Retração

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,733 na venda, em retração de 0,17% nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,850 (venda), um declínio de 0,53%. O Banco Central realizou leilão de câmbio às 11h51 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,7303 (taxa de corte). Até segunda-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 188,673 bilhões.

Quase o menor
Em um dia sem indicadores econômicos importantes, e com boas notícias nos EUA, o mercado de câmbio chegou a ceder para seus menores níveis desde 1999: a cotação mínima registrada foi R$ 1,728 no decorrer dos negócios, sendo a máxima R$ 1,737 ontem.

Justificativa
Profissionais de mercado citam a diferença entre os juros americanos (3% ao ano) e brasileiros (11,25%) como a explicação básica para justificar a tendência predominante de queda das taxas de câmbio. Na metade do final da jornada, a taxa teve um repique e voltou para os R$ 1,73, com a cautela dos participantes do mercado financeiro diante da pesada agenda econômica de amanhã.

Más notícias
''Amanhã (hoje) tem o CPI - inflação dos EUA -, e além disso tem a minuta do Fomc, que provavelmente não vai trazer um quadro positivo da economia americana. O Bernanke, presidente do BC americano, na semana passada, já não deu boas notícias. Nesse caso, o mercado fica mais cauteloso, seletivo'', comenta Ideaki Iha, analista da corretora Fair.

Referência
Iha faz referência ao duro discurso pronunciado por Ben Bernanke, o titular do Federal Reserve, na semana passada, que não se furtou a apontar os pontos mais frágeis da economia americana. O discurso gerou uma divisão entre analistas, já que alguns interpretaram como uma sinalização de que o ''Fed'' voltaria a cortar os juros em sua reunião programada para março, enquanto uma parcela já aposta na manutenção da taxa básica em 3% ao ano.

Dependência
Por esse motivo, o resultado do CPI, índice de preços ao consumidor dos EUA, será fundamental para consolidar as expectativas do mercado financeiro. ''Se o CPI mostrar um número bom, pode indicar que o Fed não terá tantas restrições para voltar a cortar os juros'', afirma Iha.

Juros futuros
As taxas projetadas para 2009 e 2010 subiram no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,13% ao ano; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,60% para 11,75% no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,35% para 12,39%.

Estresse
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não sustentou a recuperação da parte da manhã e encerrou os negócios de ontem em queda. O mercado reagiu com estresse à disparada dos preços do petróleo, que ontem chegou à cotação histórica de US$ 100 o barril.

Preocupação
O preço recorde da commodity preocupa porque afeta diretamente a inflação americana, num período em que o mercado financeiro conta com ação do Federal Reserve, isto é, com novos cortes de juros, para evitar que os EUA caiam em uma recessão.

Desvalorização
O Ibovespa, termômetro dos negócios, desvalorizou 0,80% no fechamento, aos 62.296 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,11 bilhões. A ação preferencial da Vale, que ontem movimentou sozinha R$ 1 bilhão, sofreu perdas de 0,49%, para R$ 48,62 no pregão de ontem e contribuiu para a derrocada da Bovespa. A ação da Petrobras, outro papel importante da Bovespa, teve alta de 0,41%, para R$ 85,30 ontem.

Reflexo
''Lá fora, o mercado estressou por causa do petróleo, o que afetou os negócios na Bovespa. Também temos que lembrar que a ação ontem (segunda-feira) subiu em torno de 5%. No caso da Petrobras, a alta da commodity ajudou a sustentar os preços'', comenta uma corretora.

Na Justiça
Entre outras notícias, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) conseguiu na Justiça que a Vale continue a fornecer pelotas de minério de ferro, após a suspensão do abastecimento pela mineradora. A Vale afirmou que deve recorrer da decisão, que determina multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A ação ordinária da siderúrgica teve ganho de 3,64%, sendo negociada a R$ 66,02.

Setor aéreo
As ações do setor aéreo foram os principais destaques negativos do dia. A fabricante de aviões Embraer comunicou que a egípcia EgyptAir confirmou seis pedidos firmes, numa encomenda total de US$ 189 milhões, com início das entregas previsto para 2009.

Perdas
A empresa também publicou suas projeções para o mercado asiático, estimando uma demanda de 1.270 jatos (valor de US$ 42 bilhões) para os próximos 20 anos para países asiáticos da região do Pacífico. A ação ordinária da empresa, que valorizou na parte da manhã, encerrou o pregão de ontem em baixa de 1,04%, para R$ 18,90. A ação da Gol amargou perda de 4,98%, para R$ 30,52, enquanto a ação da TAM despencou 7,38%, para R$ 35,75.

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