MERCADO FINANCEIRO
Alta
O dólar fechou em leve alta ontem, contabilizando sua quinta valorização consecutiva, em meio ao persistente temor com a crise do crédito global e com a desaceleração da economia dos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,06%, a R$ 1,814. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,89%. O dólar passou grande parte da sessão operando em queda, aproveitando a melhora no humor dos mercados internacionais. A injeção de US$ 500 bilhões do Banco Central Europeu (BCE) e o anúncio de bons resultados do banco de investimento Goldman Sachs conseguiram acalmar um pouco o mercado.
Cautela
Mas o ânimo não durou. O próprio Goldman pediu cautela aos investidores e afirmou que o pior da crise pode ainda estar por vir, reacendendo o temor com a crise do crédito e turvando os mercados norte-americanos. Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez, avaliou que a abertura positiva dos mercados foi um ''repique técnico'' da forte queda da véspera. ''A virada nada mais é que a continuação da aversão ao risco.'' No mercado local, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólar no fim da manhã, definindo a taxa de corte a R$ 1,8038.
Ranking
O Brasil ganhou uma posição e agora ocupa a sétima posição na economia mundial, segundo ranking do Banco Mundial, que divulgou ontem os dados do Programa de Comparação Internacional, que analisa as economias de 146 países. De acordo com o Banco Mundial, levando-se em conta a paridade do poder de compra, o Brasil responde por metade da economia da América do Sul. Com o equivalente a 3% do PIB mundial nesta medição, o Brasil ocupa o sexto lugar ao lado do Reino Unido, França, Rússia e Itália.
EUA na ponta
Na medida convencional, porém, o Brasil é a sétima economia, ao lado da Índia, Rússia e México, que respondem juntos por 2% do PIB. Segundo explicação do Banco Mundial, o Brasil subiu de lugar por conta de uma nova avaliação. A paridade do poder de compra, expressa por meio dos valores das moedas locais, tomou o lugar da chamada medida cambial, que converte o PIB do país em dólares. Como já era esperado, a maior economia do mundo é a dos Estados Unidos - ela, porém, está menor que no passado. Em seguida aparece a China.
Zona do Euro
A balança comercial da zona do euro registrou superávit de US$ 43,6 bilhões entre janeiro e outubro, frente ao déficit de US$ 28,9 bilhões do mesmo período de 2006, segundo os dados divulgados ontem pelo Eurostat, o escritório de estatística da União Européia (UE). As exportações dos países da zona do euro chegaram a US$ 1,793 trilhão - 9% a mais que nos dez primeiros meses de 2006 - e as importações totalizaram US$ 1,750 trilhão (5% a mais).
Excedente
A União Européia acumulou um déficit comercial nos dez primeiros meses do ano de US$ 216,8 bilhões, 12,9% a menos que um ano antes. Só em outubro, a zona do euro teve um excedente comercial de US$ 8,7 bilhões, após aumentar 154,2% a respeito do mesmo mês de 2006, enquanto em toda a UE o déficit subiu para US$ 20,4 bilhões, frente aos US$ 21,4 bilhões de um ano antes.
Refinanciamento
O Banco Central Europeu (BCE) vendeu 348,607 bilhões de euros em sua principal operação de refinanciamento, que terá excepcionalmente a duração de 16 dias para durar até o fim do ano. A taxa mínima, ou marginal, que o BCE aceitou foi de 4,21% ao ano, que também correspondeu à taxa média. O BCE informou que 390 instituições financeiras apresentaram um total de 377,148 bilhões de euros em ofertas a taxas entre 4% e 4,45%, mas afirmou que premiou todas as ofertas na taxa marginal.
Demanda
O BCE havia prometido satisfazer todas as ofertas apresentadas com taxas a partir de 4,21% na oferta, para aliviar a forte demanda por liquidez no sistema bancário da zona do euro. A taxa de 4,21% foi a taxa média da operação principal de refinanciamento que foi estabelecida em 12 de dezembro. O volume da oferta superou o montante de referência de 180,5 bilhões, que corresponde à estimativa do BCE de fundos que os bancos precisam para conduzir suas operações de rotina.
Sem direção
As Bolsas européias encerraram o pregão de ontem sem uma direção definida, divididas entre a realização de lucros nos setores de tecnologia e de defesa e a ação do BCE de injetar US$ 500 bilhões no sistema bancário. A Bolsa de Londres fechou com ligeira variação positiva de 0,02% e 6.279,30 pontos; e a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 0,32%, fechando com 7.850,74 pontos. Já a Bolsa de Paris, por sua vez, fechou em baixa de 0,10% e 5.509,37.
5 baixa
A preocupação com a possibilidade de recessão nos EUA desestimulou os investidores a procurar ações de preços baixos, fazendo a Bolsa de Tóquio fechar em baixa pela quinta sessão consecutiva. O mercado ensaiou recuperação no início do pregão, ajudado pelas altas nos demais mercados asiáticos e pelo enfraquecimento do iene em relação ao dólar, mas os ganhos foram restritos, levando o índice Nikkei 225 ao território negativo novamente. O índice recuou 41,93 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 15.207,86 pontos.





