MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,807 para venda, em alta de 0,72%, nas últimas operações registradas ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,940 (venda), com avanço de 2,10%. O Banco Central realizou leilão de câmbio às 11h51 e adquiriu dólares a R$ 1,8275 (taxa de corte). As reservas internacionais atingiram US$ 177,859 bilhões.
Marcar posição
Profissionais de mercado relatam que a autoridade monetária tem comprado lotes mínimos de moeda, praticamente, só para ''marcar posição''. O nervosismo do mercado com os problemas da economia americana e o consequente aumento da aversão ao risco pelos investidores afetaram os negócios do mercado cambial nesta jornada.
Expectativa
No front doméstico, ontem foi o primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que vai decidir a nova taxa básica de juros do País, hoje em 11,25% ao ano. Há consenso no mercado de que o Comitê deve conservar os juros nesse nível. A espera pela decisão do Copom esvaziou parcialmente o giro de negócios.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, voltou a apontar taxas mais para 2008, 2009 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 avançou de 11,25% ao ano para 11,26%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,64% para 11,66%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 12,15% para 12,23%.
Consumidor
A FGV (Fundação Getúlio Vargas) registrou alta do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) em seis das sete capitais pesquisadas. O IPC-S geral subiu 0,27% no mesmo período, 0,18 ponto percentual acima do registrado na semana imediatamente anterior.
Fusões e aquisições
O relatório de fusões e aquisições da PricewaterhouseCoopers (PWC) divulgado ontem mostra que o número de negócios este ano superou o recorde de 2000, quando foram realizadas 624 transações. Entre janeiro e novembro de 2007 foram realizados 643 negócios, um aumento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Se comparados aos 12 meses de 2006, houve aumento de 12%.
Recorde
O número de negócios fechados em novembro (70 transações) voltou ao patamar verificado no período mais aquecido do ano (maio a agosto). O setor de alimentos liderou os negócios deste ano, com 81 transações, contra 53 no setor de construção e 52 no varejo.
Destaques
Os destaques do período foram a entrada da chilena Cencosud no Brasil em duas aquisições de controle, que iniciou o mês adquirindo a segunda maior rede de supermercados do Nordeste, o GBarbosa e, no final do mês, a própria GBarbosa adquiriu a Mercantil Rodrigues, de Salvador. A Gerdau também realizou duas transações: adquiriu a siderúrgica MacSteel por US$ 1,67 bilhão e comprou a participação detida pelo Clube dos Empregados da Gerdau Açominas em quatro empresa do Grupo Gerdau.
Controle
De acordo com o relatório, as aquisições de controle representaram 60% dos negócios de fusões e aquisições no Brasil, com um total de 384 transações desse tipo. Em relação ao ano passado houve um aumento de 46% nas aquisições de controle e as compras de participação minoritária aumentaram 35%: foram 123 transações, acumulando 19% de todos os negócios divulgados.
Zona do euro
O índice de preços ao produtor (PPI) na zona do euro (13 países europeus que compartilham a moeda) acelerou em outubro, devido principalmente ao aumento dos preços de energia. O PPI subiu 0,6% em outubro ante setembro, a maior alta mensal desde a de 0,7% em julho de 2006, depois do ganho de 0,4% em setembro, de acordo com os dados da agência de estatística da União Européia, o Eurostat.
Avanço
No ano, o PPI avançou 3,3%, a maior variação desde a alta de 4,1% de dezembro do ano passado, depois do aumento de 2,7% de setembro. Os resultados superaram as projeções de economistas, que previam alta de 0,4% no mês e de 3% no ano. O relatório do Eurostat mostra que os preços de energia ajudaram a levar para cima a inflação ao produtor, depois que estes dispararam 1,7% em outubro ante setembro e subiram 4% na comparação com outubro de 2006. No mês anterior, os preços de energia haviam subido 1% no mês e 1,6% no ano.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem em razão da realização de lucros após os recentes ganhos nos setores de transporte naval e petróleo. As preocupações sobre a perspectiva de consumo nos EUA também pressionaram o mercado. O índice Nikkei 225 caiu 148,78 pontos, ou 1%, e fechou aos 15.480,19 pontos.
Bolsa China
A valorização das ações das siderúrgicas fez as Bolsas da China subirem. O índice Xangai Composto ganhou 1% e fechou em 4.915,89 pontos. O Shenzhen Composto também subiu 1% e encerrou em 1.261,27 pontos. Os papéis do segmento siderúrgico tiveram alta por conta de especulações de que a Shanghai Baosteel poderá se unir a outras fabricantes chinesas ou receber forte suporte do governo para fazer uma oferta de compra da australiana Rio Tinto. Baoshan Iron & Steel, a unidade listada da Baosteel, ganhou 5,2%. Wuhan Iron & Steel disparou 7,2%. Segundo operadores, a alta nas bolsas está limitada, já que os investidores continuam cautelosos, preocupados com a possibilidade de novo aumento da taxa de juros antes do fim do ano.





