MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,825 para venda, em alta de 1,05%, nos últimos negócios de ontem. Trata-se da maior cotação desde o dia 4 de outubro. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,950 (venda), acréscimo de 1,56% sobre o preço de sexta-feira. O Banco Central manteve seu leilão diário de compra e adquiriu dólares a R$ 1,8285 (taxa de corte).
Tensão
Desde a semana passada, profissionais de mercado estão tensos sobre a criação de fundo soberano de US$ 10 bilhões para atender a demanda de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para 2008.
''Há muita incerteza no mercado sobre a forma que o governo vai levantar esses US$ 10 bilhões e isso piora nesta semana porque é final de mês e tem a formação da Ptax'', relata Mauro Araújo, diretor da corretora de câmbio Vision. A Ptax é a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, negociou para cima as taxas projetadas para 2009 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 foi mantida em 11,20%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,48% para 11,49%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 11,87% para 11,88%.
Inflação 2007
A previsão do mercado para a inflação deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 3,92% para 3,94% de acordo com o relatório semanal Focus, divulgado ontem de manhã pelo Banco Central. O documento é elaborado a partir das projeções de indicadores da economia, informadas ao BC por aproximadamente 100 instituições financeiras. Para 2008, a previsão de inflação pelo IPCA manteve-se em 4,1% pela nona semana consecutiva.
Selic
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado prevê que ela encerre o ano em 11,25% ao ano, o que significa que não há expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova uma redução da taxa este ano. A próxima e última reunião do comitê em 2007 acontece na semana que vem -dias 4 e 5 de dezembro. Segundo estimativas do mercado, a taxa de juros teria novos cortes em 2008, já que a previsão da Selic para o fim do ano que vem que é de 10,25% ao ano.
Previsão dólar
No mercado de câmbio, o mercado manteve a previsão para o dólar no final deste ano em R$ 1,75. Para o fim de 2008, a projeção para a taxa de câmbio também foi mantida em R$ 1,80.
PIB
Nos números referentes ao crescimento da economia brasileira, o mercado financeiro elevou a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, de 4,7% para 4,71% para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, mas promoveu uma redução na previsão do PIB de 2008, que passou de 4,37% para 4,33%.
Superávit da balança
Quanto à balança comercial, a previsão do mercado é de um superávit de US$ 40,80 bilhões em 2007 e saldo positivo de US$ 34,6 bilhões no ano que vem. A projeção para os investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2007 é de US$ 33 bilhões este ano e US$ 25 bilhões em 2008, ambos estáveis na comparação à pesquisa da semana anterior.
Saldo balança
O superávit de US$ 139 milhões no saldo da balança comercial na quarta semana de novembro foi o menor resultado do mês e 73,77% inferior ao valor verificado no mesmo período do ano passado, quando o superávit foi de US$ 530 milhões. Em relação a 2006, a média diária das exportações na quarta semana cresceu 16,8%, mas o aumento da média das importações foi maior: 36,3%. Em relação a outubro passado, a média das exportações caiu 3,1%, enquanto que a média das importações aumentou 5,3%.
Acumulado
No acumulado do ano, o superávit de janeiro a novembro de 2007 é 12,1% menor em relação ao mesmo período de 2006, quando o superávit foi de US$ 40,872 bilhões. As exportações de janeiro a novembro aumentaram 15,8% em relação a 2006. Mas as importações cresceram mais: 29,5%.
Especulações
O executivo-chefe (CEO) da mineradora anglo-australiana Rio Tinto, Tom Albanese, negou ontem que esteja envolvido em negociações com qualquer outra companhia para apresentar uma contra-oferta pela mineradora BHP Billiton. ''Não estamos discutindo o assunto com nenhum outro grupo nesse momento'', afirmou o executivo durante teleconferência. A mineradora anglo-australiana também revelou ter identificado até US$ 30 bilhões em ativos que poderia vender para saldar dívidas e reorganizar o foco da empresa.
Bolsas chinesas
Na China, o contínuo declínio nos papéis da PetroChina, por conta da preocupação com sua excessiva valorização, e o mal-estar dos investidores após um longo mês de correções fizeram a Bolsa de Xangai fechar no seu mais baixo nível em três meses. O Xangai Composto perdeu 1,5% e fechou em 4.958,85 pontos, a menor pontuação desde 21 de agosto. Já o Shenzhen Composto caiu 1% e terminou em 1.259,06 pontos.
Bolsa de Tóquio
A desvalorização do iene frente ao dólar contribuiu para a Bolsa de Tóquio fechar em alta, bem como os dados favoráveis sobre as vendas do final de semana no varejo dos EUA. Sony, Sharp e outras blue chips lideraram o avanço do Nikkei 225, que ganhou 246,44 pontos, ou 1,7%, e encerrou aos 15.135,21 pontos. Os operadores afirmam, contudo, que a volatilidade deve continuar até que os investidores tenham um quadro mais claro sobre o nível de consumo nos EUA durante a temporada de compras de final de ano.
Das agências





