Menor cotação

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,725 para venda, em declínio de 0,46%, nos últimos negócios de ontem. Trata-se da menor cotação desde 31 de maio de 1999. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,860 (venda), em alta de 0,54%.

Tensão
Logo pela manhã, o mercado ficou tenso com os números do CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, acima das expectativas dos analistas do setor financeiro. Uma inflação alta afeta o espaço de ''manobra'' do Federal Reserve, o banco central americano, para voltar a reduzir os juros americanos, medida para evitar uma possível recessão no país mais rico do planeta.

Tendência
A taxa de câmbio, no entanto, retomou a tendência predominante de queda nas últimas horas. Profissionais de mercado relataram uma forte entrada de recursos, da ordem de US$ 1,5 bilhão, supostamente como parte da aquisição de uma grande mineradora brasileira para uma multinacional. O Banco Central realizou leilão de câmbio às 15h23 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,7291 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 188,423 bilhões.

Juros futuros
As taxas projetadas para 2009 e 2010 cederam no mercado futuro de juros - que baliza as tesourarias dos bancos - na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,13% ao ano, pelo segundo dia; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 11,75% para 11,71% no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,39% para 12,37%.

Positivo
O Banco Central informou ontem que o fluxo cambial em nove dias úteis de fevereiro (até o dia 15) ficou positivo em US$ 1,048 bilhão. O resultado foi determinado pela contribuição positiva de US$ 1,482 bilhão da conta comercial. Esse saldo foi gerado por exportações de US$ 5,505 bilhões e importações de US$ 4,023 bilhões no período. Na conta financeira, o resultado foi negativo em US$ 434 milhões até o dia 15 - saída de US$ 12,227 bilhões do País e ingresso de US$ 11,793 bilhões.

Acumulado
Com a prévia divulgada ontem, o fluxo cambial acumulado neste ano está negativo em US$ 1,309 bilhão, decorrente de um saldo comercial positivo de US$ 5,655 bilhões, mas fluxo financeiro negativo de US$ 6,964 bilhões. Em igual período de 2007, o fluxo cambial estava positivo em US$ 7,822 bilhões.

Bolsas européias
As bolsas de valores européias fecharam em queda ontem, depois de vários informes de resultados de empresas importantes decepcionarem os investidores. ''À medida que os mercados continuam a cair, a seleção de ações vai se tornando cada vez mais importante. A qualidade dos lucros das empresas será escrutinada e as empresas vencedoras serão aquelas que cumprirem suas promessas de lucro'', comentou um corretor.

Resultados
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 73,3 pontos (1,23%), em 5.893,6 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 73,02 pontos (1,49%), em 4.812,81 pontos. Um trader atribuiu a queda à influência da abertura em baixa das Bolsas dos EUA; segundo ele, os investidores não têm como afastar a preocupação com a possibilidade de uma recessão nos EUA. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-DAX em queda de 102,61 pontos (1,47%), em 6.899,68 pontos.

Fraco desempenho
Os mercados de ações asiáticos tiveram fraco desempenho ontem, influenciados por fatores internos e pela alta no preço do petróleo em Nova York. A retração em Wall Street, na volta após o feriado de segunda-feira nos EUA, também pesou.

Em queda
O declínio nas bolsas regionais, em particular no Japão, e a realização de lucros entre as ações de companhias financeiras chinesas levaram a Bolsa de Hong Kong a fechar em baixa, apagando os ganhos do início do pregão. O índice Hang Seng perdeu 532,59 pontos, ou 2,2%, e fechou aos 23.590,58 pontos, com moderado volume de negociações.

China
O plano do Shanghai Pudong Development Bank de obter 40 bilhões de yuans com a venda de 1 bilhão de papéis tipo A (denominados em yuan) elevou as preocupações de que o mercado acionário chinês possa ser inundado com ações. Isso fez com que os índices de bancos e das Bolsas da China fechassem em queda. O Xangai Composto caiu 2,1% e encerrou aos 4.567,03 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,3% e terminou aos 1.417,02 pontos.

Temores
O principal índice da Bolsa de Tóquio registrou forte queda ontem, depois que o preço do barril de petróleo superou a marca de US$ 100 ontem na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), alimentando os temores de investidores de que a alta dos preços das commodities terá forte influência na economia global e nos lucros das empresas. O índice Nikkei 225 caiu 447,54 pontos (-3,3%) para 13.310,37 pontos.

Das agências

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