a máxima de 64.631 pontos (+1,39%).

Acumulado
Com tal desempenho, a expectativa de zerar as perdas acumuladas em 2008 não se efetivou ontem e a Bolsa registra queda de 0,15% em 2008 e alta de 7,23% no mês. O volume financeiro negociado ontem totalizou R$ 5,905 bilhões. O Dow Jones fechou em queda de 1,15%, o S&P, de 1,29% e o Nasdaq, de 1,17%.

Sustentação
Aqui, Gerdau PN subiu 0,06%, Gerdau ON, +1,90%, Usiminas PNA, +5,54% (liderou as altas do Ibovespa), CSN ON, +2,34%, Metalúrgica Gerdau ON, +2,09%, Metalúrgica Gerdau PN (+1,24%). Juntas, estas ações permitiram à Bovespa se sustentar em alta na maior parte do dia e, quando viraram, registrar queda bem inferior às registradas por Dow Jones e cia.

Exceção
Vale foi exceção no setor, já que passou por uma realização de lucros depois dos ganhos da semana e também por causa da fuga dos estrangeiros depois de um indicador ruim anunciado nos Estados Unidos e que azedou o humor lá durante toda a sessão. Vale ON fechou em baixa de 0,33% e Vale PNA, -0,30%. Petrobras, outra blue chip do Ibovespa, também pesou negativamente ontem, acompanhando a queda do petróleo no exterior. O contrato para abril da commodity negociada na Nymex recuou 1,47%, para US$ 98,23.

No País
Por aqui, Petrobras ON teve variação de -1,54% e PN, de -1,74%, esta com giro de R$ 836,5 milhões. Além do corporativo, o macroeconômico continuou ajudando a Bovespa ontem, com os investidores ainda entusiasmados com a possibilidade de um investimento grande em breve. As agências de classificação de risco descartaram isso para logo, embora, como destacou a Fitch, ''o Brasil nunca esteve tão perto de obter o rating do que está agora''.

Surpresas
Para reforçar esta avaliação da agência, o Banco Central surpreendeu o mercado ontem ao divulgar relatório Focus com o tema ''Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil, Evolução Recente''. O documento informa que o Brasil, enfim, conseguiu se tornar credor líquido externo, o que nunca havia acontecido antes. O objetivo do relatório, acreditam os especialistas, foi exibir o País.

Das agências

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