MERCADO FINANCEIRO
Queda
O dólar fechou em leve baixa de 0,16% nos últimos negócios de ontem, sendo cotado a R$ 1,784 (valor de venda). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,900 (estável). Entre as principais notícias do dia, o Banco Central informou que as saídas de dólares superaram as entradas em US$ 1,6 bilhão até o dia 24 deste mês, que marca um período de fortes turbulências do mercado financeiro.
Expectativa
Ainda segundo o BC, os investimentos estrangeiros totalizaram US$ 34,616 bilhões em 2007, o maior valor já registrado em um único ano e quase o dobro do registrado em 2006. A expectativa do BC é de que, neste ano, os investimentos estrangeiros somem US$ 28 bilhões.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, voltou a reduzir as taxas projetadas para 2008 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,17% para 11,16%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 11,91%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 12,74% para 12,66%.
Analistas
O boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem, mostrou que a maioria dos analistas do mercado financeiro revisou para sua cima suas projeções de inflação para 2008: a mediana das estimativas do IPCA subiu de 4,37% para 4,45% nas duas últimas semanas.
Câmbio
Em relação ao câmbio, segundo a pesquisa focus, o mercado manteve, pela décima semana consecutiva, a previsão de que o dólar encerre 2008 cotado a R$ 1,80. Para 2009, a previsão também foi mantida, pela sexta vez seguida, em R$ 1,90.
Recorde
A remessa de lucros e dividendos em 2007 foi a mais alta da série histórica iniciada em 1947. Conforme dados apresentados ontem pelo chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes, multinacionais instaladas no Brasil remeteram US$ 21,236 bilhões no ano passado. Para efeito de comparação, o envio de lucros somou US$ 16,354 bilhões em 2006. Ainda na conta de rendas, houve saída de US$ 7,122 bilhões para o pagamento de juros. O valor, segundo Altamir, foi o mais baixo desde 1994, quando o gasto com juros foi de US$ 6,337 bilhões.
Aquisições
A CME Group Inc., operadora da bolsa de futuros de Chicago, e a Nymex Holdings Inc., operadora da Bolsa Mercantil de Nova York, confirmaram rumores do mercado de que estão em discussões preliminares sobre uma possível compra da Nymex pela CME, numa operação avaliada em US$ 13,3 bilhões. Pelos termos do acordo que está em discussão, os acionistas da Nymex receberiam US$ 36 em dinheiro e 0,1323 de uma ação da CME para cada ação da Nymex. Isso representa um prêmio de 11% sobre o preço de fechamento das ações da Nymex na sexta-feira, de US$ 119,22.
Declínio
As vendas de novos imóveis nos Estados Unidos despencaram 40,7% em 2007, na comparação com o ano anterior, informou ontem o Departamento do Comércio do país. Em dezembro, a queda foi de 4,7%, para a taxa anual de 604 mil unidades, em base ajustada sazonalmente, o menor nível em 12 anos. Economistas previam alta de 1,2% em dezembro, para 655 mil unidades. Além disso, o dado de novembro foi revisado em baixa para queda de 12,6%, ante o cálculo anterior de queda de 9%. O preço médio caiu 11,5%, para US$ 267.300 em dezembro, de US$ 301.900 no ano anterior.
Otimismo
O banco de investimentos Merrill Lynch continua otimista com as perspectivas para as ações da América Latina em 2008. Em relatório, os estrategistas para mercados latino-americanos Pedro Martins Jr. e Fanny Orenga afirmam que as ações da região devem dar retorno de 26% em moeda local neste ano. ''O crescimento nos lucros na América Latina de 19% em dólares em 2008 deve comandar o retorno das ações na região'', afirmam. Eles destacam que o valor dos papéis latino-americanos continua baixo, com desconto estimado de 9% sobre os mercados emergentes em geral.
Bolsas asiáticas
A queda em Wall Street, na sexta-feira, fez fraquejar a confiança dos investidores nas bolsas da Ásia ontem. Todos os mercados registraram baixa, influenciados também por fatores internos de cada país. As Bolsas da China, por exemplo, fecharam em forte queda, por conta de preocupações de que as companhias listadas poderão sofrer o impacto do déficit de energia causado pelas pesadas nevascas nas regiões central e oriental do país. O Xangai Composto caiu 7,2%, para 4.419,29 pontos, a menor pontuação desde 2 de agosto. Já o Shenzhen Composto perdeu 6,9%, para 1.335,96 pontos.
Bolsa de Tóquio
A decisão dos investidores de realizar lucros, depois da alta acumulada de mais de mil pontos nos últimos três pregões da semana passada, fez com que o principal índice de Bolsa de Tóquio fechasse em baixa neste início de semana. Os resultados desapontadores da Nippon Steel aceleraram as vendas de papéis de empresas do setor siderúrgico. O Nikkei 225 perdeu 541,25 pontos, ou 3,97%, para 13.087,91 pontos.
Das agências





