Em alta

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,751 para venda, em alta de 0,40%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,870, sem variação sobre o valor final de quarta-feira. O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio às 15h01 e aceitou ofertas dos ''dealers'' por R$ 1,7480 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais atingia US$ 188,406 bilhões.

Reações
O mercado financeiro reagiu com nervosismo ao discurso de Ben Bernanke, presidente do banco central americano, o Fed (Federal Reserve). A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que operava em alta, passou a cair, e a taxa de câmbio, que declinava, teve um repique nas últimas horas de negócios.

Sinais
Em discurso no Congresso local, o titular do Fed sinalizou que está disposto a reduzir os juros americanos caso as condições da economia se deteriorem ainda mais. E descreveu o cenário base da autoridade monetária dos EUA: crescimento lento, mas sem recessão, melhorando no segundo semestre.

Interpretações
Analistas do setor financeiro interpretaram, no entanto, que Bernanke reforçou a tese de que não haverá novos cortes de juros salvo no caso de uma piora real da economia. A próxima reunião do Fed para decidir os rumos da política monetária está marcada para março. Em janeiro, o BC americano cortou os juros básicos por duas vezes, para 3% ao ano.

Juros futuros
As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 oscilaram sem direção única no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,14% ao ano; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,70% para 11,69%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 12,35% para 12,38%.

Interrompido
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) virou tendência e interrompeu a sequência de quatro pregões com alta das ações brasileiras, ontem. O mercado reagiu com nervosismo ao discurso de Bernanke. O Ibovespa, indicador que reflete o valor de mercado das empresas, cedeu 1,23% no fechamento, aos 61.818 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5,28 bilhões. Na Europa, as principais Bolsas de Valores encerraram os negócios praticamente estáveis, a exemplo de Londres (baixa de 0,01%) e Frankfurt (ganho de 0,06%).

Virada
O discurso de Bernanke foi o ponto de virada do mercado financeiro na jornada de ontem. Ele sinalizou novamente que há disposição em voltar a reduzir os juros americanos caso as condições da economia se deteriorem ainda mais. No entanto, não se furtou em apontar os vários problemas dos EUA, entre eles, o enfraquecimento do mercado de trabalho, e a queda nos preços dos imóveis e das ações, o que deve afetar o consumo nos próximos meses.

Recuperação
O titular do Fed sinalizou, no entanto, que espera alguma recuperação do crescimento no segundo semestre, quando o país já poderá sentir, em tese, os efeitos dos cortes dos juros e do plano de estímulo fiscal sancionado quarta-feira pelo presidente do EUA, George W. Bush.

Lucros
Entre outras notícias do dia, o Unibanco anunciou lucro de R$ 3,448 bilhões (incluindo os eventos extraordinários), um crescimento de 97%. Sem considerar os ganhos extraordinários, a instituição financeira teve lucro de R$ 2,3 bilhões, um crescimento de 17%. A ''unit'' do banco subiu 0,17%, a R$ 22,39 no pregão de ontem.

China
Declarações de um conselheiro do Banco Central chinês, de que o governo poderá fazer ajustes na política monetária caso haja mudanças na situação econômica do país e o forte desempenho do mercado acionário de Hong Kong fizeram as Bolsas da China recuperar as perdas do dia anterior. O Xangai Composto subiu 1,4%, para 4.552,32 pontos, após cair 2,4% na véspera. Já o Shenzhen Composto ganhou 1,6%, para 1.381,12 pontos, depois da queda de 1,2% ontem. O volume de negociações, contudo, foi fraco, o que demonstra a cautela dos investidores.

Em Tóquio
O principal índice da Bolsa de Tóquio registrou ontem sua terceira alta consecutiva, estimulado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) japonês no quarto trimestre do ano passado e pela alta das vendas no varejo norte-americano em janeiro. O Nikkei 225 teve alta de 558,15 pontos, ou 4,3%, para 13.626,45 pontos.

Crescimento
De acordo com os dados preliminares divulgados ontem pelo governo japonês, o PIB do país cresceu à taxa de 0,9% no quarto trimestre de 2007 em base ajustada, ou à taxa anualizada de 3,7%. O resultado ficou muito melhor do que as previsões de alta de 0,3% no trimestre e de 1,3% anualizada. No terceiro trimestre do ano passado, a economia japonesa registrou expansão de 0,3% no trimestre e de 1,3% anualizada.

Das agências

mockup