MERCADO FINANCEIRO
Sequência
O mercado de câmbio deu sequência ao momento positivo de terça-feira, quando a ação do governo e da iniciativa privada dos EUA para minorar as consequências da crise dos créditos ''subprime'' (hipotecas de alto risco) animou os investidores. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,744 para venda, em declínio de 0,39%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,870, em alta de 0,53%. O Banco Central realizou seu leilão de câmbio às 12h12 e aceitou ofertas por R$ 1,7449 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas era de US$ 187,967 bilhões.
Estrangeiros
Profissionais de mercado notavam desde a semana passada o retorno dos estrangeiros à Bolsa, revertendo parte dos recursos retirados no pior momento das turbulências de janeiro. A Bovespa informou ontem que o saldo de investimentos estrangeiros está positivo em R$ 299,67 milhões em fevereiro até o dia 10, resultado de vendas no valor de R$ 8,004 bilhões e compras no montante de R$ 8,305 bilhões. No acumulado deste ano, no entanto, o resultado ainda é negativo em R$ 4,431 bilhões.
Juros futuros
As taxas projetadas para 2009 e 2010 cederam pelo quarto dia no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,15% ao ano para 11,14%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,83% para 11,70%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada retraiu de 12,44% para 12,35%.
Em alta
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que continua a acreditar que a economia norte-americana vai prosseguir na via do crescimento e prometeu tomar ''medidas agressivas'' para ajudar os proprietários de imóveis residenciais em dificuldade para pagar suas hipotecas. ''Acredito que nossa economia vai continuar a crescer, embora a um ritmo mais lento do que vimos nos últimos anos'', disse Paulson em depoimento ao Comitê de Orçamento da Câmara.
Elogios
Ele elogiou o Congresso por ter aprovado o pacote de US$ 168 bilhões de estímulo à economia, que o presidente George W. Bush deveria sancionar ainda ontem. Para Paulson, as restituições de impostos e incentivos a empresas contidos no pacote devem contribuir para a criação de meio milhão de empregos neste ano. À parte o pacote de estímulo, disse o secretário, o governo Bush ''vai continuar a focalizar ações agressivas, na tentativa de dar alternativas aos donos de residências''.
Varejo
As vendas no varejo subiram 0,3% nos Estados Unidos em janeiro, em relação ao mês anterior, informou o Departamento de Comércio. Analistas consultados pela Dow Jones previam queda de 0,4% nas vendas. Excluindo automóveis, as vendas avançaram 0,3% no mês passado; a previsão era alta de 0,2%. Em dezembro passado, as vendas no varejo americano haviam caído 0,4% em relação ao mês anterior.
Lucros
O lucro líquido da Coca-Cola no quarto trimestre de 2007 saltou 79%, para US$ 1,21 bilhão, em comparação com os US$ 678 milhões do mesmo período de 2006. A receita nos três meses terminados em dezembro aumentou 24% e somou US$ 7,3 bilhões. A empresa atribuiu o resultado aos encargos que havia tido no quarto trimestre de 2006 e ao crescimento do volume vendido em todo o mundo, apesar dos ganhos modestos na América do Norte. Em todo o ano de 2007, o lucro líquido da Coca-Cola cresceu 19% e a receita aumentou 20%, passando de US$ 24,1 bilhões para US$ 28,8 bilhões.
Modestas
As principais bolsas européias fecharam em alta modesta sustentadas pelo dado de vendas no varejo dos Estados Unidos que ficou acima das expectativas e aliviou as preocupações dos investidores com relação a saúde do consumidor norte-americano. Em Londres, o índice FT-100 caiu 29,9 pontos (0,51%) e fechou com 5.880,1 pontos; em Paris, o índice CAC-40 subiu 14,69 pontos (0,30%) e fechou com 4.855,40 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax avançou 5,83 pontos (0,08%) e fechou com 6.973,67 pontos.
Em baixa
No primeiro dia de pregão após o prolongado feriado do ano-novo chinês, as Bolsas da China fecharam em baixa, com fraco volume de negociações. O Xangai Composto caiu 2,4%, para 4.490,72 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,2%, para 1.360,64 pontos.
Recuos
A queda na PetroChina, que recuou 3,2% por ter mais 1 bilhão de ações com possibilidade de negociação no mercado, e as incertezas sobre a política monetária local foram os fatores do declínio. ''Os investidores estão esperando que o governo reduza algumas das medidas de aperto monetário, dado os efeitos adversos resultantes das más condições climáticas e o aumento das preocupações com a crise de hipotecas nos EUA'', disse Xu Yinhui, analista da Guotai Junan Securities.
Das agências





