MERCADO FINANCEIRO
Incólume
O mercado financeiro passa por uma ''trégua'' na crise dos EUA, o que anima o retorno dos investidores estrangeiros à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e favorece o recuo da taxa de câmbio. Ontem, o jornal britânico ''Financial Times'', em editorial, afirmou que o Brasil está conseguindo ''escapar'' praticamente incólume dos problemas da economia americana. No mesmo dia, o banco americano Goldman Sachs publicou informe em que recomendou ações brasileiras.
Planos
Ontem, o anúncio de que o governo americano monta um plano - o ''Project Lifeline''- para ajudar os devedores é uma das notícias positivas do dia, que contribui para uma forte recuperação de perdas ontem. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,751 para venda, em declínio de 0,39%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi trocado por R$ 1,860 (venda), em decréscimo de 0,53%.
Reservas
O Banco Central realizou leilão de câmbio às 12h15 e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,7487 (taxa de corte). Até segunda-feira, o nível das reservas internacionais era de US$ 188,528 bilhões.
Juros futuros
As taxas projetadas para 2009 e 2010 cederam pelo terceiro dia no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,15% ao ano; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 11,90% para 11,83%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,49% para 12,44%.
Tendência
A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) anunciou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,30% na abertura do mês de fevereiro, mantendo, assim, a tendência de desaceleração observada desde o fim do ano passado.
Valorização
A Bolsa de Valores de São Paulo (bovespa) enfileirou seu terceiro pregão consecutivo com ganhos, reduzindo as perdas acumuladas neste ano para 3,26%. A ausência de notícias negativas sobre a economia americana animou os investidores a voltar às compras nas Bolsas de Valores. O Ibovespa, ''termômetro'' dos negócios, valorizou 1,92% no fechamento, aos 61.805 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,96 bilhões.
Mercado Europeu
Na Europa, as principais Bolsas de Valores fecharam em terreno positivo, a exemplo de Londres (avanço de 3,54%) e Frankfurt (ganho de 3,37%). ''Os dois últimos dias realmente foram muito bons para o mercado. O que nós temos que prestar atenção é que não houve a divulgação de indicadores econômicos dos EUA, que têm sido muito importantes nesses dias, por causa do temor de uma recessão. Amanhã (hoje), vai haver o anúncio das vendas de varejo EUA e pode ter certeza de que o mercado já vai amanhecer esquisito'', comenta Saulo Sabbá, diretor de gestão da Máxima Asset Management.
Prejuízo
Entre outras notícias, a gigante do setor automobilístico, a General Motors, anunciou prejuízo de US$ 38,7 bilhões em 2007, o pior resultado de sua história. A empresa argumenta que a maior parte do prejuízo se deve à provisão elevada. No front doméstico, o banco Itaú revelou lucro recorde de R$ 8,474 bilhões, um crescimento de 96,66% em relação ao resultado de 2006. A ação preferencial valorizou 6,13%, sendo cotada a R$ 39,61 no pregão de hoje.
Reversão
A Bolsa de Hong Kong fechou em alta ontem, com o índice referencial Hang Seng subindo 1,35%, para 22.921,67 pontos. A bolsa conseguiu reverter a queda de 3,6% registrada ontem, primeiro dia de negócios após o feriado do Ano Novo Lunar. Os resultados positivos de segunda-feira nas Bolsas em Nova York animaram os investidores. O volume de negócios, no entanto, foi menor que o de um dia normal, uma vez que os investidores aguardam a reabertura das bolsas de Xangai e Shenzhen, programada para hoje.
Destaques
Entre os destaques de ontem estiveram os papéis do HSBC Holdings, com avanço de 1%. As ações da China Mobile também subiram (1,8%). No setor de recursos básicos, as ações da PetroChina subiram 2,8%, enquanto as da CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) subiram 2,4%. Os papéis da Chalco (Aluminum Corp of China) subiram 2,1%, e as da Jiangxi Copper, 3,5%.
Estabilidade
A Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável, com variação positiva de 0,04% no índice Nikkei 225, encerrando o pregão com 13.021,96 pontos. A procura por ações a bons preços ofuscou (mas não muito) a venda de papéis de seguradoras, devido aos temores quanto à exposição das empresas americanas deste setor aos créditos chamados ''subprime'' (de maior risco).
Mais procurados
Os papéis mais procurados foram os dos setores de transporte marítimo e de mineração, com destaque para a Mitsui O.S.K. Lines (+4,1%) e a NYK Line (+4,1%). No setor petrolífero também houve ganhos, com destaque para a Inpex Holdings (+8,7%), depois que a UBS Securities elevou sua classificação para os papéis da empresa.
Das agências





