MERCADO FINANCEIRO
Em alta
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,753 para venda, em alta de 0,11%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,880, com avanço de 0,53%. Profissionais de mercado contavam com um repique na taxa de câmbio, após os dias consecutivos de perdas, com o momento de calmaria dos mercados financeiros. Sob efeito do duro discurso de Ben Bernanke, o titular do banco central americano, e dos indicadores econômicos frustrantes revelados ontem, as Bolsas de Valores voltam a ceder, enquanto a taxa de câmbio teve uma modesta alta.
Contribuições
O Banco Central também contribuiu para o ajuste dos preços. A autoridade monetária realizou leilão às 15h23 e aceitou ofertas dos ''dealers'' por R$ 1,7533 (taxa de corte). Até quinta-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 188,282 bilhões.
Pouco
''Hoje (ontem) não teve muita entrada de recursos, e o mercado teve uma sexta-feira bem calma, com os índices estrangeiros se sobrepujando às notícias positivas por aqui. O Banco Central entrou perto do final dos negócios, mas pelas nossas estimativas, comprou bem pouco'', comentou um corretor
Juros futuros
As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 ficaram mais altas no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 subiu de 11,14% ao ano para 11,15%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,69% para 11,78%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,38% para 12,46%.
Perdas
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou o pregão de ontem com perdas moderadas, no que alguns analistas atribuíram a uma realização de lucros (venda de ações valorizadas), após a sequência de ganhos da semana. O Ibovespa, principal índice de ações, retraiu 0,89% no fechamento, aos 61.271 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,13 bilhões. Na Europa, as principais Bolsas de Valores também fecharam com perdas, a exemplo de Londres (retração de 1,55%) e Frankfurt (que teve perdas de 1,86%).
Interrompida
A recuperação dos mercados foi interrompida quinta-feira com a reação negativa ao discurso de Ben Bernanke. A realização de lucros (venda de papéis valorizados nos últimos dias) continuou ontem, com os indicadores fracos da economia americana.
Reflexos
O setor industrial refletiu os efeitos da desaceleração da economia, com alta de apenas 0,1%, repetindo o desempenho de dezembro. A Universidade de Michigan apurou que o índice de confiança do consumidor americano recuou de 78,4 em janeiro para 69,6 em fevereiro, o menor nível desde fevereiro de 1992. O resultado desse índice assusta, porque, em tese, sinaliza uma disposição menor do cidadão americano para ir às compras, já que o consumo é justamente uma das principais alavancas da economia americana.
Lucros
A companhia aérea Gol anunciou lucro de R$ 268,53 milhões em 2007, um recuo de 60,7% em relação ao resultado de 2006. O resultado decepcionou os analistas de bancos e corretoras, que apontaram os efeitos da absorção da Varig no balanço da empresa. A ação preferencial desvaloriza 1,98%, sendo negociada a R$ 33,11 no pregão de ontem. A ação preferencial sofreu queda de 4,97%, sendo negociada a R$ 32,10 no pregão de ontem.
Boas vendas
O grupo Pão de Açúcar comunicou aumento de 15,8% nas vendas em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2007, impulsionada pela comercialização de produtos eletrônicos e utilidades domésticas. A ação preferencial da empresa cede 2,51%, negociada a R$ 32,50 ontem. A ação preferencial recuou 2,54%, para R$ 32,49 ontem.
Recorde
A Vale do Rio Doce informou produção recorde de todos os minérios que explora, no ano de 2007. Somente no caso do minério de ferro, a produção teve incremento de 12%. A Vale é a maior mineradora mundial de ferro. A ação preferencial teve baixa de 1,94%, para R$ 46,50 ontem.
Perspectivas
Em relatório para investidores, a corretora Spinelli projetou o Ibovespa em torno de 80 mil pontos no final deste ano, enquanto o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, deve atingir a casa dos 14 mil pontos (hoje gira em torno dos 12.300 pontos).
Análise
''Acredita-se que boa parte da correção nos mercados dos EUA e Europa também já esteja precificada nos ativos, abrindo espaço para que, em função da atual política de redução dos juros, levada a cabo pelo Fed, e que deve ser seguida pelo Banco Central Europeu, os mercados tenham espaço para recuperação ao longo do ano de 2008'', pondera a equipe de analistas da corretora.
Riscos
A equipe da Spinelli não despreza o risco de uma recessão nos Estados Unidos, mas aposta em um cenário de ''soft landing'' (desaceleração suave da economia), considerando os efeitos dos recentes cortes de juros e as medidas de estímulo fiscal e socorro aos devedores anunciadas pela Casa Branca.
Das agências





