Dólar
O mercado cambial operou apenas no balcão ontem e o dólar à vista permaneceu abaixo de R$ 1,80 o dia todo. Com o aparente alívio externo ontem, depois do acordo entre o Congresso e o governo dos EUA sobre o pacote fiscal de US$ 150 bilhões para tentar evitar uma recessão no país e os lucros positivos anunciados pela Microsoft, Caterpillar e Honeywell, os investidores começaram o dia com um sentimento mais confiante.

Bolsas
No entanto, as cotações à vista acabaram sendo pressionadas pela virada para queda das Bolsas em Nova York durante à tarde, que carregaram junto os mercados europeus. Um informe divulgado sobre o plano de demissão de funcionários do banco de investimentos Goldman Sachs provocou fortes vendas de ações do setor financeiro em Wall Street. Além disso, a Casa Branca alertou que será desastroso se o Senado fizer algo para desacelerar ou destruir o acordo e que o pacote não será tão eficaz se os democratas do Senado adiarem sua aprovação.

Fechamento
No fechamento, o pronto no balcão apresentava leve alta de 0,17%, a R$ 1,787. Durante a sessão, a moeda oscilou 0,73%, de R$ 1,782 (-0,11%) a R$ 1,795 (+0,62%). Com o feriado municipal pelos 454 anos da cidade de São Paulo, ontem, as Bolsas brasileiras (BM&F e Bovespa) fecharam e o atendimento cambial foi restrito a outras praças. As tesourarias realizaram operações interbancárias comerciais (importação e exportação) e financeiras. Mas o fluxo cambial reduzido ajudou a minguar a liquidez. O giro total à vista diminuiu 82%, para cerca de US$ 459 milhões (US$ 436 milhões em D+2), ante US$ 2,617 bilhões ontem.

Ambiente Externo
Os operadores consultados afirmaram que as atenções seguiram voltadas para o ambiente externo, onde as Bolsas subiram na Ásia, ensaiaram recuperação que não se sustentou na Europa e permaneceram voláteis em Nova York. Todas as Bolsas asiáticas subiram (Hong Kong, 6,7%, e Shangai (China), 1%, por exemplo), alavancadas pela alta de Wall Street ontem e perspectivas otimistas para a próxima semana. No entanto, os mercados acionários europeu não sustentaram os ganhos que apresentaram durante quase todo o dia e encerraram a sexta-feira em baixa, em mais uma sessão de forte volatilidade nas Bolsas em Nova York. Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,12%. e, em Paris, o CAC-40 declinou 0,76%.

Demissão
Um informe divulgado no começo da tarde sobre o plano de demissão de funcionários do banco de investimentos Goldman Sachs provocou fortes vendas de ações do setor financeiro, que levaram Wall Street e as ações européias a inverterem sinal de alta para queda. ÀS 17h10, o índice Dow Jones recuava 1,23%; e o Nasdaq, -1,07%. A agência Reuters reportou que o banco de investimentos está dispensando 5% de sua força de trabalho global. O Goldman Sachs imediatamente minimizou o informe e disse à rede CNBC que as dispensas fazem parte de uma revisão anual de desempenho onde eles normalmente cortam 5% do pessoal. O banco é conhecido como um líder entre os brokers de Wall Street.

Banco Central
Internamente, o Banco Central divulgará na segunda-feira a nota do setor externo, com resultados da conta corrente e de Investimento Estrangeiro, ambos de dezembro; e na quinta-feira, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, que manteve a taxa Selic inalterada em 11,25% ao ano.

Trégua
Durou pouco a trégua do mercado financeiro por causa do pacote anti-recessão dos Estados Unidos, divulgado no início da semana. Ontem, depois de passar quase o dia inteiro em terreno positivo, as bolsas internacionais não resistiram às incertezas sobre o rumo dos juros americanos e notícias ruins no setor financeiro. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,96%, depois de subir 0,86% no meio do dia. O movimento foi ainda mais intenso na bolsa eletrônica Nasdaq. Na máxima do dia, chegou a avançar 2%, mas terminou o pregão em queda de 0,79%.

Européias
As bolsas européias acompanharam Wall Street e também encerraram o dia em baixa, em mais uma sessão de forte volatilidade nos mercados globais. Em Londres, o índice FTSE recuou 0,12%. Em Paris, o PCAC declinou 0,76% e o DAX, de Frankfurt, recuou 0,06%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não operou hoje por causa do aniversário da cidade e apenas deve repercutir as notícias na segunda-feira.

Positivo
O dia começou positivo, especialmente depois de a Microsoft anunciar crescimento de 79% no lucro do segundo trimestre fiscal e fazer projeções positivas para os gastos dos consumidores americanos. Na Europa, a bolsas continuavam a repercutir a confirmação do plano de incentivo à economia americana na quinta-feira. Mas, de repente, o humor mudou.

Fed
O principal temor é que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não diminua o juro na medida necessária para conter a recessão. Os contratos futuros de Fed Funds reduziram de 76% para 44% a chance de corte de 0,50 ponto porcentual no juro, na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que ocorre nos dias 29 e 30.

Asiáticas
A confiança dos investidores parece ter voltado às Bolsas asiáticas ontem. Todos os mercados registraram alta, alavancados pelo bom desempenho de Wall Street. As perspectivas para a próxima semana são otimistas.

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