MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,794 para venda nos últimos negócios de ontem, mantendo a taxa final da semana passada. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,90 (venda), igualmente estável sobre a taxa de mercado na sexta-feira. O Banco Central optou por realizar às 12h o seu habitual leilão de câmbio e adquiriu divisas a R$ 1,7915 (taxa de corte).
Impulso
Em novembro, a taxa de câmbio ganhou impulso de 3,28% no mês, em meio ao pessimismo de analistas e investidores sobre os problemas da economia americana, o que aumentou a aversão ao risco. Desde a semana passada, a perspectiva de um corte dos juros básicos americanos aliviou um pouco a tensão dos negócios.
Oscilação
O preço da moeda americana oscilou de maneira instável durante a maior parte do dia, entre a cotação máxima de R$ 1,799 e a mínima de R$ 1,784.
Entre as principais notícias do dia, o governo informou que a balança comercial teve menor saldo mensal do ano em novembro, com superávit de US$ 2,027 bilhões.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, ajustou para mais as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 subiu 11,24% ao ano para 11,25%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,63% para 11,64%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 12,12% para 12,15%.
IPCA
A previsão do mercado para a inflação deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu, pela segunda semana consecutiva, de 3,94% para 3,96% de acordo com o relatório semanal Focus, divulgado ontem de manhã pelo Banco Central. O documento é elaborado a partir das projeções de indicadores da economia, informadas ao BC por aproximadamente 100 instituições financeiras. Para 2008, a previsão de inflação pelo IPCA manteve-se em 4,1% pela décima semana seguida.
Selic
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado prevê que ela encerre o ano em 11,25% ao ano, o que significa que não há expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova uma redução da taxa este ano. A última reunião do comitê em 2007 acontece entre hoje e amanhã. Segundo estimativas do mercado, a taxa de juros teria novos cortes em 2008, já que a previsão da Selic para o fim do ano que vem que é de 10,25% ao ano.
Mercado do dólar
No mercado de câmbio, o mercado manteve a previsão para o dólar no final deste ano pela terceira semana consecutiva em R$ 1,75. Para o fim de 2008, a projeção para a taxa de câmbio também foi mantida, pela segunda vez seguida, em R$ 1,80.
Redução do PIB
Nos números referentes ao crescimento da economia brasileira, o mercado financeiro reduziu a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, de 4,71% para 4,7%. Para 2008, a estimativa de crescimento da economia também sofreu redução, passando de 4,33% para 4,3%.
Investimentos estrangeiros
Quanto à balança comercial, a previsão do mercado é de um superávit de US$ 40,55 bilhões em 2007 e saldo positivo de US$ 34,20 bilhões no ano que vem. A projeção para os investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2007 permaneceu em US$ 33 bilhões este ano e foi mantida em US$ 25 bilhões em 2008.
Balança comercial
A balança comercial de novembro fechou com um superávit de US$ 2,027 bilhões, resultado de US$ 14,052 bilhões em exportações (média diária de US$ 702,6 milhões) e de US$ 12,025 bilhões em importações (média diária de US$ 601,3 milhões). O superávit acumulado no ano passa para US$ 36,4 bilhões.
Acumulado
Na última semana do mês, o superávit foi de US$ 459 milhões, com exportações de US$ 3,633 bilhões (média diária de US$ 726,6 milhões) e importações de US$ 3,174 bilhões (média diária de US$ 634,8 milhões). Em 12 meses, o saldo acumulado é de US$ 41,452 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Bolsas européias
As maiores bolsas européias fecharam em baixa ontem, pressionadas pelas ações das mineradoras e de bancos. As mineradoras acompanharam o declínio do preço de metais como cobre e ouro durante o pregão. A abertura negativa em Wall Street também pesou sobre o mercado. Lisboa contrariou a tendência e fechou em leve alta, ajudada por Galp, que subiu 2,1%. Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em baixa de 0,7%, ou 45,9 pontos, em 6.386,60 pontos.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda, depois que o Nikkei 225 atingiu sua máxima de três meses na semana passada. Contribuíram para o resultado as realizações de lucros com ações que estiveram recentemente em alta, como as empresas de navegação, além das preocupações relativas à recuperação da economia japonesa após a divulgação de indicadores que mostraram uma queda dos investimentos e dos lucros das empresas. O índice Nikkei 225 recuou 51,70 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 15.628,97 pontos.
China
Na China, a realização de lucros nas companhias aéreas levou a Bolsa de Xangai a fechar em ligeira baixa. O declínio, contudo, foi limitado pelos ganhos em pequenas e médias empresas por conta das expectativas de que o governo lançará um projeto para o crescimento das companhias no mercado acionário. O índice Xangai Composto perdeu 0,1% e fechou aos 4.868,61 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 1,1% e encerrou aos 1.249,24 pontos.
Das agências





