MERCADO FINANCEIRO
Cautela
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,769 para venda, com avanço de 0,62%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,880 (venda), estável sobre a taxa de ontem. ''Essa alta de hoje (ontem) foi mais por uma questão de cautela. O mercado ainda refletiu o nervosismo daquela terça-feira pesada nos Estados Unidos. Após o feriado, houve pouco tempo para o mercado ajustar suas posições'', nota o corretor Reginaldo Galhardo.
Desestímulo
Embora o mercado continue muito instável, e investidores estrangeiros fiquem mais sensíveis a risco, e portanto mais propensos a vender ativos em economias emergentes, analistas afirmam que o alto nível das reservas brasileiras desestimula uma fuga em massa de recursos. O Banco Central realizou leilão de câmbio às 15h22 e aceitou ofertas por R$ 1,7656 (taxa de corte) dos dealers. O nível das reservas internacionais atingiu US$ 188 bilhões até o dia 7.
Juros futuros
As taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010 cederam mais uma vez no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 recuou de 11,16% ao ano para 11,15%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 12% para 11,98%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,64% para 12,57%. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou inflação de 0,99% em janeiro, medida pelo IGP-DI, ante 1,47% em dezembro.
Recuperação
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve uma recuperação modesta no encerramento dos negócios de ontem. O mercado teve um dia bastante instável, com investidores e analistas ainda buscando pistas sobre os rumos da economia americana. O Ibovespa, principal índice de ações, teve ganho de 0,19%, aos 59.075 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,67 bilhões, abaixo da média de janeiro (R$ 5,6 bilhões por dia).
Sem rumo
O mercado teve dificuldades em estabelecer um rumo ontem. Sem indicadores mais fortes para repercutir, os investidores oscilaram entre a cautela diante da crise dos EUA e a busca por oportunidades em um mercado batido por quatro dias de perdas numa semana.
Reação
O governo americano divulgou que o setor atacadista elevou seus estoques em 1,1% no mês de dezembro, ante projeções do mercado que apontavam um acréscimo de 0,6%. O número provocou pouca reação entre os investidores, por não fornecer indícios claros sobre o ritmo de desaquecimento da economia.
Profissionais de corretoras não relataram saídas ''abusivas'' de investidores estrangeiros na Bolsa e somente alguma realocação de recursos entre ações de primeira e segunda linha.
Demanda
No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a produção industrial subiu 6% em 2007, puxada pela demanda doméstica, que foi influenciada pela expansão do crédito e aumento da ocupação.
Bolsas européias
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem, ao final de uma sessão bastante volátil e com volume bem abaixo da média, com os temores de desaceleração econômica forçando os investidores mais nervosos a ficarem fora do mercado, deixando apenas aqueles com nervos de aço, segundo traders e analistas. ''Os volumes estão diminuindo e as pessoas não querem ficar comprados em uma fase bearish (de baixa)'', disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin Securities.
Direção
As notícias de lucros corporativos da Alcatel-Lucent e da TeliaSonera proporcionaram a direção dos negócios e pesaram sobre os índices a maior parte do dia. As atenções voltaram para o francês Société Générale e a investigação policial sobre a fraude que gerou perdas bilionárias ao banco.
Movimentação
Em Londres, o índice FT-100 subiu 59,90 pontos (1,05%) e fechou com 5.784 pontos; na semana, o índice acumulou uma perda de 4,07%. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 14,15 pontos (0,30%) e fechou com 4.709,65 pontos; na semana, o CA-40 registrou uma queda de 5,39%. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax avançou 33,56 pontos (0,50%) e fechou com 6.767,28 pontos; na semana, o índice registrou uma desvalorização de 2,89%.
Afroxou
Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) afrouxou seu viés sobre a política monetária ao admitir que os recentes indicadores apontam para o risco de uma desaceleração. ''Com as taxas de juro caindo, os mercados vão cada vez mais acreditar que o crescimento pode melhorar. No verão (terceiro trimestre no hemisfério norte) deveremos ver elevações nas previsões de lucros... Naquele momento, as valuations vão parecer baratas'', disse Lenhoff. Ele acrescentou que a confiança nos mercados de ações vai voltar quando uma tendência de alta sustentável se tornar aparente.
Notícias
Entre as notícias corporativas do dia, a fabricante de equipamentos de telecomunicações franco-americana Alcatel-Lucent informou que registrou uma melhora na rentabilidade no quarto trimestre no nível operacional, mas também disse que prevê um resultado negativo no primeiro trimestre de 2008. As ações da Alcatel-Lucent subiram 0,24% em Paris.
Das agências





