MERCADO FINANCEIRO
Menor nível
Ontem, a taxa de câmbio recuou para seu menor nível desde 14 de novembro. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,746 para venda, em declínio de 0,85%, nos últimos negócios do dia. A taxa de risco-país marcava 259 pontos, número 0,77% superior à pontuação final de quinta-feira.
Trégua
Na Europa, as principais Bolsas de Valores fecharam em território positivo: o mercado de Londres finalizou o pregão com ganho de 2,54%, enquanto a Bolsa de Frankfurt valorizou 1,71%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve avanço de 0,23%.
Após semanas de nervosismo com a ameaça de uma recessão a rondar a economia americana, e balanços de bancos com perdas bilionárias, o mercado recebeu com ''euforia'' o retorno das megafusões ao noticiário corporativo.
No ar
Ontem, a gigante do setor de informática Microsoft fez uma oferta de US$ 44,6 bilhões pela Yahoo!, que detém um dos principais sites de busca na internet.
No mercado de câmbio, analistas apontaram que ganhou força a percepção de que a ''distância'' entre juros americanos e brasileiros deve manter o fluxo de recursos externos para o País. Enquanto o Federal Reserve, o BC dos EUA, sinalizou que deve fazer novos cortes de juros, o BC brasileiro indicou que não deve rebaixar a Selic tão cedo, pelo contrário, deu indícios de que promover uma ''alta preventiva''.
Notícias
Entre outras notícias, o governo brasileiro informou que o saldo da balança comercial foi o mais baixo (US$ 944 milhões) desde 2002. Economistas do setor financeiro estimavam um superávit da ordem de US$ 1 bilhão.
Juros futuros
As taxas projetadas para 2008 e 2009 subiram no mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 passou de 11,16% ao ano para 11,17%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12% para 12,04%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 12,72% para 12,69%.
Boa estréia
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estreou o mês de fevereiro com forte alta, favorecida pelo desempenho positivo dos mercados americanos. O noticiário corporativo ajudou a salvar o dia, após números preocupantes sobre a geração de empregos nos EUA. No ano, a Bolsa ainda acumula perdas de 4,39%.
O Ibovespa, indicador que reflete o valor de mercado das empresas, avançou 2,67% no fechamento, aos 61.079 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,44 bilhões.
Empresas
A diretoria da usina Goro Nickel, da Vale do Rio Doce, anunciou que deve iniciar a produção de níquel e cobalto no final de 2008. A usina está localizada na Nova Caledônia, na Oceania, e é um dos principais projetos do setor de níquel em ação no mundo. A ação da Vale teve avanço de 4,98%, sendo negociada a R$ 47 no pregão de hoje.
Rendimentos
A Net, uma das maiores empresas de TV por assinatura do País, apurou lucro líquido de R$ 207,8 milhões em 2007, mais que o dobro do resultado anterior. Analistas de mercado avaliaram positivamente o balanço, ressaltando o crescimento da base de assinantes e das receitas, apesar do aumento da competição. A ação da companhia avançou 4,69%, para R$ 21,40, na Bovespa.
Corporativismo
Notícias de fusão corporativa ajudaram as principais bolsas européias a fecharem em alta ontem, e relembraram os investidores do potencial valor de alguns setores depois do fraco início do ano nos mercados. Em Londres, o índice FT-100 subiu 149,4 pontos (2,54%) e fechou com 6.029,2 pontos; na semana, o índice acumulou um ganho de 2,73%. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 108,27 pontos (2,22%) e fechou com 4.978,06 pontos; na semana, o CAC-40 registrou uma valorização de 2,05%. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 116,92 pontos (1,71%) e fechou com 6.968,67 pontos; na semana, o índice acumulou uma alta de 2,23%.
Mercados asiáticos
Os mercados asiáticos fecharam em alta ontem, com exceção da Bolsa da China, que sofreu com as perdas decorrentes das tempestades de neve. As bolsas da região continuaram ligadas aos acontecimentos nos EUA, mas reagiram mais determinadas à queda no mercado acionário chinês.
Cortes
A proximidade do feriado do Ano Novo chinês - o mercado local estará fechado de 6 a 12 de fevereiro - e as preocupações de que o impacto econômico por causa das tempestades de neve serão maiores do que o esperado fizeram com que os investidores cortassem posições. Isso levou as Bolsa da China a fecharem em baixa. O índice Xangai Composto caiu 1,4%, para 4.320,77 pontos, a menor pontuação desde 1º de agosto. Já o Shenzhen Composto perdeu 2,8%, para 1.274,92 pontos.
Recuos
A Bolsa de Tóquio também fechou em queda ontem, liderada pelos recuos nos setores financeiro e imobiliário. A baixa no mercado chinês também influenciou o desempenho do mercado, invertendo os ganhos do início do pregão. O índice Nikkei 225 caiu 95,31 pontos, ou 0,7%, aos 13.497,16 pontos, após ter registrado uma rápida alta no período da manhã.





