Câmbio

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,813, em alta de 0,89%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,940 (venda), em alta de 1,57%. O Banco Central entrou no mercado próximo das 16h, quando as operações começam a escassear, e adquiriu divisas a R$ 1,8119 (taxa de corte).

Incertezas
Há incertezas no mercado financeiro que contribuem para manter pressionada a cotação da moeda americana. Na cena externa, os investidores e analistas aguardam para ver os efeitos do pacote de ajuda financeira, promovido pela Federal Reserve (EUA) e outros bancos centrais, para deter as piores consequências da crise dos créditos ''subprime''. Internamente, ainda se espera que o governo anuncie as medidas para sanar o problema provocado pela perda de arrecadação da CPMF em 2008.

Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, não mostrou tendência nas taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 foi mantida em 11,26%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,93% para 11,95%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 12,61% para 12,60%.

IPCA
A previsão do mercado para a inflação deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu, pela quarta semana consecutiva, passando de 4,1% para 4,21%, conforme o relatório semanal Focus, divulgado ontem de manhã pelo Banco Central. O relatório é elaborado a partir das projeções de indicadores da economia, informadas ao BC por aproximadamente 100 instituições financeiras. Para 2008, a previsão de inflação pelo IPCA também subiu, passando de 4,1% para 4,20%. Foi a primeira vez em 11 semanas que o mercado alterou a projeção de inflação para o ano que vem.

Base da inflação
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2007 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Para o ano de 2008, o centro da meta de inflação também é de 4,5%, com os dois pontos de margem.

Selic
Para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro prevê que ela encerre 2008 em 10,50% ao ano, o que mostra que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deve efetuar cortes menores e mais espaçados no ano que vem. A Selic encerrou 2007 em 11,25% ao ano.

Mercado do dólar
No mercado de câmbio, a estimativa é que o dólar encerre 2007 em R$ 1,76. Na semana passada, a projeção do mercado estava em R$ 1,75. Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2008 manteve-se em R$ 1,80. Nos números referentes ao crescimento da economia brasileira, o mercado financeiro elevou a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 4,71% para 5,06%. Para 2008, a previsão de crescimento da economia também aumentou, de 4,30% para 4,40%.

Comércio exterior
No âmbito do comércio exterior, o mercado reduziu a previsão de saldo da balança comercial em 2007 e em 2008, passando de US$ 40,20 bilhões e US$ 34,10 bilhões, para US$ 40,15 bilhões e US$ 33,65 bilhões, respectivamente. A projeção para os investimentos estrangeiros diretos (IED) é de US$ 33 bilhões este ano e US$ 25 bilhões em 2008, ambos estáveis na comparação à pesquisa da semana anterior.

Balança Comercial
O superávit da balança comercial de US$ 190 milhões na segunda semana de dezembro é 75% inferior ao resultado da primeira semana do mês (US$ 761 milhões) e 81% menor em relação ao mesmo período de 2006, quando o superávit foi de US$ 1 bilhão. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, na comparação com 2006, a média das exportações cresceu 9,5% na segunda semana de dezembro, enquanto a média das importações registrou um crescimento bem maior: 59,9%. Na comparação com novembro passado, a média das exportações e das importações caiu em torno de 4%.

Bolsa da China
Advertências feitas pelo vice-presidente do Banco Popular da China (BC local), Liu Shiyu, de que o crédito excessivo pode causar bolhas no mercado imobiliário, aumentaram as preocupações de que Pequim adotará novas medidas para regular o setor. Com isso, houve queda nas ações de imobiliárias e de bancos, o que fez as bolsas do país apresentarem forte baixa. O índice Xangai Composto perdeu 2,6% e fechou aos 4.876,76 pontos. Já o Shenzhen Composto caiu 0,9% e terminou em 1.319,20 pontos.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa ontem, pela quarta sessão consecutiva, com os investidores paralisados por preocupações trazidas pelos números piores do que o esperado da inflação nos EUA. Ao invés de se recuperar de sua recente fraqueza, o índice Nikkei 225 abriu em baixa e perdeu terreno continuamente ao longo da sessão. O índice acabou registrando perda de 264,72 pontos, ou 1,7%, e fechou aos 15.249,79 pontos.

Das agências

mockup