MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,781 para venda, em declínio de 0,05%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,890 (venda), estável. O Banco Central realizou leilão de câmbio às 15h14 e aceitou ofertas dos ''dealers'' por R$ 1,7780 (taxa de corte). O nível das reservas internacionais atingiu US$ 186,396 bilhões (até o dia 29).
Expectativa
Profissionais de corretoras relatam que a expectativa pela reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) deixou o mercado apreensivo e na ''defensiva'', com poucas operações na praça. A baixa oscilação das taxas de câmbio mostra que a cautela predominou na jornada de negócios: a cotação máxima foi de R$ 1,784 enquanto a mínima atingiu R$ 1,776. O Fed anunciaria ontem a nova taxa básica de juros americana, hoje em 3,5%. Os analistas, em sua maioria, esperam um ajuste para 3%.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2008 e 2009. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 passou de 11,16% ao ano para 11,17%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,93% para 11,94%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 12,68% para 12,67%.
Movimentação
A relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar o ano de 2008 em 41,5%, na avaliação do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Ele leva em conta o cenário de mercado para indicadores como juros e câmbio, além do cumprimento da meta de superávit primário, de 3,8% do PIB.
Nominal
Segundo Lopes, neste cenário, o déficit nominal do setor público deve cair dos atuais 2,27% do PIB para 1,2% do PIB ao final do ano, atingindo novo piso da série histórica do BC, já que o resultado nominal de 2007 foi o menor desde que o cálculo começou a ser apurado, em 1991.
Baixa contábil
Os rebaixamentos de notas (ratings) de grandes seguradoras de bônus nos EUA devem levar os bancos a registrarem outros US$ 40 bilhões em baixas contábeis em 2008, frustrando os investidores que apostam que o pior já passou, afirmou Meredith Whitney, analista da administradora de fundos de investimento Oppenheimer, em relatório a clientes. Tais perdas ficarão concentradas em apenas três bancos: Merrill Lynch, Citigroup e UBS, que segundo Meredith têm metade da exposição da indústria aos complicados instrumentos de dívidas das seguradoras MBIA, Ambac e ACA Capital Holdings.
Registros
No quarto trimestre de 2007, o Merrill Lynch registrou baixa contábil de US$ 3,1 bilhões com exposição às seguradoras -boa parte dela relacionada à ACA. O Citigroup teve baixa de US$ 900 milhões e o Société Générale de cerca de US$ 800 milhões. Já o BNP Paribas contabilizou perda de US$ 675 milhões com seguradoras de bônus.
Alento
O Departamento do Comércio dos EUA informou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 3,9% no quarto trimestre do ano passado, depois de avançar 1,8% no terceiro trimestre do mesmo ano. As previsões eram de alta de apenas 2,3% no último trimestre de 2007. O núcleo do índice, por sua vez, avançou 2,7% no período entre outubro e dezembro do ano passado, depois de subir 2% no trimestre anterior.
Desaceleração
A economia norte-americana desacelerou fortemente no quarto trimestre do ano passado, afetada pela crise no mercado imobiliário, de acordo com a estimativa preliminar do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas de uma nação) dos EUA no período, divulgada ontem pelo Departamento do Comércio norte-americano. Segundo o Departamento, também pesaram no crescimento econômico a desaceleração dos gastos dos consumidores, a liquidação de estoques e as exportações mais fracas.
Reflexo
O componente imobiliário, que representa o investimento residencial fixo, despencou 23,9% no quarto trimestre de 2007, tirando 1,18 ponto porcentual do PIB. Foi a pior queda desde o quarto trimestre de 1981, quando os investimentos perderam 35,1%. No terceiro trimestre do ano passado, estes investimentos haviam caído 20,5%.
Bolsas chinesas
A queda nas ações do setor bancário, por conta de preocupações de que o governo irá adotar medidas adicionais de aperto monetário para controlar a inflação, levou a Bolsa de Xangai a fechar em baixa. O índice Xangai Composto caiu 0,9%, para 4.417,85 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 0,2%, para 1.347,81 pontos.
Tóquio
O principal índice da Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, puxado pelos resultados desapontadores de empresas do setor de eletrônicos, como Toshiba e Kyocera, e pela realização de lucros antes da decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) sobre a taxa básica de juros. O Nikkei 225 recuou 133,83 pontos, ou 1%, para 13.345,03 pontos.
Das Agências





